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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

A hora do pesadelo

10/02/2008 às 21h54min Paulo Gustavoadvogados

Numa comarca do interior de Santa Catarina, um advogado apelou em favor do cliente, condenado em primeira instância por estupro.

Dentre os argumentos da apelação, contestou o laudo do Instituto Médico Legal, que constatara o rompimento himenal.

Segundo o advogado, o laudo “chega a mencionar a hora em que ocorreu o estupro, consignando ‘ruptura himenal entre duas e cinco horas’”.

Veemente em seu inconformismo, argumentou o causídico:

“Está aí a contradição que torna o laudo imprestável: como podem os peritos fazer tal afirmação se a denúncia diz que o crime ocorreu por volta das 23 horas?”.

O tribunal, sabendo avaliar a linguagem médica presente no laudo, sequer enfrentou o argumento…

Explicando a piada:

O que o advogado confundiu com “horário”, na verdade, era um termo médico utilizado para indicar a posição angular do rompimento do hímen em relação ao seu centro, como se fosse indicada pelos ponteiros de um relógio.

Analogicamente. ;)

Este artigo já recebeu 2 Comentários

  1. [...] E, se você estranhou o “horário” do rompimento himenal, melhor ler este texto… [...]

  2. Srs,

    A história pode parecer cômica para nós peritos-médicos e para a maioria dos advogados, porém a complexidade atual do Direito e da Medicina muitas vezes são fator impeditivo para um conhecimento mais amplo. Por isso é importante “trocarmos figurinhas”.
    Abraço a todos.

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