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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos da Categoria estudantes

A purgação da mora

31/01/2009 às 18h43min Paulo Gustavoestudantes

A professora Ana Leticia Rosati Leonel fez a seguinte pergunta numa prova de Direito das Obrigações:

O que é purgação da mora?

Para quem não sabe, vou explicar em termos bem simples: purgar a mora é o mesmo que quitar uma dívida, deixando de ser inadimplente. Ou, como indica o nome, “tirar o atraso”, no sentido jurídico.

Um aluno relapso mas inspirado respondeu assim:

Transcrição da resposta:

Quando uma pessoa passa do tempo certo de morrer e vai para o céu habitar junto a Jesus Cristo, Deus, aos santos e aos anjinhos, ela deve antes resolver a questão do inadimplemento de sua obrigação, aí talvez ela seja enviada ao purgatório para pagar a mora. Daí tira-se a expressão “purgação da mora”.

Ser professor é padecer num paraíso

Diploma in box

18/04/2008 às 12h02min Paulo Gustavoestudantes

Entrou na faculdade de Direito, mas não dispõe de tempo nem de dinheiro para concluir o curso? Chegou a solução pela qual você esperava!

Chegou a Faculdade de Direito numa Caixa!

Agora você pode ter “todo o prestígio por uma fração do preço”!

Eis a descrição do produto, encontrado nas melhores livrarias (somente em inglês):

Você pode gastar 100 mil dólares num bacharelado em Direito em Harvard ou Yale. Mas você terá que lidar com salas de aula lotadas, horários inconvenientes e rigoroso estudo acadêmico. (…)

Esta renomada universidade em caixa oferece uma completa educação jurídica por apenas US$ 14,95. O programa inclui:

  • Curso de Direito em 96 páginas: manual abrangente
  • 10 cartões colecionáveis “Heróis do tribunal”
  • 10 cartões de perguntas “Você é o juiz”
  • Um diabolicamente difícil quiz preparatório para o exame de ordem
  • Um diploma em rolo com palavras em latim de verdade!

Trata-se, evidentemente, de uma brincadeira. O produto foi lançado no ano passado pela editora Mental Floss, especializada em romper as barreiras entre educação e diversão. A mesma editora já lançou outros produtos do gênero, para todas as áreas do entretenimento e do conhecimento.

A morte da defunta

10/02/2008 às 19h22min Paulo Gustavoestudantes

Questão de avaliação do 2º período da UNIG aplicada pelo professor Ronaldo Lessa, promotor em Itaperuna (RJ):

“Gertrudes, mulher violenta e geniosa, recebe notícia dando conta de que Carmelita, sua antiga desafeta, teria morrido e estaria à espera de sepultamento, no único cemitério da cidade.

Tomada de gáudio, Gertrudes resolve ir ver a finada, enquanto a família não chega para velá-la.

Na capela, encontra Carmelita dentro do caixão, já devidamente ornamentado.

O caixão de Carmelita
O caixão de Carmelita
Uma cólera assola Gertrudes, que se apossa da borboleta de vedação da urna funerária, para com ela golpear seguidas vezes a desafeta.

Para sua surpresa, Gertrudes ouve um gemido, oriundo de Carmelita.

Apavorada, resolve pedir ajuda, quando, então, o médico intensivista Chifroklênides, que estava na capela ao lado velando um amigo, vem em socorro, examinando Carmelita e constatando que, em verdade, a mesma estava sob estado de catalepsia (funções vitais reduzidas ao mínimo indispensável à manutenção do organismo, o bastante para permitir equivocado diagnóstico letal), portanto, viva, tendo, lamentavelmente, morrido em função dos golpes que llhe infligira Gertrudes.

Neste momento chega a família de Carmelita, chama a polícia, que prende Gertrudes.

Indaga-se: cometeu ela algum crime? Em caso positivo, qual? Como ficará sua situação jurídico-penal? (valor: 4 pontos)”

Resposta dada por um sapientíssimo aluno:

“A pobre coitada da Gertrudes não responderia por crime algum, pois borboleta não mata ninguém.”

(Foto: www.petbp.co.uk)

A pessoa jurídica

08/02/2008 às 19h27min Paulo Gustavoestudantes

Há muito tempo, numa turma do 1º ano da faculdade de Direito da PUC de Campinas (SP), o professor de Introdução ao Estudo do Direito resolveu fazer o último exame de forma oral, para ajudar os alunos que estavam “pendurados” na sua matéria.

A certa altura, perguntou a um aluno:

– O que é uma pessoa jurídica?

Depois de muito tempo pensando, o rapaz responde num lampejo:

– Como pude me esquecer professor, o senhor é uma pessoa jurídica, aliás a pessoa mais jurídica que eu conheço!

O professor, surpreso com tanta tolice, interfere:

– Não, meu filho, eu não sou uma pessoa jurídica!

– O que é isso professor, não seja modesto…

(Colaboração de Hermínia Prado Lopes)

Os prazos processuais

07/02/2008 às 19h33min Paulo Gustavoestudantes

Conta-se que, num exame oral, um bacharel em Direito foi interrogado acerca dos prazos do Código de Processo Civil:

– Qual o prazo para a contestação?

Não tendo estudado a matéria, respondeu:

– Vinte e quatro horas.

E assim prosseguiram as perguntas e as respostas…

– Qual o prazo para o mandado de segurança?

– Vinte e quatro horas.

– Qual o prazo para ingressar com uma ação rescisória?

– Vinte e quatro horas.

Irritado, o examinador parou:

– Você está reprovado! Como pode um bacharel não saber um prazo processual?

O bacharel, calmamente, respondeu:

– Eu posso não saber nenhum prazo, mas em compensação não perco nenhum!