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	<title>Página Legal &#187; peritos</title>
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	<description>O cotidiano jurídico com muito bom humor</description>
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    <title>Página Legal</title>
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    <description>Página Legal - http://www.paginalegal.com</description>
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		<title>A deflorada motorista</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 02:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 1963, uma moça de Paranavaí (PR) foi deflorada por um namorado afobado. O pai, furioso, ameaçou o rapaz de morte se este não se casasse imediatamente.
O assustado advogado da família do varão procurou o escrivão do Registro Civil e Casamentos, que, por sua vez, foi bater à porta da casa do então juiz substituto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1963, uma moça de <strong>Paranavaí (PR)</strong> foi deflorada por um namorado afobado. O pai, furioso, ameaçou o rapaz de morte se este não se casasse imediatamente.</p>
<p>O assustado advogado da família do varão procurou o escrivão do Registro Civil e Casamentos, que, por sua vez, foi bater à porta da casa do então juiz substituto da Comarca, o já falecido <strong>Negi Calixto</strong>, que depois seria desembargador.</p>
<p>O escrivão levou ao juiz o processo de habilitação do casamento, formado com os documentos obtidos às pressas pelo causídico que defendia o noivo. Antes do início da solenidade, o juiz examinou silenciosamente os papéis dos autos.</p>
<p>O magistrado fixou sua atenção no laudo médico-legal, firmado por um antigo profissional local, que acumulava serviços no posto de saúde e no departamento de trânsito. Surpreso, percebeu que o documento estava assim redigido:</p>
<blockquote><p>&#8220;Atesto, para os devidos fins, que examinei Fulana de Tal e constatei o <strong>rompimento himenal</strong>, no horário dez para as duas, e a mesma <strong>está apta a dirigir automóveis</strong>.&#8221;</p></blockquote>
<p>O casamento atrasou-se, enquanto era providenciada a retificação do curioso laudo. A noiva saiu do fórum com a certidão de casamento, mas sem a carteira de habilitação.</p>
<p>E, se você estranhou o &#8220;horário&#8221; do rompimento himenal, melhor ler <a href="http://www.paginalegal.com/2008/02/10/a-hora-do-pesadelo/">este texto</a>&#8230;</p>
<p><em>(Baseado em artigo publicado na coletânea “O Pitoresco na Advocacia”, coord. Fernandino Caldeira de Andrada, Curitiba, Associação Cultural Avelino A. Vieira, 1990)</em></p>
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		<title>Viagem a um mundo desconhecido</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 03:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[índio]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[roraima]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 14 de março de 1979, o médico-legista Claude Filgueira de Vasconcelos, do Serviço Médico Legal do então território federal de Roraima, juntamente com um delegado da Polícia Federal, um perito criminal e um advogado da FUNAI, deslocou-se até a região de Uiramutã, para realizar a exumação de um índio, morto em conflitos pela terra.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 14 de março de 1979, o médico-legista <strong>Claude Filgueira de Vasconcelos</strong>, do Serviço Médico Legal do então território federal de <strong>Roraima</strong>, juntamente com um delegado da Polícia Federal, um perito criminal e um advogado da FUNAI, deslocou-se até a região de <strong>Uiramutã</strong>, para realizar a exumação de um índio, morto em conflitos pela terra.</p>
<p>O auto de exame cadavérico, em quatro laudas, foi redigido como um romance. Eis alguns trechos:</p>
<ul>
<li>&#8220;Um dia cheio de luz. E aquilo nos enchia os olhos, que se deleitavam na cama macia e infinita do horizonte, na busca constante de sedimentar a filosofia de pensar e definir o nosso trabalho de Ambroise Paré.&#8221;</li>
<li>&#8220;Já passavam alguns quartos de hora. Nosso avião sobrevoava uma área que, somente descrita em tela por um pintor ou cantada em versos por um poeta, conseguiria imaginar a grandeza de Deus e a pobreza dos homens. UIRAMUTÃ. Um vale verdejante, onde os vagalumes ainda se confundem com o piscar das estrelas, e os campos de esperanças sendo soprados pelo rosnar dos ventos, que se acordaram dos seus montes onde dormiam devido ao barulho do motor do avião. <strong>Despertai, Humanos, que nesse local morreu um índio. </strong>[...] Homens em miniaturas que vivem à espera da vida, morcegando o desconhecido.&#8221;</li>
<li>&#8220;[...] nessa filosofia de vida, acordar um morto de sua última morada é consentir no desrespeito a seu espírito, [qu]e, ao acordar, vindo por vingança, semeará a discórdia e o pavor entre todos.&#8221;</li>
<li>&#8220;Silêncio geral. Ninguém se atrevia a mexer naquilo que todos temem e têm um verdadeiro tabu. Houve diplomacia sem haver diplomata. A nação jurídica solicitava à nação indígena; que luta. Os índios tinham seus direitos de não fazê-lo. Após uma trégua, conseguimos que três homens desempenhassem essa tarefa, que por sinal não foi completada, e repetiam constantemente que o espírito ia se libertar e tinham consciência de que a vítima tinha sido assassinada.&#8221;</li>
<li>&#8220;Uma chuva miúda começava a fazer gaiatice e o vento forte soprava lá das Guianas; o povo atordoado e medroso encontrava-se à distância daquela cena fantasmagórica. E, já que o cadáver não vinha a mim, fui a ele. <strong>Estava dormindo, tive que acordá-lo destampando a caixa.</strong> Que cheiro nauseabundo. Também pudera, estava dentro da cova. Coberto por tecidos que, misturados à terra, dificultavam a sua identificação. Descobri e passei aos exames. <strong>Bom dia, Amigo, permita-me.</strong> Naquela carcaça apodrecida e carcomida pelas entidades destruidoras e famintas, seu crânio apresentava as órbitas vazias e melancólicas, devido à ausência dos globos oculares. O tecido muscular que encobria a caixa craniana estava se tornando obsoleto, inútil. A putrefação por fenômenos biológicos e físico-químicos provocados por germes aeróbios, anaeróbios e facultativos não nos toliu (<em>sic</em>) de verificar a verdade [...].&#8221;</li>
<li>&#8220;<strong>Foi novamente devolvido a ele aquilo que mais lhe pertencia; a terra.</strong> E o tempo, nesse exato momento, transformou-se, como se também estivesse de luto pela profanação do túmulo. A viagem atrasou, não tínhamos mais nada a fazer naquele local, tão humano e tão virgem. Uiramutã, nas suas entranhas, guarda um corpo que foi seivado (<em>sic</em>) pela civilização, como um atestado comprobatório [de] que se deve esperar o processo evolutivo na transformação do homem. Respeitar e deixar que o tempo tome conta de todas as coisas.&#8221;</li>
</ul>
<p><a href="http://www.paginalegal.com/files/uma-carta-do-alem1.pdf"><img src="http://jus.uol.com.br/img/paginalegal/icon_download.gif" /></a> <a href="http://www.paginalegal.com/files/uma-carta-do-alem1.pdf"><strong>Original disponível para download</strong></a></p>
<p>A <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/03/20311.shtml">aldeia Uiramutã</a> encontra-se atualmente no centro dos conflitos sobre a demarcação da <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac149613,0.htm">Terra Indígena Raposa Serra do Sol</a>. Com base em estudos iniciados em 1998, o presidente Lula assinou em 2005 um <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Dnn/Dnn10495.htm">decreto</a> homologando a delimitação de uma reserva contínua de 1,7 milhão de hectares, onde vivem 20 mil índios. Porém, os <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/04/17/historico_de_resistencia_tensao_na_reserva_raposa_serra_do_sol-426922753.asp">plantadores de arroz</a> que ocupam a área desde a década de 70 se recusam a desocupar as terras, com o apoio do <a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1479/raposa-serra-do-sol">governo de Roraima</a>. Atualmente, a desocupação da área <a href="http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=86860&amp;caixaBusca=N">está suspensa</a> por ordem do STF.</p>
<p>Em 1995, a região já havia sido elevada a <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;saddr=Boa+Vista,+Brazil&amp;daddr=Uiramut%C3%A3,+Brazil&amp;sll=-5.089212,-42.801627&amp;sspn=1.975121,2.570801&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;z=9">município</a>, supostamente com o objetivo de dificultar a demarcação da área como reserva indígena. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uiramut%C3%A3">município de Uiramutã</a>, considerado o mais belo de Roraima, faz fronteira com dois países: Guiana e Venezuela; nele fica o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Cabura%C3%AD">Monte Caburaí</a>, que demarca o extremo norte do Brasil. Sua população, de 6.000 habitantes, é quase toda composta por indígenas.</p>
<p>Ainda hoje, 3 anos depois da delimitação da reserva indígena e 508 anos depois da missiva de Caminha sobre o além-mar, o impasse entre brancos e índios persiste.</p>
<p>Por tudo isso, merece registro a façanha dos homens que, há 29 anos, conseguiram diálogo com os indígenas e com o além, registrando os fatos numa carta que bem revela a admiração dos invasores ante aquele mundo ainda por nós desconhecido.</p>
<p><em>(O original da peça é uma colaboração de Evanna Soares, Procuradora Regional do Trabalho)</em></p>
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		<title>Pérolas rurais 2</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/04/11/perolas-rurais-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 12:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>

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		<description><![CDATA[Na década de 70, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste tinham empregados responsáveis pela fiscalização de campo nos setores especializados em financiamentos para agricultura e pecuária. Esses fiscais, esforçados mas nem sempre instruídos, visitavam as fazendas e elaboravam relatórios, emitindo juízos de valor.
Já publicamos aqui algumas das frases curiosas  extraídas desses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 70, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste tinham empregados responsáveis pela fiscalização de campo nos setores especializados em financiamentos para agricultura e pecuária. Esses fiscais, esforçados mas nem sempre instruídos, visitavam as fazendas e elaboravam relatórios, emitindo juízos de valor.</p>
<p>Já publicamos aqui algumas das <a href="http://www.paginalegal.com/2008/02/03/perolas-rurais/">frases curiosas</a>  extraídas desses documentos. Seguem mais algumas dessas pérolas rurais:</p>
<h3>Pecuária</h3>
<ul>
<li><em>Ao chegar ao local da vistoria, eis que me deparo com o bem apenhado </em>[um touro nelore] <em>vindo em minha direção, bufando e babando. Mais do que depressa, corri e me enfiei em uma valeta, bem escondido. Porém, isso não foi suficiente para conter o ânimo assassino do bem apenhado ao Banco, que se enfiou na valeta também. Por falta de inteligência, no entanto, enfiou primeiro as patas dianteiras e, com a velocidade que vinha, deu uma cambalhota e tombou de costas na valeta. Não permaneci no local para ver o desfecho.</em></li>
<li><em>O financiado degustou arruela de ferro e grampo de cerca misturado a forragem indo desta para melhor. Foi substituído por outro que apesar de ser cego de um olho e ter sofrido a amputação de um chifre guardava boas características de reprodutor.</em></li>
<li><em>A vaca comeu salitre do chile (no rancho) pensando que era sal e morreu.</em></li>
<li><em>Mutuário vem tratando o gado como porco. Não lhe passa um germicida sequer e come tudo no chiqueiro de bodes emprestado.</em></li>
<li><em>O reprodutor &#8220;Marco Polo&#8221; e a vaca &#8220;Tereza&#8221; foram vendidos ao sr. José Airton que está pronto a esclarecer o assunto pela importância de Cr$ 10.000,00.</em></li>
<li><em>O mutuário vendeu o touro financiado porque o mesmo estava frouxo, trocou-o por um mais potente.</em></li>
<li><em>O burro novo é bem mais moderno que o contratual, pêlo de rato branco.</em></li>
<li><em>Nada mais vi a não ser um recibo de bezerros mamando a 200.</em></li>
<li><em>Sugiro ao banco seqüestrar os animais financiados. </em>[detalhe: os animais já haviam morrido]</li>
</ul>
<h3> Agricultura</h3>
<ul>
<li><em>Cliente faz roçado juntamente com a mulher.</em></li>
<li>[Visitando a lavoura de fumo de uma senhora:] <em>Constatei que sua tabacaria encontra-se seca e impenetrável.</em></li>
<li><em>Comprovei quatro tarefas de bananas em estado sanitário nos fundos do quintal.</em></li>
<li><em>A lavoura nada produziu. Mutuário fugiu montado na garantia subsidiária.</em></li>
<li><em>O trator está mal administrado. Qualquer pé de macaco monta e mete o pau.</em></li>
<li><em>O trator está todo sujo e quebrado valendo Cr$ 10.000,00. Se fizer um conserto em firma especializada e dando óleo nele pode valer uns 5.</em></li>
</ul>
<h3> Situação do mutuário</h3>
<ul>
<li><em>Mutuário tem condições para efetuar o mister. É livre e de bons costumes.</em></li>
<li><em>Desconfio que o mutuário está com intenção de pagar o débito.</em></li>
<li><em>O mutuário foi para São Paulo para melhorar de vida. Quando voltar vai liquidar com o Banco.</em></li>
<li><em>O devedor, triste e solitário pelo abandono da mulher, não pode produzir nada. Está vendendo em barraca emprestada, de dia, e, de noite, fazendo coisa boba.</em></li>
<li><em>Quem vê cara não vê coração. Mutuário muito forte sofrendo dores no pulmão. Vai a uma clínica especializada no mister.</em></li>
<li><em>Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Ele vai terminar sendo executado pelo Banco.</em></li>
<li><em>É um velho intrangizente, e pouco digno ao mister.</em></li>
<li><em>O devedor morreu no mês passado, mas a viúva continua com o negócio em atividade.</em></li>
<li><em>Pediu para eu ficar e depois viajou em seguida&#8230; isso pareceu mais uma brincadeira de homens sem responsabilidades.”</em></li>
<li><em>O mister não foi feito, faltando completar com dinheiro dele, que gastou em farras e comprou um jeep de refugo, com parte.</em></li>
<li><em>Fui a Capital e vi situação com títulos protestados e devendo muito com uma fazenda boa desta sem querer paga o contrato. Minha opinião é botar em juízo e recuperar tudo nos tribunais.</em></li>
<li><em>Está havendo uma troca de fazendas dando prejuízo ao Banco com títulos protestados e tudo e ele nem liga.</em></li>
</ul>
<h3>Parecer do perito</h3>
<ul>
<li><em> Visitei ontem a fazenda de Dona Maria de Lourdes, que continua viçosa e florida.</em></li>
<li><em>O imóvel está uma boneca. Exemplos como estes devem ser imitados.</em></li>
<li><em>Curral todo feito a capricho. Bem parecendo um salão de baile a fantasia.</em></li>
<li><em>Botei os dois para dizer a verdade e vi que tudo não se passava de uma tragédia, aliás comédia.</em></li>
<li><em>O gerente da agência devia ir ver a pouca vergonha do café estocado no inverno e ter que suspender o cliente.</em></li>
<li><em>Achei uma coisa horrível o serviço. Tudo realizado ruim.</em></li>
</ul>
<p><em>Frases consolidadas de diversas fontes: <a href="http://www.aabnb.com.br/jornal/dez-04.asp">José Alberto de Souza</a> (<a href="http://www.aabnb.com.br/jornal/jan-06.asp">AABNB</a>), <a href="http://eptv.globo.com/caipira/interna.asp?ID=13179">Jacir José de Menezes</a> (EPTV), <a href="http://www.wanderlino.com.br/academia/cronicas/wanderlino/0230.html">Wanderlino Arruda</a>, <a href="http://www.caio_victor.blogger.com.br/2005_01_01_archive.html">Caio Victor</a>, <a href="http://www.vetorialnet.com.br/~coriolis/rural.html">Coriolis</a> e <a href="http://www.nababu.org/?p=7">Nababu</a>.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Médicos e loucos&#8230;</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/11/medicos-e-loucos/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 22:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[audiência]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[processo penal]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos Estados Unidos, algumas vezes os peritos precisaram ensinar medicina aos advogados.  
 – O que significa a presença de esperma?
– Significa relação consumada.
– Esperma masculino?
– É o único que eu conheço.
 – Doutor, quantas autópsias você já fez em pessoas mortas?
– Todas as autópsias que eu já fiz foram em pessoas mortas.
 – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos Estados Unidos, algumas vezes os peritos precisaram ensinar medicina aos advogados. <img src='http://www.paginalegal.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<hr size="2" width="100%" /> – O que significa a presença de esperma?<br />
– Significa relação consumada.<br />
– Esperma masculino?<br />
– É o único que eu conheço.<br />
<hr size="2" width="100%" /> – Doutor, quantas autópsias você já fez em pessoas mortas?<br />
– Todas as autópsias que eu já fiz foram em pessoas mortas.<br />
<hr size="2" width="100%" /> – O senhor se lembra aproximadamente a hora em que examinou o corpo do Senhor Brown?<br />
– Foi à noite. A autópsia começou em torno das 20h30min.<br />
– E o Senhor Brown estava morto àquele momento, certo?<br />
– Não, ele estava sentado na mesa tentando imaginar por que eu estava fazendo uma autópsia nele!<br />
<hr size="2" width="100%" /> – Senhor legista, antes de você fazer a autópsia, você verificou o pulso do paciente?<br />
– Não.<br />
– Você checou a pressão sangüínea?<br />
– Não.<br />
– Você conferiu a respiração?<br />
– Não.<br />
– Então, seria possível que o paciente estivesse vivo no momento em que você começou a autópsia?<br />
– Não.<br />
– Como você pode ter tanta certeza?<br />
– Porque o cérebro dele estava em cima da minha mesa, em um vaso.<br />
– Mas o paciente poderia estar vivo, ainda assim?<br />
– É possível que ele ainda estivesse vivo e advogando em alguma corte.<br />
<hr size="2" width="100%" /><em>(Fontes: Mr. Learned’s Legal Humor Page, Luís de Castro e Ruy Campos Vieira)</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Seguro de riso</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/05/seguro-de-riso/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/02/05/seguro-de-riso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[frança]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[lista]]></category>
		<category><![CDATA[seguro]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpas criativas utilizadas em processos e mesmo em formulários e cartas, constantes nos arquivos de companhias de seguro da França, dos EUA e da Inglaterra:

SEGURO DE AUTOMÓVEL
Causas do acidente

&#8220;Eu dirigi meu carro durante quarenta anos quando dormi na direção e tive esse acidente.&#8221;
&#8220;Eu pensava que meu vidro estava abaixado, mas percebi que não era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpas criativas utilizadas em processos e mesmo em formulários e cartas, constantes nos arquivos de companhias de seguro da França, dos EUA e da Inglaterra:</p>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>SEGURO DE AUTOMÓVEL</h3>
<h3>Causas do acidente</h3>
<ul>
<li>&#8220;Eu dirigi meu carro durante quarenta anos quando dormi na direção e tive esse acidente.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu pensava que meu vidro estava abaixado, mas percebi que não era o caso quando minha cabeça passou por ele.&#8221;</li>
<li>&#8220;Vidro do parabrisa quebrado. Causa desconhecida. Provavelmente fenômeno sobrenatural.&#8221;</li>
<li>&#8220;A causa indireta do acidente é um homenzinho, num carrinho, com uma grande boca.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu me afastei do acostamento, dei uma olhada na minha sogra e me dirigi direto para o barranco.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu não sabia que a limitação de velocidade se aplicava depois da meia-noite.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu estava a 110-120 km/h quando minha garota que estava sentada no banco de trás agarrou meus testículos. Foi nesse momento que eu perdi o controle do carro.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu tinha passado o dia a fazer compras de plantas e estava voltando para casa. Chegando num cruzamento, uma cerca viva levantou-se na minha frente e não vi a aproximação do outro carro.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu estava fazendo a curva quando notei um camelo e um elefante amarrados no acostamento. A distração me fez perder a concentração e bater no poste de sinalização.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu não sabia que a cadela era muito possessiva com seu carro, mas não teria lhe pedido para dirigir se eu soubesse que haveria algum risco.&#8221;</li>
<li>&#8220;Percebi que saia fumaça debaixo do capô. Compreendi que o carro estava pegando fogo, então peguei meu cachorro e o sufoquei num cobertor.&#8221;</li>
</ul>
<h3>Danos</h3>
<ul>
<li>&#8220;Meu carro sofreu importantes danos corporais.&#8221;</li>
<li>&#8220;Depois do acidente do mês passado, meu carro foi convocado pelo inspetor para mostrar os danos.&#8221;</li>
<li>&#8220;Eu disse ao policial que não estava ferido, mas, tirando meu chapéu, vi que eu estava com uma fratura do crânio.&#8221;</li>
</ul>
<h3>Acidentes envolvendo outros veículos</h3>
<ul>
<li>&#8220;Bati num caminhão estacionado que vinha em sentido contrário.&#8221;</li>
<li>&#8220;O outro carro bateu no meu sem dar sinal das suas intenções.&#8221;</li>
<li>&#8220;O outro motorista pode ser culpado por estar dirigindo de uma maneira erótica.&#8221;</li>
<li>&#8220;Comecei a reduzir, mas o tráfego estava mais imóvel do que eu imaginava.&#8221;</li>
<li>&#8220;Um caminhão recuou no meu pára-brisa e no rosto de minha mulher.&#8221;</li>
</ul>
<h3>Acidentes envolvendo objetos</h3>
<ul>
<li>&#8220;Na tentativa de matar uma mosca, eu passei por cima de um telefone público.&#8221;</li>
<li>&#8220;O poste de telefone aproximava-se rapidamente, tentei evitá-lo mas ele bateu antes em meu carro.&#8221;</li>
<li>&#8220;Fui atingido repentinamente por um poste de luz.&#8221;</li>
<li>&#8220;Quando voltava para casa, entrei na casa errada e bati em uma árvore que não tenho.&#8221;</li>
</ul>
<h3>Acidentes envolvendo pedestres</h3>
<ul>
<li>&#8220;O pedestre não tinha para onde ir, então passei em cima dele.&#8221;</li>
<li>&#8220;O homem ocupava a rua toda e tive que fazer várias manobras antes de bater nele.&#8221;</li>
<li>&#8220;O carro que me precedia bateu no pedestre, mas ele se levantou e eu o atropelei novamente.&#8221;</li>
<li>&#8220;Para evitar bater no pára-choques do carro que vinha na minha frente, eu bati no pedestre.&#8221;</li>
</ul>
<h3>Acidentes envolvendo ciclistas</h3>
<ul>
<li>&#8220;Primeiro eu lhes digo bom dia, depois eu lhes escrevo para dizer que uma senhora arranhou meu carro com a bicicleta dela.&#8221;</li>
</ul>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>SEGURO DE VIDA</h3>
<ul>
<li>&#8220;Tenho dúvidas quanto ao meu seguro de vida: tenho vantagem em falecer imediatamente ou é preferível esperar a idade de aposentar?&#8221;</li>
</ul>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>SEGURO DE SAÚDE</h3>
<ul>
<li>&#8220;Gostaria de saber em que idade as crianças mudam de preço.&#8221;</li>
<li>&#8220;Já que meu seguro-saúde se estende às pessoas sob minha guarda, posso reclamar pelo meu cachorro?&#8221;</li>
<li>&#8220;É verdade que meu cachorro mordeu o garotinho enquanto estavam brincando juntos, mas eu não estava suficientemente perto para dizer qual dos dois começou a morder o outro primeiro.&#8221;</li>
<li>&#8220;No que diz respeito a sua consulta dentária relativa ao aparelho, os dentes da minha frente estão muito bem, mas os do meu traseiro doem.&#8221;</li>
</ul>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>SEGURO DE CASA E VALORES</h3>
<ul>
<li>&#8220;Minha esposa não cozinha pior do que qualquer outra, mas eu estaria mais tranqüilo se fosse acrescentada no contrato do seguro de minha casa uma garantia contra intoxicações alimentares.&#8221;</li>
<li>&#8220;Poderia me fornecer a data de vencimento de meu seguro de incêndio para que eu saiba até quando eu posso reclamar?&#8221;</li>
<li>&#8220;Meu cachorro engoliu os brincos de ouro de minha mulher. Eles valem cerca de dois mil dólares. Eles estavam no criado-mudo. O cachorro os viu, saltou e os engoliu. Vocês me pediram para verificar se eu não poderia encontrá-los. Eu gostaria de saber por quanto tempo eu devo verificar os excrementos de meu cão.&#8221;</li>
</ul>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>PROVIDÊNCIAS ADMINISTRATIVAS</h3>
<ul>
<li>&#8220;Mando-lhes em anexo a fatura que me foi solicitada. Se vocês não a receberem, queiram me comunicar.&#8221;</li>
<li>&#8220;No momento, meu marido está falecido.&#8221;</li>
</ul>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>QUESTIONÁRIO Nº 1</h3>
<p>P: &#8220;Algum dos motoristas poderia ter feito algo para evitar o acidente?&#8221;<br />
R: &#8220;Pegar o ônibus?&#8221;</p>
<hr size="2" width="100%" />
<h3>QUESTIONÁRIO Nº 2</h3>
<p>P: &#8220;Que aviso foi usado?&#8221;<br />
R: &#8220;Buzinei.&#8221;<br />
P: &#8220;Qual foi a resposta da outra parte?&#8221;<br />
R: &#8220;Ela mugiu.&#8221;</p>
<hr size="2" width="100%" /><em>(Fonte: e-mail de Milton Roberto y Goya, e lista de piadas de Roger Chadel)</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O réptil e o mamífero</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/04/o-reptil-e-o-mamifero/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 20:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[animal]]></category>
		<category><![CDATA[piauí]]></category>

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		<description><![CDATA[Para a construção de um shopping center em Teresina (PI), seria necessário o aterramento de uma lagoa.
O relatório de impacto ambiental assegurava que o aterro seria feito com cuidados, para não prejudicar os &#8220;anfíbios&#8221; habitantes da lagoa, inclusive os jacarés (que, por acaso, são répteis), e também não influiria na &#8220;desova do peixe-boi&#8221; (que, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a construção de um shopping center em <strong>Teresina (PI)</strong>, seria necessário o aterramento de uma lagoa.</p>
<p>O relatório de impacto ambiental assegurava que o aterro seria feito com cuidados, para não prejudicar os &#8220;anfíbios&#8221; habitantes da lagoa, inclusive os jacarés (que, por acaso, são répteis), e também não influiria na &#8220;desova do peixe-boi&#8221; (que, por sinal, é um mamífero).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pérolas rurais</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/03/perolas-rurais/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/02/03/perolas-rurais/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 17:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>

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		<description><![CDATA[O Banco do Brasil possui possuía um departamento chamado &#8220;Carteira de Crédito Agrícola&#8221;, que tem tinha como uma de suas responsabilidades fiscalizar a utilização dos empréstimos feitos para a agricultura e pecuária.
Esta fiscalização era feita por funcionários do Banco do Brasil, que visitavam as propriedades rurais onde eram utilizados os empréstimos e faziam relatórios técnicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco do Brasil <strike>possui</strike> possuía um departamento chamado &#8220;Carteira de Crédito Agrícola&#8221;, que <strike>tem</strike> tinha como uma de suas responsabilidades fiscalizar a utilização dos empréstimos feitos para a agricultura e pecuária.</p>
<p>Esta fiscalização era feita por funcionários do Banco do Brasil, que visitavam as propriedades rurais onde eram utilizados os empréstimos e faziam relatórios técnicos da situação encontrada.</p>
<p>Abaixo, alguns trechos desses relatórios, transcritos exatamente conforme os originais:</p>
<h3>Vistoria do imóvel</h3>
<ul>
<li><em>&#8220;Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo fiquei sabendo, ninguém quer comprá-la e sim explorá-la.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Euphorbiaceae">euforbiácea</a> foi substituída pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Musaceae">musácea</a> sem o consentimento <strike>e autorização de nosso querido banco</strike> da carteira precisando de começar tudo de novo e orientar o serviço.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;A casa de farinha nunca foi para frente porque o mutuário <strike>que fez o empréstimo</strike> deu para tráz e nunca mais se levantou.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;A máquina elétrica financiada é toda manual e velha. <strike>Fazendeiro financiou a máquina elétrica mas fez</strike> Financiado executou todo o trabalho braçalmente e animalmente.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Mutuário adquiriu aparelhagem para inseminação artificial mas um dos touros holandeses morreu. Sugerimos treinamento de uma pessoa para tal função.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Gado está gordo e forte, mas não é o financiado e sim emprestado somente para fins de vistoria. O filho do fazendeiro está passando férias na Disney.&#8221;</em></li>
</ul>
<h3>Condições meteorológicas</h3>
<ul>
<li><em>&#8220;Se não fosse o sol, tudo indica que a chuva aumentasse a safra.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Tempo castigou a região. O sol acabou com a farinha e chuva com feijão.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;A erradicação da plurieuforbiácea carece das condições pluviométricas.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro, as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Cliente aguarda a capilaridade pluviométrica da zona para <strike>plantar a mandioca em local macio e úmido</strike> efetuar o mister.</em>&#8220;</li>
<li><em>&#8220;Visitamos o açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio.&#8221;</em></li>
</ul>
<h3>Condições geográficas</h3>
<ul>
<li> <em>&#8220;Trajeto feito a pé porque não havia animal por perto<strike>, só o burro do fazendeiro</strike>. Despesa de locomoção grátis.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Imóvel de difícil acesso. O mato tomou conta de tudo, deixando passagem só para animal rasteiro. <strike>Próxima vistoria deve ser feita por fiscal baixinho.</strike> Vistoria frustrada.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal.&#8221;</em></li>
</ul>
<h3>Parecer do perito</h3>
<ul>
<li><em>&#8220;As garantias permanecem em perfeito estado de abandono e conservação. Cliente vive devidamente bêbado e devendo aos bares e a Deus e ao mundo.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Na minha opinião, acho bom o banco suspender o negócio do cliente para não ter aborrecimentos futuros.&#8221;</em></li>
</ul>
<h3>Considerações finais</h3>
<ul>
<li><em>&#8220;&#8216;Cobra&#8217; &#8211; comunico que faltei ao expediente do dia 14 em virtude de ter sido mordido pela peçonhenta epigrafada.&#8221;</em></li>
<li><em>&#8220;Os anexos seguem em separado.&#8221;</em></li>
</ul>
<p><strong>Atualização</strong> (em 10/04/2008): Alguns trechos foram riscados e/ou substituídos pelas versões mais prováveis dentre as que podem ser encontradas em diversas fontes. As frases acima também incluem algumas colhidas de relatórios dos fiscais orientadores do Departamento Rural do Banco do Nordeste do Brasil.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Suicídio frustrado</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/02/suicidio-frustrado/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/02/02/suicidio-frustrado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 13:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[boato]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[homicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[Reprodução - Filme Um corpo que caiA história a seguir circula na Internet há mais de dez anos, sendo atribuído a um suposto repórter da Associated Press.
Trata-se, contudo, de uma lenda urbana, história ficcional que ganhou ares de verdade, conforme já demonstrado pelos que tentaram confirmar os fatos.
De toda forma, os estudiosos de Direito Penal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="ice ice_top_right" style="width:px;"><img src="http://www.paginalegal.com/files/2008/02/vertigo31.gif" alt="Reprodução - Filme Um corpo que cai" align="right" /><br style="clear:both" /><span>Reprodução - Filme Um corpo que cai</span></div>A história a seguir <a href="http://malaysia.net/lists/sangkancil/2000-07/msg00503.html">circula</a> <a href="http://www.frojmark.net/hammarlund/humor/ronald.php">na</a> <a href="http://www.joe-ks.com/archives_oct2004/Murder_Mystery.htm">Internet</a> há mais de dez anos, sendo atribuído a um suposto repórter da Associated Press.</p>
<p>Trata-se, contudo, de uma <a href="http://urbanlegends.about.com/library/blbyol9.htm">lenda urbana</a>, <a href="http://www.snopes.com/horrors/freakish/opus.htm">história ficcional</a> que ganhou ares de verdade, conforme já demonstrado pelos que tentaram confirmar os fatos.</p>
<p>De toda forma, os estudiosos de Direito Penal sempre ficam fascinados com a narrativa, cuja transcrição é a seguinte:</p>
<blockquote><p>No jantar anual da Associação Americana de Ciência Forense de 1994, o presidente da associação, Don Harper Mills, deixou a audiência de San Diego estupefata com as complicações de uma bizarra morte.</p>
<p>Em 23 de março de 1994, o legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que sua morte foi causada por um ferimento a bala na cabeça.</p>
<p>A vítima havia saltado do vigésimo andar de um edifício, tentando cometer suicídio (ele havia deixado um bilhete relatando essa intenção). Enquanto caía, passando pela janela do 9º andar, sua vida foi interrompida por um tiro que saiu pela janela, o qual o matou instantaneamente. Contudo, nem o atirador nem a vítima tinham percebido que uma rede de proteção havia sido colocada na altura do 8º andar para proteger alguns lavadores de fachada. Justamente por causa desta rede, Opus não conseguiria completar seu suicídio.</p>
<p>Normalmente, uma pessoa que decide cometer suicídio deve ser considerada suicida, mesmo que o mecanismo da morte não seja exatamente aquele que ela imaginou.</p>
<p>O fato de Opus ter sido atingido por um tiro a caminho de sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não teria mudado sua morte de suicídio para homicídio. Mas o fato de que sua tentativa de suicídio não teria sido bem sucedida fez com que o legista pensasse que estava com um caso de homicídio em suas mãos.</p>
<p>O quarto do 9º andar, de onde emanou o tiro, era ocupado por um casal de idosos. Durante um interrogatório, descobriu-se que, no momento do salto, o dono do apartamento estava ameaçando a esposa com a arma. Ele estava tão nervoso que, ao puxar o gatilho, errou a esposa e o tiro saiu pela janela, acertando Opus.</p>
<p>&#8220;Quando alguém tenciona matar a pessoa A mas mata a pessoa B durante a tentativa, é culpado pela morte da pessoa B&#8221;, concluiu o legista.</p>
<p>Quando confrontados com esta acusação, o senhor e sua esposa disseram que ninguém sabia que a arma estava carregada. O homem disse que era um antigo hábito dele ameaçar sua esposa com a arma descarregada.</p>
<p>Ele não tinha intenção de matá-la &#8211; portanto, o assassinato de Opus parecia ser um acidente. Isto é, a arma tinha sido carregada acidentalmente.</p>
<p>Com a continuação da investigação, surgiu uma testemunha que viu o filho do casal carregando a arma aproximadamente seis semanas antes do incidente. Ela revelou que a velha senhora havia cancelado a mesada mensal do filho e este, sabendo do hábito de seu pai (ameaçar a mãe com a arma descarregada), carregou a arma com a expectativa de que o pai atirasse em sua mãe. O caso agora parecia ser de assassinato de Ronald Opus pelo filho do casal.</p>
<p>Era uma extraordinária guinada no caso.</p>
<p>Investigações adicionais revelaram que o filho (Ronald Opus) estava desapontado pelas falhas de suas tentativas de matar a propria mãe. Isto levou-o a resolver se suicidar, atirando-se do vigésimo andar do prédio em que residiam em 23 de março de 1994, justamente para ser morto quando passava pela janela do 9º andar, por um tiro disparado pela arma que ele mesmo carregara.</p>
<p>O legista recomendou o arquivamento do caso como suicídio.</p></blockquote>
<p>A despeito de ser inteiramente falso, o caso é tão interessante que inspirou até um <a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3594">artigo de Damásio de Jesus</a>, que analisou o caso à luz do Código Penal brasileiro. <a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3594">Leia o artigo</a> para ver se Damásio concorda com o legista do boato&#8230;</p>
<p><strong>Atualização </strong>(em 17/03/2008): o blog do Damásio transformou este texto numa <a href="http://blog.damasio.com.br/?p=329">história em quadrinhos</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O laudo do estupro</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/01/o-laudo-do-estupro/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/02/01/o-laudo-do-estupro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 01:24:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[rio grande do sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa comarca do interior do Rio Grande do Sul, um promotor em início de carreira folheava um processo de estupro.
O advogado, amigo da família da vítima, muito comovido com tamanha desgraça, peticionou com o intuito de atuar como assistente da acusação.
Lá pelas tantas da referida petição, o assistente assim descreve o laudo médico-legal:
&#8220;Foram encontradas aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa comarca do interior do Rio Grande do Sul, um promotor em início de carreira folheava um processo de estupro.</p>
<p>O advogado, amigo da família da vítima, muito comovido com tamanha desgraça, peticionou com o intuito de atuar como assistente da acusação.</p>
<p>Lá pelas tantas da referida petição, o assistente assim descreve o laudo médico-legal:</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram encontradas aos arredores da vagina manchas arroxeadas evidenciando sinais de p&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p><em>(Colaboração de Juliano Pacheco Machado)</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O acidente do pedreiro português</title>
		<link>http://www.paginalegal.com/2008/02/01/o-acidente-do-pedreiro-portugues/</link>
		<comments>http://www.paginalegal.com/2008/02/01/o-acidente-do-pedreiro-portugues/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 18:29:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[peritos]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[seguro]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[A seguinte história circula há muitos anos, sendo a fonte atribuída ao Jornal do Brasil.
Trata-se do relato de um inacreditável acidente de trabalho, feito pelo próprio acidentado, um pedreiro lusitano à companhia seguradora, contante de documento supostamente incluído num processo judicial que foi julgado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Cascais, em Portugal:
&#8220;Exmos. Senhores,
 Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A seguinte história circula há muitos anos, sendo a fonte atribuída ao <em>Jornal do Brasil</em>.</p>
<p>Trata-se do relato de um inacreditável acidente de trabalho, feito pelo próprio acidentado, um pedreiro lusitano à companhia seguradora, contante de documento supostamente incluído num processo judicial que foi julgado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Cascais, em Portugal:</p>
<blockquote><p>&#8220;<em>Exmos. Senhores,</em></p>
<p><em> Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:</em></p>
<p><em>No quesito nº 3 da comunicação do sinistro mencionei: </em><em>&#8220;tentando fazer o trabalho sozinho&#8221; como causa do meu acidente.</em></p>
<p><em> Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:</em></p>
<p><em> Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares.</em></p>
<p><em> Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos.</em></p>
<p><em> Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.</em></p>
<p><em> Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente (denotar que no quesito 11 informei que meu peso oscila em torno de 80kg).</em></p>
<p><em> Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda.</em></p>
<p><em> Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer.</em></p>
<p><em> Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.</em></p>
<p><em> Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo.</em></p>
<p><em> Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg (novamente refiro-me ao meu peso indicado no quesito 11). Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril quer vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos que estavam no chão, pois felizmente só fraturei três vértebras.</em></p>
<p><em> No entanto, lamento informar que ainda houve o agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril acima de mim, perdi novamente minha decantada presença de espírito e larguei a corda. O barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas.</em></p>
<p><em> Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos, ainda guardam a forma da roldana.</em></p>
<p><em> Atenciosamente,</em></p>
<p><em> Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra</em>&#8220;</p></blockquote>
<p>Se algum leitor puder confirmar a autenticidade do caso, comente abaixo indicando mais detalhes que comprovem não se tratar de uma lenda.</p>
]]></content:encoded>
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	</channel>
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