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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Animus furandi

06/08/2008 às 22h04min Paulo Gustavoadvogados

Num júri em Araçatuba (SP), era julgado um caso de tentativa de homicídio. O réu teria esfaqueado um antigo desafeto num bar, após breve discussão. Apesar da gravidade das lesões, a vítima sobreviveu, por motivos alheios à vontade do acusado.

A certa altura, o advogado de defesa se dirige ao conselho de sentença, afirmando pomposamente:

– O réu não agiu com animus furandi!

O promotor de Justiça balança a cabeça e olha para o juiz, que também não esconde seu estranhamento. Afinal, animus furandi significa “intenção de furtar”, e não havia qualquer acusação de furto. Mas ambos resolveram fingir que nada havia de errado.

Para não confundir ainda mais a cabeça dos jurados, o promotor acabou entrando na “brincadeira”:

– Apesar da afirmação do combativo defensor, o réu agiu sim com animus furandi! O laudo de exame de corpo de delito é conclusivo ao afirmar que a vítima foi furada três vezes pelo réu…

(Adaptado de texto de Tulio Mayrink Ximenes, publicado no Neófito)

Este artigo já recebeu 9 Comentários

  1. Este caso é um exemplo costumaz do mal uso do latim.

    Muitas fezes o uso de termos e brocados jurídicos em latim são demonstrações de saber jurídico, mas quando incoerente com o contexto ou lógica empregada, e para o caso em comento, desaconselhável em processos no tribunal do jure, tem efeito diverso, ao ponto de virar piada.

    Por sorte o promotor de justiça entrou no debate e descomplicou, para o conselho de sentença, reforçando, erroneamente, o sentido do termo “animus furandi”.

  2. Mas também, doutor, “muitas Fezes”…. rs..cuidado com a digitação!

  3. A complacência é o fermento do mal… O Dr. Promotor deveria ter feito a ressalva. Animus furandi, para o advogado de defesa, foi tomado como alegoria, já que é certo que não conhecia o significado. O neologista deveria ter sido desmascarado para aprender a ter mais cuidado.

  4. “Muitas fezes”… hahaha O teclado, muitas vezes, nos prega cada peça. ;)

  5. haahahaha eu ri mais do comentário, do que o texto

  6. Sem contar que escreveu “mal uso”, “tribunal do jure” e “ao ponto”…

  7. Muitas “fezes” tem esse comentário, por isso é bom ficar calado a fazer comentários desordenados com nossa lígua. ” Mas tudo tem jeito, pois só não tem jeito para morte “.

  8. Nosso afoito primeiro comentarista…arvorando-se em crititar o emprego equivocado do latim derrapou no português. Bom de qualquer sorte, creio que o senhor não teve o “anumus furandi” e assassinar a lingua portuguesa.

    saudações

  9. Kkkkkkkkkkkkkk Imaginem o ataque de risos de quem “pescou” o trocadilho do promotor…

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