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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos da Categoria delegacias

Criminosos também têm férias

30/06/2008 às 9h10min Paulo Gustavodelegacias

Uma investigação criminal que estava sendo realizada pela Polícia de Portugal por meio de escutas telefônicas teve que ser interrompida.

Razão: os investigados saíram de férias.

Bem que o delegado poderia ter solicitado a concessão de alguns dias de férias aos policiais, para que pudessem seguir no encalço dos meliantes…

(Baseado em post do blog Ordem no Tribunal!)

Tribunal psicótico

16/05/2008 às 7h14min Paulo Gustavodelegacias

Em Teresina (PI), foi instaurado inquérito na Polícia Federal para investigar suposta ameaça praticada por juiz classista contra juiz togado, na época em que nos Tribunais Regionais do Trabalho existiam as duas espécies de magistrados.

Depois de apenas uma semana de investigação, o delegado Robert Rios Magalhães encerrou o inquérito, concluindo pela inexistência de crime.

No relatório, o delegado afirmou que o denunciante não apresentou nenhum elemento de prova. Ouvido em audiência,

“Apenas confirmou os termos do seu ofício, onde usa expressões como: “comenta-se à boca miúda”; “voz irada”; “olhar de delinqüente”; “onde há fumaça há fogo” e outras pérolas de subjetividade.”

Por sua vez, o réu alegou que era vítima de “uma campanha leviana e difamatória” para “impedir a sua recondução para o cargo de juiz classista”.

O delegado finalizou o relatório manifestando sua opinião – muito pessoal – sobre o caso:

“Na realidade, a ameaça, para configurar crime, tem que ser concreta, capaz de causar dano, não podendo ficar na mera subjetividade. O sentir-se ameaçado, por si só, não configura ameaça, pois é mera figura psicológica, perfeitamente curável com tratamento médico. (…)

Consideramos absolutamente desnecessário o prosseguimento das diligências deste inquérito policial, por não havermos vislumbrado a existência do crime apontado e não acharmos correto a Polícia Federal ficar a serviço de disputas internas entre juízes do Tribunal Regional do Trabalho.

Acredito, Sr. Procurador, que o contribuinte paga a Polícia Federal para combater crimes e dar proteção à sociedade, não sendo justo o desvio de nossos serviços para mimar juiz com comportamento social desajustado e carente apenas de segurança psicológica.”

Original disponível para download

O telegrama do delegado

02/04/2008 às 16h23min Paulo Gustavodelegacias

Na primeira metade do século passado, numa cidade da região do Cariri, no sul do Ceará, o delegado de polícia era conhecido pela sua ignorância.

Faz parte do folclore que se criou em torno da lenda que, certa feita, o delegado recebeu telegrama remetido pelo chefe de polícia de Fortaleza (CE):

“Prenda Fulano, guarde sigilo.”

Depois de prender Fulano, o delegado telegrafou de volta:

“Prendi Fulano, mas ainda não encontrei Sigilo.”

O chefe de polícia, percebendo o mal entendido, respondeu simplesmente:

“Corrija português.”

Um lusitano que residia na cidade quase morria de tanto apanhar…

(Do livro “Ceará Gaiato”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)

Inquérito policial à francesa

10/02/2008 às 18h06min Paulo Gustavodelegacias

Frases extraídas de boletins de ocorrência e relatórios da Polícia da França:

  • “Pudemos constatar que nada consta.”
  • “Suas explicações estavam tão confusas que tivemos que soltá-lo por falta de provas que nos fizessem entender suas explicações.”
  • “O indivíduo, que era tão surdo quanto sua esposa, parecia não se entender muito bem com ela.”
  • “O elemento, negando toda culpa, foi preso. O suspeito então decidiu fazer uma confissão completa para nos provar que ele não tinha nada a ver neste caso.”
  • “O homem declarou que efetivamente bateu seu adversário com a manivela mas tomando todo o cuidado de não machucá-lo.”
  • “O elemento tentou esconder a arma na sua bota, mas por infelicidade dele, tratava-se de uma espingarda cujo tamanho ultrapassava.”
  • “O buraco da bala era tão grande que pudemos enfiar dois dedos.”
  • “O indivíduo insistiu em nos apresentar seu prejuízo, que de fato não media mais do que dez centímetros.”
  • “Se a chamada não teve resposta, é que ela foi feita na sexta-feira de manhã, quando o investigador de plantão tinha acabado de deitar-se como faz todos os dias à mesma hora.”
  • “Preso pelos policiais, o ladrão os ameaçou de chamar a polícia.”
  • “É de se observar que os dois veículos colidiram um com o outro exatamente no mesmo dia.”
  • “Apesar do teor alcoólico de 3,8, o motorista havia mantido toda sua lucidez ao atropelar o animal.”
  • “O cadáver não parecia de posse de todas suas faculdades.”
  • “Um violento golpe de martelo o havia mantido pregado na cama por dois dias.”
  • “O enforcado morreu por afogamento.”
  • “Como ele devia ser internado o mais rapidamente possível num asilo de loucos, ele foi levado à delegacia.”

(Fonte: Roger Chadel)

Suicídios “sui generis”

07/02/2008 às 22h27min Paulo Gustavodelegacias

  • Na década de 60, um delegado do Mato Grosso encerrou assim o relatório de um inquérito policial:

“A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio.”

(Fonte: Febeapá, de Stanislaw Ponte Preta)

  • A Rádio Recife FM, de Pernambuco, assim noticiou o assassinato da irmã do cantor Pedro Luís (da banda “Pedro Luís e a Parede”):

“… os corpos foram encontrados amarrados e cheios de perfurações de faca, e a polícia investiga a possibilidade de latrocínio, ou seja, roubo seguido de suicídio…”

(Colaboração de Luis Henrique Neuenschwander)