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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Discriminação na penitenciária

20/08/2008 às 14h21min Paulo Gustavopiadas

Um advogado criminalista estava enfrentando um problema profissional. Em virtude de sucessivas derrotas na defesa de seus patrocinados, adquirira péssima fama e passou a ser discriminado pelos colegas.

Certo dia, chegou à penitenciária para visitar um de seus clientes. Tratava-se de um rapaz que realmente era inocente, mas a defesa promovida pelo causídico fora tão deficiente que o homem acabou sendo injustamente condenado.

Ao chegar ao local, o advogado percebeu que os funcionários próximos o olhavam de forma diferente, como se a sua presença fosse inoportuna. Ao chegar à portaria principal, foi barrado e não pôde entrar. Indignado, passou a clamar por suas prerrogativas:

– Isso é um absurdo! Exijo respeito! Sou um advogado e tenho direito a entrar para conversar com meu constituinte! Não conhece o Estatuto da Advocacia?

– Calma, doutor. O senhor pode entrar, mas não por esta portaria. É que nossos fornecedores têm acesso pela porta dos fundos.

(Adaptado de causo publicado no livro O advogado que ri, de Milton Célio de Oliveira Filho e Nelson Lopes de Oliveira Ferreira Jr. São Paulo, Matrix, 2005)

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