Ir direto ao conteúdo

Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos de maio de 2008

A boa reputação do réu

02/05/2008 às 7h35min Paulo Gustavotestemunhas

Corriam os anos de ferro quando um subtenente do Exército, às vésperas da reforma, era julgado no tribunal militar, acusado de furto de bens do quartel.

À primeira testemunha de defesa, é feita a pergunta inicial, sobre o conceito e a idoneidade do réu, ao que esta responde:

– Excelência, não sei informar nada quanto à vida particular do réu, porque não o conheço na intimidade, mas no quartel todos sabem que é conhecido como “muambeiro”.

O advogado, lívido, ainda conseguiu reverter o estrago e obter a absolvição do acusado.

(Adaptado de artigo do advogado Albarino de Mattos Guedes, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)

A inauguração do Foro

01/05/2008 às 9h02min Paulo Gustavoadvogados

O advogado Quintino Cunha, personagem do folclore do Ceará do início do século passado, fazia uma viagem de trem para Cariús (CE), mas no caminho havia uma parada em Iguatu (CE).

Era o dia da inauguração do novo prédio do Fórum (ou Foro, como queiram). Alguns colegas, ao encontrarem Quintino na estação, convidaram-no para participar da solenidade.

Mal-humorado, Quintino perguntou:

– Quem é o juiz?

– É o Doutor Fulano.

– O promotor?

– Sicrano.

– E o advogado?

– Beltrano.

Desdenhoso, o matreiro advogado torceu o nariz e resmungou:

– Pois isso não é um Foro! É um desaforo!

(Adaptado do livro “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)