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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

O traficante

08/02/2008 às 6h10min Paulo Gustavoadvogados

No Rio de Janeiro, um advogado orientou seus constituintes, acusados de tráfico de drogas, a dizer, durante o interrogatório, que o entorpecente encontrado não era para uso próprio, e sim para uma adolescente.

O nobre doutor esqueceu que desta forma eles escapavam do art. 16 da então vigente Lei de Tóxicos (usuário, consumidor) mas se inclinavam perigosamente para o art. 12 (traficante, vendedor).

As penas para o consumidor já eram bem pequenas, com possibilidade de proposta de suspensão condicional do processo.

Já o art. 12 era crime hediondo, geralmente punido com canetadas pesadas dos magistrados.

Para sorte dos acusados, a situação foi melhor esclarecida e tudo terminou bem para eles.

Porém, comentava-se à boca pequena nos corredores do fórum que aquele advogado que quase pôs tudo a perder seria na verdade um dos melhores do país, pois tinha conseguido “abaixar” o crime da denúncia do 16 para o 12.

(Colaboração de Edésio Pontes)

Este artigo já recebeu 1 Comentário

  1. [...] também: um causo de “redução de pena” com base na antiga Lei de [...]

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