Soneto de honestidade
01/02/2008 às 18h03min | Paulo Gustavo | crônicas e poesias
Inspirado no Soneto de Fidelidade de Vinícius de Moraes, um colaborador dublê de advogado e poeta nos enviou o seguinte poema do devedor confesso:
SONETO DE HONESTIDADE
(Etevaldo Nascimento)Que devo, eu reconheço,
Mas juro que não pago juros;
Pagarei somente o preço,
Eu juro que pago juro.Pagar a dívida, eu sempre quis,
Mas o credor aumentou demais;
Uma dívida que eu não fiz
Porque os juros são ilegais.Para provar minha honestidade,
Tem o código do consumidor,
Que é a única possibilidade.Para acabar com a minha dor,
Tem advogado com especialidade
Em direito do consumidor.
