<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Página Legal &#187; advogados</title>
	<atom:link href="http://www.paginalegal.com/categoria/advogados/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.paginalegal.com</link>
	<description>O cotidiano jurídico com muito bom humor</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Jul 2009 23:52:24 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<image>
    <title>Página Legal</title>
    <url>http://www.paginalegal.com/wp-content/files/paginalegal.gif</url>
    <link>http://www.paginalegal.com</link>
    <width>64</width>
    <height>64</height>
    <description>Página Legal - http://www.paginalegal.com</description>
    </image>		<item>
		<title>Honorários ou michê?</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2009/03/31/honorarios-ou-miche/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2009/03/31/honorarios-ou-miche/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 01:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[ânus]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paginalegal.com/?p=1069</guid>
		<description><![CDATA[Na Inglaterra, o advogado Marc Beaumont está sendo processado por uma ex-cliente por ter se excedido na cobrança de honorários.
O advogado defendia a tal mulher num processo administrativo. Além da taxa fixa, cobrava um extra de 250 libras por hora em caso de trabalhos urgentes.
Num certo dia, resolveram fazer serão num hotel, ocasião em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Inglaterra, o advogado Marc Beaumont está sendo processado por uma ex-cliente por ter se excedido na cobrança de honorários.</p>
<p>O advogado defendia a tal mulher num processo administrativo. Além da taxa fixa, cobrava um extra de 250 libras por hora em caso de trabalhos urgentes.</p>
<p>Num certo dia, resolveram fazer serão num hotel, ocasião em que dividiram uma garrafa de vinho e fizeram sexo. O encontro aconteceu enquanto a mulher e os filhos do causídico estavam viajando.</p>
<p>Acontece que a hora de execução desse &#8220;serviço&#8221; foi incluído na cobrança. </p>
<p>Agora, a ex-cliente quer uma indenização de 800 mil libras.</p>
<p>A defesa do advogado, por sua vez, poderá alegar que era exigência do serviço levar a cliente à vara.</p>
<p><em>(Com informações de <a href="http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/article2344282.ece">The Sun</a>, <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-1165271/Married-barrister-denies-clients-claim-charged-250-hour-having-sex-her.html">Mail Online</a> e <a href="http://blog.geeklawyer.org/2009/03/30/memo-to-idiot-barristers-when-youre-in-a-hole-stop-digging/">GeekLawyer&#8217;s Blog</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2009/03/31/honorarios-ou-miche/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O direito intertemporal e o fato notório</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/22/o-direito-intertemporal-e-o-fato-notorio/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/22/o-direito-intertemporal-e-o-fato-notorio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 00:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[código]]></category>
		<category><![CDATA[paraná]]></category>
		<category><![CDATA[processo civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=629</guid>
		<description><![CDATA[Assim que entrou em vigor o Código de Processo Civil de 1973, um advogado de Curitiba (PR) protocolou petição ainda baseada na lei revogada.
O juiz indeferiu os pedidos, determinando que o causídico adaptasse a peça às novas regras.
Em resposta, o advogado formulou pedido de reconsideração, alegando que o novo livro se esgotara na cidade. Completou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim que entrou em vigor o Código de Processo Civil de 1973, um advogado de <strong>Curitiba (PR)</strong> protocolou petição ainda baseada na lei revogada.</p>
<p>O juiz indeferiu os pedidos, determinando que o causídico adaptasse a peça às novas regras.</p>
<p>Em resposta, o advogado formulou pedido de reconsideração, alegando que o novo livro se esgotara na cidade. Completou que a falta de códigos se tratava de fato notório, que independia de prova, e requereu o deferimento da petição, ainda que elaborada sob as regras revogadas.</p>
<p>Se a história se passasse hoje, bastaria apenas um <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5869.htm">clique</a> para resolver o problema.</p>
<p><em>(Baseado em relato do advogado <strong>Rolf Koerner Júnior</strong>, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/22/o-direito-intertemporal-e-o-fato-notorio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O advogado que se processou</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/17/o-advogado-que-se-processou/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/17/o-advogado-que-se-processou/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 00:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[dano moral]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=618</guid>
		<description><![CDATA['Vai doer mais em mim que em mim'Em Alton, Illinois, Estados Unidos, o advogado Emert Wyss,  especializado em Direito do Consumidor, se envolveu num curioso caso em que virou réu numa ação que ele mesmo havia proposto.
Tendo descoberto que uma financeira estava cobrando abusivamente uma taxa de 60 dólares pelos faxes trocados durante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="ice ice_top_right" style="width:175px;"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/o-advogado-que-se-processou.jpg" alt="'Vai doer mais em mim que em mim'" align="right" /><br style="clear:both" /><span>'Vai doer mais em mim que em mim'</span></div>Em Alton, Illinois, <strong>Estados Unidos</strong>, o advogado <strong>Emert Wyss</strong>,  especializado em Direito do Consumidor, se envolveu num curioso caso em que virou réu numa ação que ele mesmo havia proposto.</p>
<p>Tendo descoberto que uma financeira estava cobrando abusivamente uma taxa de 60 dólares pelos faxes trocados durante a negociação de empréstimos, Wyss vislumbrou a possibilidade de ajuizar uma ação coletiva de reparação.</p>
<p>Procurou então Carmelita McLaughlin, uma das pessoas que foram prejudicadas pela cobrança indevida, a qual aceitou ser a sua principal testemunha no processo.</p>
<p>Por intermédio de três escritórios parceiros, Wyss propôs uma <em>class action</em> em defesa dos direitos de todos os consumidores lesados pela financeira, requerendo uma indenização milionária. Nesse tipo de ação, sem similar no Brasil, algumas das milhares de pessoas lesadas que se habilitam no processo até recebem alguns trocados, mas quem lucra mais são os advogados que descobriram <strike>a mina de ouro</strike> o problema, que recebem gorda porcentagem sobre o valor total.</p>
<p>Só que havia um detalhe: o contrato de empréstimo de sua testemunha-chave fora  negociado por intermédio da empresa Centerre Title, cujo dono era o próprio Wyss.</p>
<p>Durante a primeira audiência, travou-se um diálogo surreal. O advogado da financeira fez a seguinte pergunta a Wyss:</p>
<p>– Emert Wyss, representando a empresa Centerre Title, recebeu as taxas da Srª. McLaughlin e, agora, oito meses depois, Emert Wyss, como advogado da Srª. McLaughlin, sugere que ela ajuíze uma ação contra as mesmas taxas que sua empresa cobrou dela. Está certo?</p>
<p>A resposta de Wyss não poderia ser mais desconcertada:</p>
<p>– Está certo. É uma simplificação, mas está correto.</p>
<p>Então, a financeira alegou que a empresa de Wyss não só fora quem recebera o dinheiro como também teria o dever de orientar sua cliente a não celebrar o contrato se houvesse algo errado. Por tais razões, pediu a sua inclusão como ré, o que foi aceito pelo juiz. Como um bumerangue, a ação se voltou contra o seu idealizador.</p>
<p>O pior de tudo: devido ao conflito de interesses, Wyss teve que abrir mão do direito a representar as pessoas prejudicadas e a receber honorários sobre o valor da condenação. Assim, ele deixou de ser processado por si próprio, mas continuou sendo processado pelos seus próprios advogados parceiros.</p>
<p>De fato, é um processo muito estranho: se você ganha, você perde; se você perde, você ganha. Isso que é sucumbência recíproca!</p>
<p>O caso foi revelado em 2002 pelo jornal <a href="http://madisonrecord.com/news/contentview.asp?c=148217">The</a> <a href="http://www.madisonrecord.com/arguments/149541-lessons-of-emert-wyss">Madison</a> <a href="http://www.madisonrecord.com/news/162022-emert-wyss-dismissed-as-third-party-defendant">Record</a> e teve <a href="http://bankrupt.com/CAR_Public/050503.mbx">ampla</a> <a href="http://www.loweringthebar.net/2005/03/illinois_plaint.html">divulgação</a>.</p>
<p><em>(Imagem: Eric Shansby / <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A48235-2005Apr12.html">Washington Post</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/17/o-advogado-que-se-processou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Show do duodecilhão</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/15/show-do-duodecilhao/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/15/show-do-duodecilhao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 22:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[minas gerais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=615</guid>
		<description><![CDATA[A costureira aposentada Eunice Mendes Garcia tem 74 anos, recebe proventos de um salário mínimo e mora em Juiz de Fora (MG).
Em 1928, seu avô Jeremias Garcia, doente, passou uma procuração autorizando seu filho Pablo (pai de Eunice) a efetuar transações com sua conta corrente no Banco do Brasil, que acabou zerada.
Eunice alega que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A costureira aposentada Eunice Mendes Garcia tem 74 anos, recebe proventos de um salário mínimo e mora em <strong>Juiz de Fora (MG)</strong>.</p>
<p>Em 1928, seu avô Jeremias Garcia, doente, passou uma procuração autorizando seu filho Pablo (pai de Eunice) a efetuar transações com sua conta corrente no Banco do Brasil, que acabou zerada.</p>
<p>Eunice alega que a procuração somente autorizava seu pai a fazer pagamentos, mas não efetuar saques. Por este motivo, como herdeira do avô, ajuizou <a href="http://www.tjmg.jus.br/juridico/jt_/inteiro_teor.jsp?tipoTribunal=1&#038;comrCodigo=145&#038;ano=3&#038;txt_processo=65438&#038;complemento=1&#038;sequencial=0&#038;palavrasConsulta=eunice%20jeremias&#038;todas=&#038;expressao=&#038;qualquer=&#038;sem=&#038;radical=">ação de cobrança</a> para reaver a importância depositada, com juros de 1% e correção monetária.</p>
<p>O problema é que o valor apurado pelo contador (em 2002) atingiu o nada modesto valor de&#8230; <em>(tomando fôlego)</em></p>
<p><strong>R$ 3.141.055.064.767.270.000.000.000.000.000.000.000.000,00</strong><br />
<em>(três <strong>duodecilhões</strong>, cento e quarenta e um <strong>undecilhões</strong>, cinqüenta e cinco <strong>decilhões</strong>, sessenta e quatro <strong>nonilhões</strong>, setecentos e sessenta e sete <strong>octilhões</strong> e duzentos e setenta <strong>septilhões</strong> de reais)</em></p>
<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/show-do-duodecilhao.jpg" alt="" /></p>
<p>O valor é tão absurdo que somente comparações podem ajudar a entender sua grandeza:</p>
<ul>
<li>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal">soma do PIB de todos os países do mundo</a> ficaria muito longe de pagar a dívida. Na verdade, se multiplicássemos a riqueza produzida anualmente por todos os países do mundo pela <a href="http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261565.shtml?pagina=1">idade do universo</a>, ainda seria necessário multiplicar o resultado por dois trilhões para chegar ao valor desejado.</li>
<li>Se todo o PIB mundial equivalesse a um grão de areia, <a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI122931-EI302,00.html">toda a areia da Terra</a> só seria suficiente para pagar os honorários advocatícios (20%).</li>
<li>Se o dinheiro fosse pago em <a href="http://www.bcb.gov.br/?CEDCOMUM">cédulas</a> de 100 reais, o peso total equivaleria a mais de 10 mil estrelas iguais ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sol">Sol</a>.</li>
</ul>
<p>O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, contudo, <a href="http://www.tjmg.jus.br/juridico/jt_/inteiro_teor.jsp?tipoTribunal=1&#038;comrCodigo=145&#038;ano=3&#038;txt_processo=65438&#038;complemento=1&#038;sequencial=0&#038;palavrasConsulta=eunice%20jeremias&#038;todas=&#038;expressao=&#038;qualquer=&#038;sem=&#038;radical=">não deu razão</a> à Dona Eunice:</p>
<blockquote><p>&#8220;Não é do banco o ônus da prova que o Sr. Jeremias tenha autorizado os débitos feitos em sua conta e sim do autor de provar que este não autorizou.</p>
<p>Assim, comprovado nos autos que o valor cobrado foi depositado e que em razão de débitos na conta o mesmo zerou, não tendo o Apelante se desincumbido do ônus que lhe incumbia de provar que os valores debitados não foram autorizados, não há como se dar guarida às sua pretensões.&#8221;</p></blockquote>
<p>Os planos de Eunice para gastar o dinheiro são ambiciosos. Ela pretende comprar uma casa própria, viajar por toda Minas Gerais e &#8220;ajudar as pessoas&#8221;.</p>
<p><em>(Com informações de <a href="http://www.estadao.com.br/arquivo/cidades/2006/not20060219p25330.htm">O Estado de S.Paulo</a> e <a href="http://www.sitepopular.com.br/noticias/noticiassitepop/idenizacaorecord220206.htm">Estado de Minas</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/15/show-do-duodecilhao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autor pede sua própria condenação</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/13/autor-pede-sua-propria-condenacao/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/13/autor-pede-sua-propria-condenacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 18:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[diário da justiça]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[gafe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=609</guid>
		<description><![CDATA[Fulano de Tal dos Anzóis Pereira, residente e domiciliado na Rua dos Bobos, número zero, vem, mui respeitosamente, perante Vossa Excelência, propor Ação Revisional de Alimentos contra Fulano de Tal dos Anzóis Pereira, residente e domiciliado no endereço supra&#8230;
Hein? Como assim?
Parece absurdo, mas deve ter sido mais ou menos assim a petição inicial da ação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fulano de Tal dos Anzóis Pereira</strong>, residente e domiciliado na Rua dos Bobos, número zero, vem, mui respeitosamente, perante Vossa Excelência, propor Ação Revisional de Alimentos contra <strong>Fulano de Tal dos Anzóis Pereira</strong>, residente e domiciliado no endereço <em>supra</em>&#8230;</p>
<p>Hein? Como assim?</p>
<p>Parece absurdo, mas deve ter sido mais ou menos assim a petição inicial da ação na qual foi exarado o seguinte despacho:</p>
<p><div class="ice ice_nowrap" style="width:500px;"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/autor-pede-sua-propria-condenacao.png" alt="Isso é que é uma auto-incriminação. Melhor exercer o direito constitucional a permanecer em silêncio..." /><br style="clear:both" /><span>Isso é que é uma auto-incriminação. Melhor exercer o direito constitucional a permanecer em silêncio...</span></div></p>
<p>Saiu no <a href="http://dje.tj.am.gov.br/">Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Amazonas</a>, em 15 de agosto de 2008, e foi reproduzido no blog <a href="http://www.diariodeumjuiz.com/?p=1319">Diário de um Juiz</a>, de Carlos Zamith Júnior.</p>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/autor-pede-sua-propria-condenacao.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" alt="" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/autor-pede-sua-propria-condenacao.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/13/autor-pede-sua-propria-condenacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O ilustre desconhecido</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/04/o-ilustre-desconhecido/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/04/o-ilustre-desconhecido/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 01:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[audiência]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[júri]]></category>
		<category><![CDATA[paraná]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=583</guid>
		<description><![CDATA[Aconteceu no interior do Paraná, numa comarca próxima a Ponta Grossa.
Conhecido morador da região, chamado Juquinha, era julgado por homicídio.
A família da vítima contratou conceituado advogado paulista para atuar como assistente da acusação. Durante sua esmerada manifestação verbal, leu um trecho da obra de Nelson Hungria, enfatizando que lá se encontrava configurado o crime cometido.
Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu no interior do <strong>Paraná</strong>, numa comarca próxima a Ponta Grossa.</p>
<p>Conhecido morador da região, chamado Juquinha, era julgado por homicídio.</p>
<p>A família da vítima contratou conceituado advogado paulista para atuar como assistente da acusação. Durante sua esmerada manifestação verbal, leu um trecho da obra de Nelson Hungria, enfatizando que lá se encontrava configurado o crime cometido.</p>
<p>Por sua vez, o advogado de defesa, respeitado por todos os moradores da cidade, saiu-se com a seguinte argumentação:</p>
<p>– Meus amigos, há muitos anos todos vocês conhecem o Juquinha. Sabem que ele é uma pessoa amiga, bebe com todo mundo, joga bocha, tinha cavalo corredor e ganhador, comparece às festas da igreja e ainda é um excelente pé-de-valsa. Conhecendo tão bem o Juquinha, vocês acham que ele seria capaz de cometer esse horrendo crime? Agora vem esse advogado vindo de fora e diz que um tal de Nelson Hungria sabe tudo da vida do Juquinha. Vocês já viram esse homem por aqui? Sabem se ele já andou pela cidade com o Juquinha? Ora, é um estranho que diz saber tudo que o Juquinha fez ou deixou de fazer&#8230; Vocês acreditam no Juquinha, companheiro velho de guerra, ou nesse tal de Nelson Hungria?</p>
<p>O Juquinha foi absolvido.</p>
<p><em>(Baseado em relato do advogado <strong>Edgard Luiz Cavalcanti de Albuquerque</strong>, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/04/o-ilustre-desconhecido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marketing do divórcio &#8211; 3</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/01/marketing-do-divorcio-3/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/09/01/marketing-do-divorcio-3/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 00:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[canadá]]></category>
		<category><![CDATA[divórcio]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=577</guid>
		<description><![CDATA[Criativo cartão de visitas para um escritório de advocacia localizado no Canadá:

Os publicitários canadenses são bem mais sutis que os dos Estados Unidos&#8230;
(Fonte da imagem: blog Funtasticus. Sugestão de Rodrigo Chaves)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criativo cartão de visitas para um <a href="http://www.marshall.yk.com/">escritório de advocacia</a> <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=5125+48th+street,+yellowknife,+ca&amp;sll=62.45432,-114.37125&amp;sspn=0.116697,0.30899&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr">localizado</a> no <strong>Canadá</strong>:</p>
<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/marketing-do-divorcio-3.jpg" alt="" /></p>
<p>Os publicitários <a href="http://www.paginalegal.com/2008/03/11/marketing-do-divorcio/">canadenses</a> são bem mais sutis que os dos <a href="http://www.paginalegal.com/2008/03/14/marketing-do-divorcio-2/">Estados Unidos</a>&#8230;</p>
<p><em>(Fonte da imagem: blog <a href="http://funtasticus.com/20080822/cool-namecards/">Funtasticus</a>. Sugestão de Rodrigo Chaves)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/09/01/marketing-do-divorcio-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não existe automóvel grátis</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/08/30/nao-existe-automovel-gratis/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/08/30/nao-existe-automovel-gratis/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 19:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[automóvel]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[goiás]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=570</guid>
		<description><![CDATA[Quem quer um Peugeot 307 grátis?
Um cidadão goiano processou uma revendedora de veículos requerendo a entrega gratuita de um veículo novo, no valor de quase R$ 70.000,00.
Alegou que a empresa teria veiculado publicidade enganosa, na qual estaria sendo ofertado gratuitamente o automóvel.
Em defesa, a empresa alegou que &#8220;a palavra &#8216;grátis&#8217; estampada no anúncio refere-se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/automovel-gratis2.png" alt="" align="left" />Quem quer um <a href="http://www.peugeot.com.br/descubra307_hot/index.asp"><strong>Peugeot 307</strong></a> grátis?</p>
<p>Um cidadão goiano <a href="http://spg.tjgo.jus.br/spg/Consulta_Opcoes.php?opc=proc&amp;numrproc=200700951959&amp;numrinter=0000&amp;numroab=&amp;siglaoab=GO&amp;ultisn=00000000&amp;nomepessoa=&amp;code=4QF8&amp;B1=Consultar">processou</a> uma revendedora de veículos requerendo a entrega gratuita de um veículo novo, no valor de quase <a href="http://carros.peugeot.com.br/configurador/307HB/index.do?method=second&amp;codigoVersao=42&amp;codigoFamilia=18&amp;codigoModelo=43">R$ 70.000,00</a>.</p>
<p>Alegou que a empresa teria veiculado publicidade enganosa, na qual estaria sendo ofertado gratuitamente o automóvel.</p>
<p>Em defesa, a empresa alegou que <em>&#8220;a palavra &#8216;grátis&#8217; estampada no anúncio refere-se a um opcional: o câmbio automático que seria dado a quem adquirisse o Peugeot 307&#8243;</em>.</p>
<p>A sentença não só julgou a demanda improcedente, como condenou o autor por litigância de má-fé, por considerar que a interpretação literal do autor afrontaria a lógica.</p>
<blockquote><p>Tenho plena ciência de que no sistema de defesa do consumidor vige um princípio de vinculação da empresa à propaganda que lança ao público em geral, o qual se encontra previsto especialmente no art. 30, da Lei 8.078/1990.</p>
<p>Ocorre que no caso dos autos, onde se vê &#8220;Grátis&#8221; (fl. 12) na publicidade da empresa reclamada, deve-se ler de duas uma, (a) ou um simples erro (que não enganaria ninguém, nem uma pessoa mais humilde e inocente; nem uma criança), (b) ou que o &#8220;Grátis&#8221; se refere ao câmbio automático (isto é, caso o veículo Peugeot 307 seja adquirido pelo consumidor, o acessório &#8220;câmbio automático&#8221; não será cobrado).</p>
<p>Nunca se pensaria dentro da lógica que a reclamada estaria doando abertamente veículos gratuitos a qualquer um que chegasse em sua sede. Isto é um absurdo, ninguém foi induzido a erro no caso vertente, em muito menos o autor, que é advogado.</p>
<p>No mais, recuso-me a gastar muitas linhas para esclarecer meu raciocínio, que é óbvio; reputo essencial apenas lembrar que todas as leis devem ser lidas e interpretadas com equidade e à luz do princípio constitucional da razoabilidade, então de modo frio e hediondo, como parece entender o autor.</p>
<p>É o suficiente, dada a fragilidade da demanda, em que se busca, reitero, a entrega gratuita de um veículo de luxo.</p>
<p>Posto isso, com intensa e absoluta convicção, julgo improcedentes os pedidos.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/automovel-gratis.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" alt="" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/automovel-gratis.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
<p>Esse motorista cometeu o que os brasilienses chamariam de <a href="http://sexototal.blogspot.com/2002/08/brasiliense-voc-se-sente-confortvel.html">&#8220;goianada&#8221;</a> processual.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/08/30/nao-existe-automovel-gratis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Advogado da boca suja</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/08/29/advogado-da-boca-suja/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/08/29/advogado-da-boca-suja/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 03:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[palavrão]]></category>
		<category><![CDATA[petição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=563</guid>
		<description><![CDATA[Um advogado septuagenário, indignado com uma juíza, resolveu descarregar toda a sua revolta numa petição, protocolada e juntada aos autos de três processos.
Eis alguns trechos do documento, repleto de termos esculhambativos de baixo calão (abaixo suprimidos, mas constantes do original):

&#8220;A juíza [...] é uma filha da puta, mau caráter, vingativa – fede mais que cu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/advogado-da-boca-suja3.png" align="right" />Um advogado septuagenário, indignado com uma juíza, resolveu descarregar toda a sua revolta numa petição, protocolada e juntada aos autos de três processos.</p>
<p>Eis alguns trechos do documento, repleto de termos esculhambativos de baixo calão (abaixo suprimidos, mas constantes do <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/advogado-da-boca-suja.pdf">original</a>):</p>
<ul>
<li>&#8220;A juíza [...] é uma filha da p<span style="color: white;">uta</span>, mau caráter, vingativa – fede mais que c<span style="color: white;">u</span> de cachorro.&#8221;</li>
<li>&#8220;Essa coisa&#8230; e coisa, é c<span style="color: white;">u</span> de cachorro, no epigrafado, agiu de tal forma, que aquela sessão foi tão desvirtuada por essa cachorra de juíza (tranqueira) que chegou até de impedir a saída deste advogado e seu cliente do recinto, agindo pior que os SS quando levavam os Judeus às câmaras de gases [...]&#8220;</li>
<li>&#8220;Você [...], é uma juizinha de m<span style="color: white;">erda</span>; você fede mais que as carniças dos lixões; você não presta nem para limpar a b<span style="color: white;">unda</span> dos morféticos; você é tudo de mau ou de imprestável que há no mundo; você é a maior tranqueira que foi botada ou foi c<span style="color: white;">agada</span>; você é uma filha da p<span style="color: white;">uta</span>, pior que as rameiras da beira da estrada. Ou melhor, as da beira da estrada perto de você são Santas.&#8221;</li>
<li>&#8220;Estas imposturas jurídicas que ora combato, não é obra somente de você, sua filha da p<span style="color: white;">uta</span>, é também daquele juiz de m<span style="color: white;">erda</span> que você mandou substituí-la [...] Esse juizinho de m<span style="color: white;">erda</span> foi seu remeda – imitou-o em quase tudo. [...] Juiz igual a esse somente no inferno, na p<span style="color: white;">uta</span> que te pariu, seu filha da p<span style="color: white;">uta</span>.&#8221;</li>
<li>&#8220;Esse juiz foi sujo, um monstro/safado. Crápula, cachorro e filha da p<span style="color: white;">uta</span>, sujo e indigno. [...] esse juiz é um crápula, ladrão, safado, vigarista, desclassificado, filha da p<span style="color: white;">uta</span>. E etc. etc. e etc&#8230;.. É um juiz ladrão e dos mais torpes.&#8221;</li>
<li>&#8220;Restando dizer que a Justiça do Trabalho, na Primeira Instância, na Segunda Instância e na Especial são todas uma tranqueira, digna de serem todos fuzilados, pior que os cachorros loucos&#8230; seus filhos da p<span style="color: white;">uta</span>.&#8221;</li>
</ul>
<p>Aproveitando o desabafo, o causídico contou que, após longa viagem para fazer uma sustentação oral, teve seu intento frustrado porque não havia feito solicitação com antecedência:</p>
<ul>
<li>&#8220;Lá estava este palhaço advogado, juntamente com o seu motorista e guardião – pois, tenho 78 anos de idade.&#8221;</li>
<li>&#8220;[...] dizendo essa cachorra e safada [...] que não podia fazer a defesa [...] tratou-me igual se trata um bixo [...] não passando ele ou ela de uma grande filha da p<span style="color: white;">uta</span>.&#8221;</li>
<li>&#8220;Restando para o advogado somente fazer um protesto escrito. Enfiando o rabo entre as pernas e retornei [...], percorrendo na calada da noite os 500 quilômetros de volta. Isso é Tribunal de Justiça? Isso é um monte de m<span style="color: white;">erda</span>.&#8221;</li>
</ul>
<p>A OAB também recebeu <em>homenagens</em>, acusada de se deixar &#8220;subornar&#8221; pelo Judiciário em troca do <em>&#8220;cala boca&#8221;</em> do quinto constitucional.</p>
<p>O advogado deixou claro que renunciara à procuração e não falava em nome do seu constituinte. E lamentou que, em virtude de denúncias anteriores contra magistrados, tenha ficado <em>&#8220;queimado igual um sapo sarnento&#8221;</em> (<em>sic</em>).</p>
<p>No fecho da petição, a súplica: <em>&#8220;DEUS ME AJUDE E ME SALVE&#8221;</em>.</p>
<ul></ul>
<p>A prece não adiantou: o advogado teve que responder a uma ação criminal e a duas ações de indenização por danos morais. Além disso, teve o exercício da advocacia suspenso pela OAB.</p>
<p>Os fatos são verídicos e aconteceram no primeiro semestre de 2007. A íntegra da petição pode ser baixada no link abaixo (com todos os palavrões originais):</p>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/advogado-da-boca-suja.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" alt="" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/advogado-da-boca-suja.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/08/29/advogado-da-boca-suja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Plantão do pindura</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/08/11/plantao-do-pindura/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/08/11/plantao-do-pindura/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 03:16:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[advogados]]></category>
		<category><![CDATA[petição]]></category>
		<category><![CDATA[pindura]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/?p=517</guid>
		<description><![CDATA[O aniversário da criação dos primeiros cursos jurídicos, em 11 de agosto de 1827, nunca passou em branco. Graças ao status de que desfrutavam, os estudantes da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo (SP), costumavam ser convidados pelos donos de restaurantes e nada pagavam na noite da comemoração. Na década [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aniversário da criação dos primeiros cursos jurídicos, em 11 de agosto de 1827, nunca passou em branco. Graças ao <em>status</em> de que desfrutavam, os estudantes da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em <strong>São Paulo (SP)</strong>, costumavam ser convidados pelos donos de restaurantes e nada pagavam na noite da comemoração. Na década de 30, com o aumento do número de estudantes, os convites deixaram de ser feitos e os estudantes passaram a se convidar, anunciando o calote no final da festa.</p>
<p>Em <strong>2003</strong>, um advogado colocou-se à disposição dos alunos do Largo do São Francisco para ajudá-los a honrar a tradição. Divulgou seus dados de contato, para que os estudantes o procurassem caso tivessem <em>probleminhas</em> com a polícia:</p>
<blockquote><p>Prezados Acadêmicos Sãofranciscanos,</p>
<p>Seguindo o que já fiz no ano passado, envio-lhes esta mensagem para, conforme prometido, comunicar-lhes o telefone celular que estará à disposição dos senhores nas noites dos dias 6, 7, 8 e 11 de agosto de 2003, para a comunicação em razão de eventuais &#8220;emergências&#8221; decorrentes da semana do Pendura.</p>
<p>Só gostaria de apelar ao <strong>bom-senso</strong> de todos para que <strong>paguem as bebidas ALCOÓLICAS e os 10% do garçom</strong>, atentando para que <strong>não caiam nesse discursinho que todos eles tentam empurrar de que serão descontados do próprio bolso se a conta não for paga</strong>, pois em 99,9999% dos casos é mentira deslavada para apelar para a única ferramenta capaz de convencer um jovem e influenciável estudante a voltar atrás em seu pendura: a chantagem emocional. Quando essa balela é empurrada, a forma de se esquivar dessa mentira é <strong>orientar o garçom a “consultar sempre um advogado”</strong>, como é o lema da OAB, dado o absurdo que é esse argumento.</p>
<p>Em razão desses probleminhas, os alunos da São Francisco têm enfrentado algumas animosidades e contratempos nesses tão animados dias, registrando-se, inclusive, casos isolados de abusos cometidos por alguns poucos delegados que insistem, por desconhecimento do direito ou má-vontade, que a prática de pendurar é “enquadrável” no <strong>art. 176 do CP</strong>.</p>
<p>Normalmente, <strong>os delegados não oferecem grandes empecilhos, mas apenas algum cansaço</strong>, embora já houve casos de abusos, como um em que fui protagonista ainda no primeiro ano quando nós, calouros de 1997, assinamos um Termo Circunstanciado (o famoso “TC”) sem que se fizesse constar que nós tínhamos dinheiro, caindo na lábia do senhor delegado. Na época, eu não tinha um advogado que pudesse quebrar esse enorme galho.</p>
<p><span id="more-884"></span></p>
<p>Tirando isso, o fato não é típico e <strong>essa história de que o sujeito fica atrapalhado em eventual concurso é balela, pura e deslavada balela, pois em casos como esse pode haver, no máximo, inquérito policial, que sequer chega a virar ação</strong>. Raríssimos os casos em que ocorreu o contrário, e todos eles foram de estudantes que não tinham dinheiro para pagar as suas contas.</p>
<p><strong>Tendo dinheiro no bolso e um advogado (<em>in casu</em>, eu) que garanta constar isso em TC ou BO, não há tipo penal, como está no referido artigo e em unâmime jurisprudência.</strong></p>
<p>Em havendo TC, impetra-se HC se, e somente se, os próprios juízes não mandarem para arquivo sem a designação da audiência preliminar das pequenas causas.</p>
<p>Bem, senhores, dado que não sou mais estudante, mas um advogado regularmente inscrito na OAB/SP, em dia com sua anuidade, aliás, resolvi este ano repetir o que fiz no ano passado e <strong>participar ativamente da Pendura em prol dos estudantes de minha Faculdade de maneira diferente, qual seja, mantendo-me em plantão</strong> nos dias 6, 7, 8 e 11 para os estudantes DA SÃO FRANCISCO que possam vir a ter problemas em razão dessa saudável praxe acadêmica, disponibilizando nestas datas o celular nº (11) xxxx-xxxx, das 21h às 23h40, para que entrem em contato, caso necessitem de meus serviços.</p>
<p>Nesse horário, estarei em PLANTÃO nas proximidades do 78º Distrito Policial (Jardins), situado à Rua Estados Unidos, nº 1608, entre a Augusta e a Haddock Lobo, próximo a Galeria dos Pães, nas proximidades do Clube Paulistano.</p>
<p>ATENÇÃO: A zona de circunscrição daquela DP (onde as penduras estarão protegidas por meus competentes serviços) está compreendida no seguinte quadrilátero: “Avenidas Brasil, Rebouças, Paulista e Brigadeiro Luiz Antonio”. FAÇAM PENDURAS CIRCUNSCRITAS NESSA &#8211; E SOMENTE NESSA &#8211; ÁREA.</p>
<p>Essa DP costuma ter <strong>delegados e investigadores de bom trato e educação</strong>, sendo que em 26 de junho de 2003 foram inauguradas <strong>novas instalações, com obras de arte, televisão, sofá macio, painel para atendimento por senhas</strong>, enfim, tudo como está noticiado no próprio site da Polícia Civil.</p>
<p>Para os que apreciam um bom café após o jantar e tiverem a necessidade de meus serviços, estão todos convidados, lá na Galeria dos Pães, onde os grãos são muito bem selecionados, pois, sendo Sãofranciscanos, já serão uma boa companhia para um bom bate-papo, esperando que vocês não se incomodem pelo fato de que eu estarei a trabalho.</p>
<p>Apenas sublinho que, para que possamos resgatar essa tradição, ou seja, para mostrarmos aos maîtres e donos dos estabelecimentos que esta é uma tradição que deve ser exclusivamente Sãofranciscana e que tudo não passa de uma boa picardia estudantil, o que sempre cuidarei de sublinhar para eles (ou seus representantes no DP), temos por outro lado de evitar abusos de nossa parte, para que tudo seja feito em clima de festa e brincadeira.</p>
<p>Desejo-lhes um bom pendura, especialmente aos calouros de 2004, dada a especialidade dessa data, que é sempre memorável no primeiro ano.</p>
<p>Um abraço a todos e boas comemorações do centenário do XI.</p>
<p>Saudações Acadêmicas!!!</p>
<p>Claudio Castello de Campos Pereira</p></blockquote>
<p><em>(Publicado originalmente no <a href="http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=6155">Migalhas</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paginalegal.com/2008/08/11/plantao-do-pindura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
