Pelas barbas de Tiradentes
06/02/2008 às 18h31min | Paulo Gustavo | leis esquisitas
Em 1966, um historiador levantou a possibilidade de Tiradentes não usar barba e ter cabelos curtos.
Por isso, quando da emissão da cédula de cinco mil cruzeiros, que trazia a imagem de Tiradentes, o Diário Oficial da União publicou a resolução presidencial de se venerar “a efígie que melhor se ajusta à imagem de Joaquim José da Silva Xavier gravada pela tradição na memória do brasileiro”.

A leitura da sentença de Tiradentes (óleo sobre tela de Eduardo de Sá) - fonte: Wikipedia
No Diário Oficial do dia seguinte ao da publicação do decreto presidencial, constava uma retificação que ninguém entendeu, dizendo:
“Onde se lê Joaquim José, leia-se José Joaquim”.
Após alguns dias, a retificação da retificação, no Diário de 27 de abril de 1966:
“Fica sem efeito a retificação publicada no Diário Oficial de 19-4-66, na página 4101″.
Em tempo: o nome do mártir é mesmo Joaquim José.
(Fonte: Folclore Político, de Sebastião Nery)
