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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Indeferimento festivo

30/05/2008 às 7h16min Paulo Gustavojuízes

Um advogado de Curitiba (PR) foi contratado para defender um réu que se encontrava ameaçado de despejo por falta de pagamento nas vésperas do Natal.

Na petição em que requereu o adiamento do prazo estipulado para a purgação da mora, o causídico procurou sensibilizar o juiz, alegando que, caso o cliente pagasse os aluguéis atrasados, ficaria sem dinheiro para custear as despesas com os presentes e as festas de fim de ano.

O juiz não se comoveu com a argumentação, alegando que não havia motivo de força maior a justificar a protelação do pagamento. Todavia, seu despacho teve um fecho incomum:

“Aproveito a oportunidade para desejar ao réu e à sua família, inclusive a seu operoso advogado, um feliz natal e um próspero ano novo.”

(Baseado em relato do advogado Rolf Koerner Júnior, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)

Este artigo já recebeu 4 Comentários

  1. muito bom

  2. Também gostei muito.

  3. Em meus 70 anos de idade e 35 de carreira já presenciei casos piores, inclusive o de um colega que requereu ao Juiz que o “Sr.Oficial de Justiça transferisse o bem penhorado para a residência do Autor”. Detalhe: o bem era nada menos que um apartamento!

  4. O único lamento é que o caso pelo que se deu a entender era REAL. Mesmo que o advogado tenha feito um pedido inepto ou impossível juridicamente, o nobre magistrado não teria o direito de ironizar a desgraça do réu. Triste isso. Seria mesmo cômico, se não fosse trágico. Parabéns pela pagina Legal ao Dr. Paulo e todo pessoal do jus..abraços

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