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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Poesia tributária

03/02/2008 às 18h06min Paulo Gustavocrônicas e poesias

O poema a seguir retrata a lamentação do devedor tributário que já antevê sua frustração judicial:

POESIA TRIBUTÁRIA
(Sergio Francesconi, maio de 1986)

Promovi saída do produto
E não emiti Nota Fiscal
Dizem que soneguei tributo
Face ao procedimento ilegal

Lavraram Auto de Infração
Pois houve fato gerador
Não ouviram a argumentação
De que sou microprodutor

A defesa foi tempestiva
Aleguei a sua improcedência
Sem capacidade contributiva
Pedi anistia e clemência

Perdi em primeira instância
Apelei para o Tribunal
Em razão desta inobservância
Deve ser vitorioso o fiscal

Não repercuti o ônus tributário
E estou em situação de falência
Por ser devedor solidário
Meus bens vou perder, é a tendência.

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