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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

O filho do padre

14/02/2008 às 22h35min Paulo Gustavojuristas

O jurista Clóvis Beviláqua, pai do Código Civil de 1916, é, todos sabem, cearense. Mas o que poucos sabem é que ele tem raízes piauienses – e de uma forma inusitada.

Seu pai foi José Beviláqua, vigário de Viçosa (CE) de 1844 a 1905.

Diz a história que o padre, a partir de algum tempo, vivia de amores secretos com uma jovem piauiense, chamada Martiniana de Jesus Aires, de importante família, que estava morando na cidade por ocasião da Guerra dos Balaios.

Certo dia, o padre chamou um jovem de poucos recursos financeiros, porém de boa família.

Propôs-lhe dar uma casa comercial, que lhe desse autonomia financeira, se ele se casasse com Martiniana.

Chegou a estabelecer comparação com uma importante loja da cidade.

O jovem não acreditou:

– Uma casa destas custa uns 30 contos de réis!

O padre não vacilou:

– Pois a casa é sua.

E então combinou os detalhes:

– Você casa com a moça, recebe os 30 contos e sai pelos fundos da igreja.

O dinheiro foi para o bolso do jovem e o padre ficou com a piauiense.

O casal teve 5 filhos, o terceiro deles Clóvis, nascido em 1859.

(Foto: Wikipedia)

Este artigo já recebeu 2 Comentários

  1. Inacreditável ! O pai da legalidade com nascedouro numa ilicitude.

  2. Comentário ridículo Carlos Lacerda Campos. O nascimento de uma criança e a formação de uma família, mesmo que constituída por meio da quebra do voto de castidade, não é uma ilicitude. Além do mais, a castidade é ilegítima(psico-biológica). Atende apenas a interesses patrimoniais da igreja católica.

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