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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos de fevereiro de 2008

Memória de elefante

10/02/2008 às 18h24min Paulo Gustavotestemunhas

A testemunha do autor da ação prestava depoimento em uma reclamação trabalhista, quando o juiz perguntou:

– Quando foi que o reclamante começou a trabalhar na empresa?

A resposta foi imediata:

– Claro, foi no dia 5 de janeiro de 1979.

O juiz, mais esperto:

– E quando foi que o senhor começou a trabalhar na empresa?

A testemunha demorou um pouquinho pensando, tempo suficiente para que todos caíssem no riso.

Inquérito policial à francesa

10/02/2008 às 18h06min Paulo Gustavodelegacias

Frases extraídas de boletins de ocorrência e relatórios da Polícia da França:

  • “Pudemos constatar que nada consta.”
  • “Suas explicações estavam tão confusas que tivemos que soltá-lo por falta de provas que nos fizessem entender suas explicações.”
  • “O indivíduo, que era tão surdo quanto sua esposa, parecia não se entender muito bem com ela.”
  • “O elemento, negando toda culpa, foi preso. O suspeito então decidiu fazer uma confissão completa para nos provar que ele não tinha nada a ver neste caso.”
  • “O homem declarou que efetivamente bateu seu adversário com a manivela mas tomando todo o cuidado de não machucá-lo.”
  • “O elemento tentou esconder a arma na sua bota, mas por infelicidade dele, tratava-se de uma espingarda cujo tamanho ultrapassava.”
  • “O buraco da bala era tão grande que pudemos enfiar dois dedos.”
  • “O indivíduo insistiu em nos apresentar seu prejuízo, que de fato não media mais do que dez centímetros.”
  • “Se a chamada não teve resposta, é que ela foi feita na sexta-feira de manhã, quando o investigador de plantão tinha acabado de deitar-se como faz todos os dias à mesma hora.”
  • “Preso pelos policiais, o ladrão os ameaçou de chamar a polícia.”
  • “É de se observar que os dois veículos colidiram um com o outro exatamente no mesmo dia.”
  • “Apesar do teor alcoólico de 3,8, o motorista havia mantido toda sua lucidez ao atropelar o animal.”
  • “O cadáver não parecia de posse de todas suas faculdades.”
  • “Um violento golpe de martelo o havia mantido pregado na cama por dois dias.”
  • “O enforcado morreu por afogamento.”
  • “Como ele devia ser internado o mais rapidamente possível num asilo de loucos, ele foi levado à delegacia.”

(Fonte: Roger Chadel)

Os cinco desejos do juiz

10/02/2008 às 17h33min Paulo Gustavocurtas e boas

As 5 coisas que o juiz mais deseja – segundo um deles:

  • Ter uma estagiária tão gostosa quanto a mulher dele acha que ele tem.
  • Saber tanto quanto o meirinho acha que ele sabe.
  • Ganhar tanto quanto os outros acham que ele ganha.
  • Ter a vida mansa que os outros acham que ele tem.
  • Ficar tão bem de beca como ele acha que fica.

Testemunha de “folga”

10/02/2008 às 17h03min Paulo Gustavocrônicas e poesias

Por Sônia França, secretária de audiências da Justiça do Trabalho

A crônica a seguir é a junção de várias testemunhas que passaram pelas salas de conciliação da Justiça do Trabalho. Qualquer semelhança com fatos reais não é coincidência.

– Nome?
– Quem? Eu?

– É, o senhor. Nome?
– José.

– José de quê? Senta direito.
– José da Silva.

– Idade?
– Trinta e quatro.

– Endereço? Não acende esse cigarro, não. Endereço?
– Morro da Porca, entrada quinhentos, curva trinta e seis, casa quatorze, fundos.

– É parente, amigo pessoal ou inimigo de alguma das partes envolvidas no processo, freqüenta ou freqüentou a casa de algum deles, tem algum envolvimento emocional com alguém aqui à mesa?
– Repete, que eu já esqueci tudo.

(mais…)

O alto preço dos honorários

10/02/2008 às 15h53min Paulo Gustavopiadas

Um homem entrou num escritório de advocacia e indagou o valor dos honorários para consultoria.

– Dez mil reais por três perguntas – respondeu o advogado.

Assustado, o cliente vai se levantando:

– Mas não é muito caro?

– Realmente, é. – respondeu o advogado, emendando em seguida: – Qual é sua terceira pergunta?


Depois de narrar o caso, o cliente perguntou o valor dos honorários ao advogado.

– Você tem que me pagar vinte mil reais agora e mais mil por mês.

– Tudo isso? Sinto-me como se estivesse pagando o preço de um carro!

O advogado então deixou escapar:

– E você está!


Depois de um atrito familiar, marido e mulher começam a discutir, até que o primeiro propõe:

– Entendi sua chantagem! O que você quer? Um carro? Uma casa nova? Uma viagem?

– Nada disso! Não dá mais! Eu quero o divórcio!

O marido, suando frio, se senta e suspira:

– Poxa, eu não estava pensando em gastar tanto…


Primeiro mandamento do advogado:

“Todo homem é inocente até prova de que está duro.”


Um advogado estava com a família em sua fazenda, quando um sitiante vizinho o procura para fazer a seguinte pergunta:

– Doutor, comprei uma vaca do meu vizinho e agora ele quer que eu devolva o bezerro que a vaca vai ter. Ela está prenhe e eu comprei com tudo dentro. De quem é o bezerro?

– O bezerro é seu.

O vizinho foi embora satisfeito.

Passados mais uns instantes, outro vizinho chamou o advogado, com a seguinte questão:

– Doutor, eu vendi uma vaca pro meu vizinho, somente a vaca. Acontece que a vaca está prenhe; eu só vendi a vaca e não a cria. De quem é o bezerro?

– O bezerro é seu.

E lá se foi o outro vizinho, todo feliz.

A esposa do advogado, que a tudo assistira, ficou atônita e perguntou:

– Afinal, de quem é esse bezerro?

Com ar professoral, o experiente causídico respondeu:

– O bezerro é nosso!

(Colaboração de Antonio Dias, do Rio de Janeiro)