O preço dos apelidos
27/09/2008 às 22h17min | Paulo Gustavo | partes
Trabalhadores vítimas de assédio moral têm obtido indenizações na Justiça do Trabalho como reparação por apelidos humilhantes que receberam no ambiente laboral.
Eis uma pequena relação de alcunhas jocosas dos ex-empregados e os respectivos valores das indenizações a que foram condenadas as empresas:
- Javali: 84 mil reais
Ferroviário ganhou apelido porque “já valeu” alguma coisa antes
- Cinderela: 60 mil reais
Bancária tinha que trabalhar sozinha nos porões
- Menino da Febem: 50 mil reais
Ferroviário foi isolado sem tarefas numa sala fria e úmida
- Comedor de lixo: 40 mil reais
Empregado levou apelido por comer restos de pizza
- Pé na cova: 30 mil reais
Acidentado no trabalho quase morre e ainda teve que escutar gracinhas
- Urubu e nariz de batata: 30 mil reais
Empregado de lanchonete era discriminado por ser negro
- Magda: 24 mil reais
Empregada recebia conselhos para não comer mais banana
- Barriga de pochete: 16 mil reais
Vendedora era alvo de gozação do gerente em razão de sua obesidade
- Lanterninha: 10 mil reais
Outro vendedor, que não conseguia atingir as metas de vendas
- Gordinha: 8 mil reais
Empregada não era tratada pelo nome, mas pela característica física
- Toddynho: 5 mil reais
Operador de câmera era marronzinho e teria o “canudo pequenininho”
- Martaruga: 0 reais
Juiz entendeu que o apelido não ofendeu a reclamante
