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	<title>Página Legal &#187; juízes</title>
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	<description>O cotidiano jurídico com muito bom humor</description>
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    <title>Página Legal</title>
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    <description>Página Legal - http://www.paginalegal.com</description>
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		<title>Conciliação com o juiz</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 01:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[audiência]]></category>
		<category><![CDATA[cheque]]></category>
		<category><![CDATA[conciliação]]></category>
		<category><![CDATA[paraná]]></category>

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		<description><![CDATA[O processo nº 2.128/76 da 1ª Vara Cível de Londrina (PR) foi conciliado pelo juiz, de uma forma inusitada.
A disputa se dava em torno da anulação de um cheque, no valor de quinhentos cruzeiros (menos de um salário mínimo da época). O título, furtado, fora sustado pelo correntista. Mas o comerciante que o recebeu, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo nº 2.128/76 da 1ª Vara Cível de <strong>Londrina (PR)</strong> foi conciliado pelo juiz, de uma forma inusitada.</p>
<p>A disputa se dava em torno da anulação de um cheque, no valor de quinhentos cruzeiros (menos de um salário mínimo da época). O título, furtado, fora sustado pelo correntista. Mas o comerciante que o recebeu, com a assinatura falsificada pelo ladrão, não quis ficar com o prejuízo e o levou a protesto.</p>
<p>Durante a audiência, o juiz <strong>José Ulysses da Silveira Lopes</strong> (que se aposentou como desembargador no ano passado) tentou, a todo custo, costurar um acordo para resolver o litígio. Propôs que o réu desistisse de cobrar o valor do cheque, sendo que o autor assumiria todas as despesas processuais, cujo valor era o quádruplo do valor do título.</p>
<p>O empresário, contudo, estava irredutível: não abria mão de receber os quinhentos cruzeiros.</p>
<p>O magistrado, inconformado, percebeu que o processo, embora tratasse de uma quantia ínfima, lhe daria uma canseira. Não teve dúvidas: decidiu extinguir o processo ali mesmo. Sacou seu próprio talão de cheques, preencheu um no valor da pendenga, mandou sacá-lo e entregou a quantia ao réu.</p>
<p>Que <em><a href="http://forum.jus.uol.com.br/discussao/33949/non-liquet/">&#8220;non liquet&#8221;</a></em>, nada: o comerciante recebeu o dinheiro, líquido, e saiu satisfeito.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img title="Não, o cheque não era este." src="http://blog.jus.uol.com.br/paginalegal/wp-content/files/conciliacao-com-o-juiz1.jpg" alt="Não, o cheque não era este." width="500" height="214" /><p class="wp-caption-text">Não, o cheque não era este.</p></div>
<p><em>(Baseado em relato do advogado <strong>Joaquim Carlos Barbosa</strong>, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)</em></p>
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		<title>Condenado por confundir mulher com travesti</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 01:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[dano moral]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Aconteceu no Rio de Janeiro (onde mais?). Uma mulher se dirigiu a um Clube de Regatas (não é aquele que você pensou, trata-se do desconhecido Rio Branco). A certa altura da festa, foi confundida com um travesti. A confusão foi parar na Justiça.
Não, não tem nada a ver com aquele jogador de futebol.
A mulher era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu no <strong>Rio de Janeiro</strong> (onde mais?). Uma mulher se dirigiu a um <strong>Clube de Regatas</strong> (não é aquele que você pensou, trata-se do desconhecido Rio Branco). A certa altura da festa, foi confundida com um <strong>travesti</strong>. A confusão foi parar na Justiça.</p>
<p>Não, não tem nada a ver com aquele jogador de futebol.</p>
<p>A mulher era mesmo do sexo feminino, e foi com sua patroa a uma seresta da terceira idade. Ela alega que, a certa altura da festa, foi abordada por um segurança, que a expulsou da festa, depois de dizer que, <em>&#8220;com esse vestido e com esse cabelo, você não parece mulher&#8221;</em>.</p>
<p>Em virtude dos fatos, acabou perdendo o emprego e entrando em depressão. Ajuizou ação requerendo indenização de R$ 35.000,00.</p>
<p>Em contestação, o clube alegou que a mulher não foi expulsa da festa e que o motivo da abordagem teria sido outro: a mulher não teria a idade mínima de 45 anos exigida para participar do baile em questão.</p>
<p>O <a href="http://www.tj.rj.gov.br/scripts/weblink.mgw?MGWLPN=DIGITAL1A&amp;LAB=CONxWEB&amp;PGM=WEBPCNU88&amp;N=199900104478&amp;protproc=1">acórdão</a> do TJRJ, datado de 1999, que foi relatado pelo hoje ministro do STJ <strong>Luiz Fux</strong>, manteve a decisão condenatória de primeiro grau:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém tem o direito de duvidar da condição sexual de uma pessoa, discriminando-a sem dar o direito de provar sua feminilidade. [...] Nada é pior para uma mulher do que ser confundida com um travesti.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/condenado-por-confundir-mulher-com-travesti.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" alt="" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/condenado-por-confundir-mulher-com-travesti.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img title="Teste prático para seguranças: quem pode e não pode participar da festa?" src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/condenado-por-confundir-mulher-com-travesti.png" alt="Teste prático para seguranças: quem pode e não pode participar da festa?" width="500" height="319" /><p class="wp-caption-text">Teste prático para seguranças: quem pode e não pode participar da festa?</p></div>
<p><em>(Baseado em informação do blog <a href="http://www.lidetemeraria.com.br/(zntxlfndgxxbshnasaq5yw55)/noticia_final.aspx?NOT_ID=36">Lide Temerária</a>)</em></p>
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		<title>Juíza proíbe cavalo e relincho</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/10/03/juiza-proibe-cavalo-e-relincho/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 14:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
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		<category><![CDATA[eleição]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Sapucaia do Sul (RS), a juíza eleitoral determinou ontem a apreensão de uma escultura de cavalo que era conduzida pela cidade no reboque de um veículo por um ex-vereador. Também mandou apreender qualquer carro que use buzinas com som de relincho de cavalo, como era o caso do automóvel em questão.
O cavalo Merendão agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em <strong>Sapucaia do Sul (RS)</strong>, a juíza eleitoral determinou ontem a apreensão de uma escultura de cavalo que era conduzida pela cidade no reboque de um veículo por um ex-vereador. Também mandou apreender qualquer carro que use buzinas com som de relincho de cavalo, como era o caso do automóvel em questão.</p>
<p><div class="ice ice_nowrap" style="width:500px;"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/juiza-proibe-cavalo-e-relincho.jpg" alt="O cavalo Merendão agora é proibidão." /><br style="clear:both" /><span>O cavalo Merendão agora é proibidão.</span></div></p>
<p>O cavalo é uma alusão ao prefeito da cidade e candidato a reeleição, Marcelo Machado, que é dono de um haras. Na semana passada, <a href="http://www.jornalcorreiodenoticias.com.br/noticias.asp?noticia=11550">ele foi indiciado por sete crimes</a> relacionados com sua gestão. O nome do cavalo, &#8220;Merendão&#8221;, se refere a denúncias de superfaturamento na compra de merenda escolar.</p>
<p>Atrás da escultura, seguia um pequeno carro alegórico com um cavalinho, com o nome de &#8220;Merendinha&#8221;, que também foi proibido.</p>
<p>O advogado Luiz Gonzaga Silva Adolfo, que defende o autor do protesto bem-humorado, ressalta que se trata de cerceamento à liberdade de expressão, pois não havia qualquer inscrição política no veículo.</p>
<p><em>(Agradecimento a Luiz Gonzaga Silva Adolfo. Com informações dos blogs de <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&#038;uf=1&#038;local=1&#038;template=3948.dwt&#038;section=Blogs&#038;post=109331&#038;blog=220&#038;coldir=1&#038;topo=3994.dwt">Paulo Sant&#8217;Ana</a> e <a href="http://jeanscharlau.blogspot.com/2008/10/juza-eleitoral-manda-prender-cavalo-e.html">Jean Scharlau</a>. Foto: blog do <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&#038;uf=1&#038;local=1&#038;template=3948.dwt&#038;section=Blogs&#038;post=109331&#038;blog=220&#038;coldir=1&#038;topo=3994.dwt">Paulo Sant&#8217;Ana</a>)</em></p>
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		<title>O xexéu, a cerveja e a árvore envenenada</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/30/o-xexeu-a-cerveja-e-a-arvore-envenenada/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 00:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em junho de 2005, a Polícia Federal deflagrou a Operação Cevada, que investigou um esquema de sonegação de tributos pela cervejaria Schincariol.
Durante as diligências para a efetivação de prisões, foram encontrados, na residência de um dos empresários envolvidos, seis pássaros silvestres engaiolados ilegalmente. O preso acabou tendo que responder também por crime ambiental.
O advogado do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em junho de 2005, a Polícia Federal deflagrou a <strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u97281.shtml">Operação Cevada</a></strong>, que investigou um esquema de sonegação de tributos pela cervejaria Schincariol.</p>
<p>Durante as diligências para a efetivação de prisões, foram encontrados, na residência de um dos empresários envolvidos, seis <strong>pássaros silvestres</strong> engaiolados ilegalmente. O preso acabou tendo que responder também por crime ambiental.</p>
<p>O advogado do acusado impetrou <em>habeas corpus</em>, alegando, dentre outros pontos, que a apreensão dos bichos teria decorrido de investigação na qual foram realizadas interceptações telefônicas clandestinas. Por isso, a prova estaria contaminada, de acordo com a teoria dos <strong>frutos da árvore envenenada</strong>.</p>
<p>O STJ concedeu o pedido, mas sob outro fundamento – o princípio da insignificância.</p>
<p>De toda forma, a mistura de assuntos resultou numa <a href="http://www.stj.gov.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=20312&#038;&#038;b=ACOR&#038;p=true&#038;t=&#038;l=10&#038;i=1">ementa</a> bastante peculiar:</p>
<blockquote><p>Habeas corpus. Crime ambiental. Guarda, em residência, de aves silvestres não ameaçados de extinção (uma <strong>arara vermelha</strong>, um <strong>passarinho concriz</strong> e um <strong>xexéu</strong>, dois <strong>galos de campina</strong> e um <strong>papagaio</strong>). Flagrante durante busca e apreensão realizada por determinação judicial em outro processo, que apurava crime tributário (Operação <strong>Cevada</strong>). Interceptações telefônicas do paciente desautorizadas, naqueles autos, por falta de condição objetiva de punibilidade (lançamento definitivo de crédito tributário). Contaminação das provas. <strong>Frutos da árvore envenenada</strong>. Inexistência. Desnecessidade de mandado judicial. Crime permanente. Estado de flagrância. Art. 5º, XI, da CF. Precedentes do STJ. Trancamento do inquérito policial. Falta de justa causa. Aplicação do princípio da insignificância penal. Impossibilidade de lesão ao bem jurídico protegido pela norma penal de proteção à fauna. Ordem concedida, para trancar o inquérito policial instaurado contra o paciente. [...]</p></blockquote>
<p>Algum leitor bêbado pode até pensar que o xexéu se envenenou com cerveja estragada.</p>
<p>Pra completar a salada, o <a href="http://www.stj.gov.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=((%27CC%27.clap.+ou+%27CC%27.clas.)+e+@num=%2720312%27)+ou+(%27CC%27+adj+%2720312%27.suce.)">precedente</a> citado na ementa trata sobre&#8230; <a href="http://www.paginalegal.com/2008/02/27/minhocas-no-tribunal/">minhocas</a>.</p>
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		<title>Zona na audiência</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/28/zona-na-audiencia/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 00:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[audiência]]></category>
		<category><![CDATA[gafe]]></category>
		<category><![CDATA[prostituta]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma briga na zona do meretrício, começou um quebra-quebra que estragou vários estabelecimentos da região e atingiu inclusive um carro estacionado.
Várias pessoas foram presas e denunciadas pelo Ministério Público por crime de dano.
No dia da audiência, o juiz se depara com uma fila de meretrizes das redondezas na porta da sala de audiências, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma briga na zona do meretrício, começou um quebra-quebra que estragou vários estabelecimentos da região e atingiu inclusive um carro estacionado.</p>
<p>Várias pessoas foram presas e denunciadas pelo Ministério Público por crime de dano.</p>
<p>No dia da audiência, o juiz se depara com uma fila de meretrizes das redondezas na porta da sala de audiências, aguardando sua vez para testemunhar.</p>
<p>A cada uma que entra, a seqüência inicial de perguntas é mais ou menos esta:</p>
<p>– Nome?</p>
<p>– Fulana de Tal.</p>
<p>– Profissão?</p>
<p>– Do lar.</p>
<p>– Ora, me desculpe, mas por que não diz logo que é prostituta? Tem vergonha?</p>
<p>Lá pela terceira, o juiz já vai perguntando direto:</p>
<p>– É da casa também?</p>
<p>A mulher, sem nada entender, responde:</p>
<p>– Que casa?</p>
<p>O juiz, impaciente, muda a pergunta:</p>
<p>– Qual é a sua profissão?</p>
<p>– Professora universitária.</p>
<p>Rindo bastante, o magistrado ironiza:</p>
<p>– Ah, então quer dizer que quem trabalha lá na casa é professora universitária?</p>
<p>A mulher, constrangida, retira da bolsa sua carteira de identificação da bolsa e a entrega ao juiz.</p>
<p>Era a dona do carro danificado&#8230;</p>
<p><em>(Baseado em relato do advogado <strong>Sérgio Botto de Lacerda</strong>, publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Caninos assassinos de suínos</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/25/caninos-assassinos-de-suinos/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 02:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[animal]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[porco]]></category>
		<category><![CDATA[santa catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois porcos de um morador da zona rural foram devorados – supostamente – pelo cachorro do vizinho.
Proposta a competente ação de indenização na 2ª Vara Cível de São Miguel do Oeste (SC), o juiz Rubens Sérgio Salfer a extinguiu sem julgamento do mérito, por carência de provas. Eis a sentença, em versos:
Visto e analisado
Todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois porcos de um morador da zona rural foram devorados – supostamente – pelo cachorro do vizinho.</p>
<p>Proposta a competente <a href="http://smiguel.tj.sc.gov.br/cpopg/pcpoSelecaoPG.jsp?cbPesquisa=NUMPROC&#038;dePesquisa=067010027722">ação de indenização</a> na 2ª Vara Cível de <strong>São Miguel do Oeste (SC)</strong>, o juiz <strong>Rubens Sérgio Salfer</strong> a extinguiu sem julgamento do mérito, por carência de provas. Eis a sentença, em versos:</p>
<blockquote><p>Visto e analisado<br />
Todo o processado<br />
Os relatórios são dispensados<br />
Conforme a Lei dos Juizados.</p>
<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/caninos-assassinos-de-suinos.png" align="right" />Abrão Prestes dos Santos é agricultor<br />
Gilmar Henzel tem o mesmo labor<br />
São vizinhos na Linha Cordilheira<br />
Bem próximo à fronteira.</p>
<p>O primeiro é o reclamante<br />
Vem a Juízo confiante<br />
Propor ação de cobrança<br />
Em face da vizinhança.</p>
<p><strong>Diz o requerente<br />
Que encontra-se descontente<br />
Por ver mortos dois suínos<br />
Por afiados dentes caninos.</strong></p>
<p>Os porcos estavam pastando<br />
Não viram o cão chegando<br />
Mal eles sabiam<br />
Que o entardecer não veriam.</p>
<p>Cada um dos animais<br />
Pesava 25 quilos totais<br />
Peso bruto como afirma<br />
A peça inicial confirma.</p>
<p><strong>O segundo é o reclamado<br />
Dono do cão apontado<br />
Causador destas intrigas<br />
Entre famílias amigas.</strong></p>
<p>Sobreveio o despacho inicial<br />
Na forma da Lei Especial<br />
Citando-se o requerido<br />
Intimando-se o ofendido.</p>
<p>Chega o momento esperado<br />
Pelo juiz designado<br />
Para julgar a questão<br />
Posta em discussão.</p>
<p>Presentes os patronos<br />
Além dos dois colonos<br />
Proposta a conciliação<br />
Houve sua rejeição.</p>
<p>Apresentada defesa escrita<br />
No feito que tramita<br />
Dizendo que o autor mente<br />
Sendo o réu inocente.</p>
<p>Tomados os depoimentos pessoais<br />
Na forma dos textos legais<br />
Ouvidos dois testigos<br />
Sem quaisquer fustigos.</p>
<p>Apresentadas as razões derradeiras<br />
Tudo sem brincadeiras<br />
Prolato esta sentença<br />
Para geral sabença.</p>
<p>Expressa o artigo trezentos e trinta e três<br />
Em casos deste jaez<br />
Que incumbe ao autor<br />
Evidenciar o seu clamor.</p>
<p>Os testemunhos colhidos<br />
Neste Juízo ouvidos<br />
Vieram em socorro<br />
Do mencionado cachorro.</p>
<p><strong>Os porquinhos coitados<br />
Morreram estraçalhados<br />
Sem que ninguém apontou<br />
Qual bichano lhes matou.</strong></p>
<p><strong>Compete a quem alega<br />
Em caso de refrega<br />
Provar o que sustenta<br />
Na liça que ostenta.</strong></p>
<p>Princípio não observado<br />
Pelo reclamante desorientado<br />
Provas que não fez<br />
Quando chegou a sua vez.</p>
<p>Sem medos em minha mente<br />
Julgo improcedente<br />
O pedido formulado pelo autor<br />
Lamentando a sua dor.</p>
<p>Sem honorários ou custas<br />
Nestas lides mais que justas<br />
Onde se busca o Direito<br />
Desde que se prove o pleito.</p>
<p>São Miguel do Oeste<br />
Não fica no Norte, Sul ou Leste<br />
Não fica na Argentina<br />
Fica em Santa Catarina.</p>
<p>Rubens Sérgio é o meu nome<br />
Salfer o sobrenome<br />
Sou Juiz de Direito<br />
Judicando escorreito.</p></blockquote>
<p>O caso aconteceu em 2002 e foi <a href="http://www.picarelli.com.br/clipping/clip250303a.htm">noticiado</a> na época pelo <a href="http://www.espacovital.com.br/">Espaço Vital</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um juiz meio pobre</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 21:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[assistência judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[minas gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Um promotor de Justiça mineiro ficou brabo com o indeferimento de seu pedido de antecipação de tutela e recorreu descarregando sua raiva no juiz:
&#8220;&#8230; em decisão singular &#8211; digna de ser registrada nos anais deste Tribunal &#8216;ad quem&#8217;, dada sua parvoíce e estultícia, infelizmente, o magistrado como de costume, decidiu de forma equivocada. O sentenciante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um promotor de Justiça mineiro ficou brabo com o indeferimento de seu pedido de antecipação de tutela e recorreu descarregando sua raiva no juiz:</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8230; em decisão singular &#8211; digna de ser registrada nos anais deste Tribunal &#8216;ad quem&#8217;, dada sua <strong>parvoíce</strong> e <strong>estultícia</strong>, infelizmente, o magistrado <strong>como de costume</strong>, decidiu de forma equivocada. O sentenciante <strong>afoito</strong> em tudo negar, no desiderato próprio daqueles que não se pejam, incorre em juízo valorativo <strong>depauperado</strong> de substância jurídica e, mercê de uma análise superficial do tema proposto, se perde em <strong>contradições diletantes não dignas de um operador</strong> que deve servir ao povo de seu País. (&#8230;) O juiz prestou, assim, um <strong>desserviço à verdade e às suas decantadas qualidades intelectuais</strong>, o que, infelizmente, nos dias atuais, não se pode dizer que pertença ao incomum do seu comportamento.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por sua vez, o juiz entrou com <a href="http://www.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc_resultado2.jsp?txtProcesso=10702020146610002&#038;comrCodigo=&#038;numero=1&#038;listaProcessos=10702020146610002&#038;select=2">ação de indenização</a> – contra o Estado de Minas Gerais, e não contra o promotor, possivelmente porque este não disporia de dinheiro suficiente para reparar a honra de Sua Excelência.</p>
<p>O Estado, condenado em primeira instância a pagar ao magistrado a importância de 150 salários mínimos, recorreu da decisão.</p>
<p>O tribunal reformou a decisão, considerando que não houve intenção de injuriar o juiz.</p>
<p>Porém, a parte mais curiosa veio na hora de decidir sobre a sucumbência. Nas contra-razões à apelação, o juiz requerera gratuidade da Justiça, alegando ser pobre na forma da lei. O tribunal, em salomônica decisão, determinou que o magistrado pagasse apenas 50% das custas e dos honorários.</p>
<blockquote><p>&#8220;Como <strong>o embargante é Juiz de Direito</strong>, seria, de regra e em tese, <strong>presumível a não hipossuficiência</strong>. Contudo, é imperioso reconhecer que a classe, de há muito, <strong>não tem seus vencimentos reajustados</strong>. A tudo acresce dizer que hipossuficiência econômica não se confunde com hipossuficiência financeira.</p>
<p>Ante o exposto, defiro o pedido de assistência judiciária requerido pelo embargante, apenas em 50% (cinqüenta por cento).&#8221;</p></blockquote>
<p><div class="ice ice_nowrap" style="width:500px;"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/salomao1.jpg" alt="'A sentença de Salomão', tapeçaria de Almada Negreiros (1962)." /><br style="clear:both" /><span>'A sentença de Salomão', tapeçaria de Almada Negreiros (1962).</span></div></p>
<p><strong>Em resumo:</strong> um pobre juiz irritou-se com um pobre promotor e voltou-se contra o Estado que remunera ambos. No final das contas, o juiz ficou meio pobre e os procuradores do Estado, meio ricos.</p>
<p>Convenhamos (sem <em>animus injuriandi</em>): o resultado ficou meia boca.</p>
<p><em>(Com informações do <a href="http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?idnoticia=10318">Espaço Vital</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em suruba, ninguém é de ninguém</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/14/em-suruba-ninguem-e-de-ninguem/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 20:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[goiás]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Beltrano denunciou seu amigo Fulano por atentado violento ao pudor.
Alegou o denunciante que foi convidado por Fulano para beber num bar. Lá, este ofereceu-lhe cachaça e cerveja até que ficasse embriagado. Depois, os amigos passaram na casa de Cicrana, companheira de Fulano.
Os três foram até uma construção, onde Fulano teria forçado Beltrano a fumar maconha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Beltrano</strong> denunciou seu amigo <strong>Fulano</strong> por atentado violento ao pudor.</p>
<p>Alegou o denunciante que foi convidado por Fulano para beber num bar. Lá, este ofereceu-lhe <strong>cachaça e cerveja</strong> até que ficasse embriagado. Depois, os amigos passaram na casa de <strong>Cicrana</strong>, companheira de Fulano.</p>
<p>Os três foram até uma construção, onde Fulano teria forçado Beltrano a fumar <strong>maconha</strong>. Em seguida, Fulano tirou a roupa de Cicrana, mandando que Beltrano <strong>transasse com ela</strong>. Foi então que, aproveitando-se da situação, Fulano teria praticado <strong>violência sexual contra o amigo</strong>.</p>
<p>Em sua defesa, Fulano alegou que <strong>a história não foi bem assim</strong>&#8230;</p>
<p>Na audiência, Cicrana esclareceu que, em duas ocasiões anteriores, o casal já convidara terceiros para picardias semelhantes, mas <strong>o terceiro sempre era mulher</strong>.</p>
<p>Naquele dia, no bar, ela convidara uma garçonete para uma suruba. Beltrano ouviu a recusa e disse: <em><strong>&#8220;já que ela não quer ir, eu vou&#8221;</strong></em></strong>. <strong>Terminou virando sanduíche.</strong></p>
<p><a href="http://www.osvigaristas.com.br/imagens/animais/suruba-19.html"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/em-suruba-ninguem-e-de-ninguem.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Fulano foi absolvido por falta de provas. O <a href="http://spg.tjgo.jus.br/ssg/Consulta_Opcoes.php?opc=proc&#038;numrproc=200400100163&#038;t=&#038;numrinter=0000&#038;numroab=&#038;siglaoab=GO&#038;ultisn=00000000&#038;nomepessoa=&#038;code=TsyA&#038;B1=Consultar">Tribunal de Justiça de Goiás</a> decidiu:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) o grupo de amigos reuniu-se com o propósito único de satisfazer a lascívia de cada um e de todos ao mesmo tempo, num arremedo de <strong>bacanal</strong>, que o vulgo intitula de <strong>sexo grupal</strong>.</p>
<p><strong>Nesse tipo de congresso, a regra moral dá lugar ao desvario, e enquanto perdurar a euforia, ninguém é de ninguém.</strong></p>
<p>A literatura profana que trata do assunto dá destaque especial ao <strong>despudor e desavergonhamento</strong>, porque durante a <strong>orgia</strong> consentida e protagonizada não se faz distinção de sexo, podendo cada partícipe ser <strong>sujeito ativo ou passivo</strong> durante o desempenho sexual entre parceiros ou parceiras, <strong>tudo de forma consentida e efusivamente festejada</strong>.</p></blockquote>
<p>Eis a histórica <a href="http://www.tjgo.jus.br/jurisprudencia/imprimir.php?tipo=Juris&#038;recursos=25220-2/213%2020040629">ementa</a> assentada nos anais:</p>
<blockquote><p>1 &#8211; A prática de sexo grupal é o ato que agride a moral e os costumes minimamente civilizados.</p>
<p>2 &#8211; Se o indivíduo, de forma voluntária e espontânea, participa de orgia promovida por amigos seus, <strong>não pode ao final do contubérnio dizer-se vítima de atentado violento ao pudor</strong>.</p>
<p>3 &#8211; Quem procura satisfazer a volúpia sua ou de outrem, aderindo ao desregramento de um bacanal, submete-se conscientemente a desempenhar o papel de sujeito ativo ou passivo, tal é a <strong>inexistência de moralidade e recato neste tipo de confraternização</strong>.</p>
<p>4 &#8211; Diante de um ato induvidosamente imoral, mas que não configura o crime noticiado na denúncia, não pode dizer-se vítima de atentado violento ao pudor aquele que ao final da orgia viu-se <strong>alvo passivo do ato sexual</strong>.</p>
<p>5 &#8211; Esse tipo de <strong>conchavo concupisciente</strong>, em razão de sua <strong>previsibilidade</strong> e <strong>consentimento prévio</strong>, afasta as figuras do dolo e da coação.</p>
<p>6 &#8211; Absolvição mantida.</p>
<p>7 &#8211; Apelação ministerial improvida.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/em-suruba-ninguem-e-de-ninguem.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/em-suruba-ninguem-e-de-ninguem.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
<p><strong>Leia também</strong> sobre o direito à disposição anal do <a href="http://www.paginalegal.com/2008/03/06/aviso-aos-bebados/">bêbado</a> e da <a href="http://www.paginalegal.com/2008/03/13/a-prova-da-acusacao/">esposa</a>.</p>
<p><em>(Com informações de <a href="http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=58514">O Globo</a> e do <a href="http://professormanuel.blogspot.com/2007/10/folclore-jurdico-em-orgia-vale-tudo.html">Blog do Professor Manuel</a>)</em><br />
<em>(<strong>Atualizado</strong> em 19/09/2008, com melhorias na redação do trecho inicial)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Matusaléns carcomidos</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/08/matusalens-carcomidos/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[stj]]></category>

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		<description><![CDATA[O art. 40 do Estatuto do Idoso concedeu aos maiores de 65 anos com renda inferior a dois salários mínimos o direito de pagar meia passagem em ônibus interestaduais.
Como o sindicato das empresas da categoria logo obteve uma liminar que suspendia a exigência da referida norma, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entrou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O art. 40 do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.741.htm">Estatuto do Idoso</a> concedeu aos maiores de 65 anos com renda inferior a dois salários mínimos o direito de pagar meia passagem em ônibus interestaduais.</p>
<p>Como o sindicato das empresas da categoria logo obteve uma liminar que suspendia a exigência da referida norma, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entrou com recurso para cassar a liminar no STJ.</p>
<p>O processo foi distribuído ao ministro <strong><a href="http://www.stj.gov.br/webstj/ministros/ministrofoto_internet.asp?Minis=0001074">Edson Vidigal</a></strong>, então presidente daquela Corte, que indeferiu o pedido da ANTT, sustentando que a norma dependeria de regulamentação que garantisse o equilíbrio dos contratos.</p>
<p>Contudo, o que mais chamou a atenção na decisão foram os termos zombeteiros utilizados para se referir aos idosos: o ministro disse a empresa não estaria obrigada a <em>&#8220;transportar de graça o <strong>matusalém</strong>, por mais <strong>carcomido</strong> que apareça&#8221;</em>.</p>
<p>Seguem trechos selecionados da <a href="http://www.stj.gov.br/SCON/decisoes/doc.jsp?processo=001404&#038;&#038;b=DTXT&#038;p=true&#038;t=&#038;l=10&#038;i=10">decisão</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Dinheiro não dá em árvores.</strong> Por mais verdes que sejam, as folhas não se transmudam em Dólares. Nem nos Reais da nossa atual unidade monetária, que exibe uma mulher cega, ar desolado de quem ganhou e logo perdeu a última olimpíada.</p>
<p>Não é difícil fazer lei sob as melhores intenções. Nem vale lembrar o Getúlio, soberbo – “a lei, ora a lei&#8230;” Oportuno, porém, lembrar o Bismarck, pasmo – “Não me perguntem sobre como se fazem as leis, nem as salsichas”. [...]</p>
<p>Nossas relações econômicas se regem pelas regras do sistema capitalista, da economia de mercado, não sendo lícito ao Estado, em nome de uma obrigação que é sua, confiscar vagas em ônibus ou qualquer outro meio de transporte, sem a correspondente contrapartida indenizatória.</p>
<p>Se isso não tem previsão contratual, não está em vigor, não foi pactuado entre a empresa e o Estado; ainda que essa ordem decorra de uma Lei, <strong>não está a empresa</strong> autorizada, concessionária ou permissionária, <strong>obrigada a transportar de graça o matusalém, por mais carcomido que apareça.</strong> [...]</p>
<p>O que se trata aqui com essa lei generosa, misericordiosa, bem intencionada, em favor dos <strong>velhinhos humilhados</strong> porque não podem andar de ônibus, tem a ver com o respeito ou desrespeito aos contratos.</p></blockquote>
<p>Na época (2004), o hoje aposentado Vidigal era ainda um impetuoso jovem de 60 anos.</p>
<p><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/matusalens-carcomidos.jpg" alt="" /></p>
<p>Que tenha saúde e o privilégio de comemorar muitos anos de vida.</p>
<p><em>(Imagens geradas pelo site <a href="http://www.faceofthefuture.org.uk/">Face of the future</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O processo de meio século</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/09/05/o-processo-de-meio-seculo/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 21:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[demora]]></category>
		<category><![CDATA[efetividade]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 21 de dezembro de 1911, foi protocolado no Departamento de Terras do Estado da Bahia um requerimento de documento de propriedade de imóvel localizado em Ilhéus (BA), em favor de Fernando Almeida Cordier. O processo recebeu o número 2, de 1912.
Em 30 de setembro de 1960, o então diretor-geral da repartição, Pacífico Ribeiro, deparou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 21 de dezembro de <strong>1911</strong>, foi protocolado no Departamento de Terras do Estado da Bahia um requerimento de documento de propriedade de imóvel localizado em Ilhéus (BA), em favor de Fernando Almeida Cordier. O processo recebeu o número 2, de 1912.</p>
<p>Em 30 de setembro de <strong>1960</strong>, o então diretor-geral da repartição, Pacífico Ribeiro, deparou-se com o aludido processo, nele exarando, desoladamente, o seguinte despacho, que faz referências a diversos fatos históricos ocorridos nesse ínterim:</p>
<blockquote><p>&#8220;Veio-me hoje, às mãos, este processo. Ao despachá-lo, opinando pela expedição do respectivo título de domínio, faço-o com um <strong>laivo de tristeza</strong>. Respeito-o, pela sua <strong>provecta idade</strong>, como se estivesse a tratar, reverentemente, com uma pessoa idosa. Tristeza, pela sua doença burocrática, como se tentasse despertar alguém de um <strong>mal letárgico</strong>.</p>
<p>Processo iniciado em 21 de dezembro de 1911, cuja medição foi realizada em 1912, somente agora chega ao seu término, após <strong>49 anos de sono nas prateleiras</strong> desta repartição.</p>
<p>Durante esse tempo, muita coisa aconteceu e deixou de acontecer. <strong>Nascido de sob as cinzas do bombardeio da Bahia, morre, finalmente, às vésperas da revolução da vassoura&#8230;</strong></p>
<p>Vale relembrar, aqui, um pouco da história político-administrativa do Brasil e alguns acontecimentos palpitantes do mundo, durante os 49 anos de existência deste processo nº. 2.</p>
<p><strong>4 Constituições</strong>, inclusive a &#8220;polaca&#8221; regeram os nossos destinos. Fez-se o <strong>Código Civil</strong>, e <strong>Código Penal</strong>, os <strong>Códigos de Processo</strong> e a <strong>Lei de Segurança</strong>. E o processo está aí.</p>
<p><strong>13 Presidentes da República</strong>, desde Hermes da Fonseca a Juscelino Kubitschek, foram contemporâneos deste processo, e, se mais alguns meses demora, teríamos de acrescentar mais um na lista.</p>
<p>De 1912 para cá, tivemos na Bahia, de Seabra a Juracy, <strong>10 Governadores</strong>, sem contar algumas substituições, a reeleição do primeiro e também do último. Tivemos, ainda, <strong>12 Interventores</strong>, a começar pelo Coronel Custódio Reis Príncipe e a terminar pelo General Caldas. E o processo está aí.</p>
<p><strong>29 Secretários da Agricultura</strong> e <strong>10 Diretores de Terras</strong> tiveram êste processo sob a sua responsabilidade. Pela ordem de antigüidade, certamente, caberia a Seabra, como Governador, a Arlindo Fragoso, como Secretário e a Sá Menezes, como Diretor, a expedição do título de domínio relativo a êste processo que vai, afinal, expedido pelo Governador Juracy Magalhães, pelo secretário Dantas Júnior e por êste modesto Diretor.</p>
<p>Naquela época, o <strong>preço</strong> dessas terras de <strong>dez mil réis por hectare</strong> e hoje é de <strong>noventa cruzeiros</strong>. Variava o preço da terra, àquela ocasião, de três e dez mil réis, e, atualmente, de quarenta a duzentos e quarenta cruzeiros. Subiu, assim, o preço da terra, porém, subiu muito mais o preço da carne&#8230; Tudo subiu, aliás, só o cruzeiro caiu. E o processo está aí.</p>
<p>Houve nesses 49 anos <strong>duas grandes guerras</strong> e <strong>muitas revoluções</strong> (entre estas a de Cuba e a de Aragarças), descobertas, invenções, misérias, progresso. Descobriu-se o <strong>radium</strong>, a <strong>penicilina</strong>, a <strong>vacina Salk</strong>, a <strong>televisão</strong>, a <strong>bomba H</strong> e <strong>matéria plástica</strong>. O <strong>macaco foi à Lua</strong> e o homem está a caminho. Caiu tarde o <strong>Estado Novo</strong>. Criou-se, enfim, o <strong>Estado de Israel</strong>. Destruiu-se <strong>Hiroshima</strong>, fundou-se <strong>Brasília</strong>. <strong>Cacareco</strong> foi eleito, mas <strong>Plínio</strong> não conseguiu. Tremeu a terra no <strong>Chile</strong>, rachou o açude <strong>Orós</strong>. Morreram o grande <strong>Rui</strong>, o admirável <strong>Roosevelt</strong>, o inimitável <strong>Gandi</strong>, e, ainda, <strong>Hitler</strong>, <strong>Stalin</strong>, <strong>Getúlio</strong> e <strong>Rodolfo Valentin</strong>. Nasceram, ou melhor, &#8220;aconteceram&#8221; <strong>Marylin Monroe</strong>, <strong>Brigite Bardot</strong> e <strong>Pelé</strong>. Surgiram o <strong>rock&#8217;n roll</strong>, a <strong>lambreta</strong> e o <strong>bikini</strong>. Foi princesa <strong>Grace Kelly</strong> e rainha <strong>Marta Rocha</strong>. Casou-se, finalmente, a princesa <strong>Margareth</strong>. O Brasil sagrou-se campeão mundial de <strong>futebol</strong>. E o processo está aí.</p>
<p>Como se vê, êste processo é um exemplo marcante de como andam as coisas por aqui; <strong>quase meio século de burocracia para um simples caso cujo prazo de conclusão normal é de três meses</strong>. E se isso afirmo, é porque, nesse prazo, muitos foram e estão sendo concluídos, custando-me apenas uma <strong>úlcera duodenal</strong>, alguns <strong>cabelos brancos</strong>, outros tantos aborrecimentos e o cumprimento do dever. Mas o processo vai sair.</p>
<p>Mas ainda resta a esperança de que se possa <strong>varrer</strong>, no Brasil, a <strong>poeira da burocracia</strong>, injetando <strong>soro de vassoura contra a paralisia administrativa</strong>, pois a eleição vem aí.</p>
<p>Suba êste processo à superior consideração do Sr. Secretário, para que se expeça o título em nome de atual ocupante Fernando Almeida Cordier. <strong>Vai e já vai tarde.</strong></p>
<p>Em 30/9/60.&#8221;</p>
<p><div class="ice ice_nowrap" style="width:448px;"><img src="http://www.paginalegal.com/wp-content/files/o-processo-de-meio-seculo.jpg" alt="O processo começou quando Salvador Dali tinha 7 anos. Terminou quando ele tinha 56. (Imagem: A persistência da memória, de 1931)" /><br style="clear:both" /><span>O processo começou quando Salvador Dali tinha 7 anos. Terminou quando ele tinha 56. (Imagem: A persistência da memória, de 1931)</span></div></p></blockquote>
<p>A peça foi publicada no jornal <strong>A Tarde</strong>, de Salvador (BA), em 3 de outubro de 1960, e reproduzida no site do juiz aposentado <a href="http://www.dantaspimentel.adv.br/jcdp7412.htm">José Carlos Dantas Pimentel</a>.</p>
<p>Dizem que os baianos são lentos, mas esse processo demorou mais que o esperado. Nem a vassoura de Jânio foi capaz de varrer tanta poeira acumulada.</p>
<p>O processo, no mais, acabou sendo inútil: o tempo que correu contra ele também se encarregou de preparar os requisitos para o usucapião.</p>
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