Quem sobreavisa, amigo é
02/02/2008 às 15h58min | Paulo Gustavo | juízes
Numa vara do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro, a juíza interrogou o reclamante sobre a duração de sua jornada de trabalho:
– Doutora, eu trabalho 24 horas por dia.
– Como? – reindagou a Juíza.
– Isso mesmo, doutora, 24 horas por dia!
– O dia inteiro e a noite inteira?
– 24 horas, doutora.
– Mas, o senhor tem filhos? – perguntou subitamente a magistrada.
– Tenho, doutora.
Com um sorrisinho maroto, a juíza prosseguiu:
– Então abra os olhos, meu senhor! Se trabalha 24 horas por dia, onde foi que arranjou tempo para fazê-los?
O que o moço quis dizer – e a juíza não entendeu ou não quis entender para gracejar – é que, durante a noite, “trabalhava” de “sobreaviso” em casa.
