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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos da Categoria piadas

A última prestação da pensão

27/07/2008 às 11h49min Paulo Gustavopiadas

Contrariado como sempre, um empresário vai ao cartório para pagar a pensão alimentícia devida à sua filha, nascida do casamento com uma advogada, rompido há mais de dez anos.

Lá, encontra a sua ex-mulher, que já espera impaciente pelo pagamento de todo mês.

O comerciante, sem cumprimentá-la, vai diretamente ao balcão e entrega à funcionária do cartório um pequeno maço de notas de cinqüenta.

Esta, cuidadosamente, conta o dinheiro e o entrega à mulher, que o recebe, assinando o recibo para juntada aos autos do processo de pensão alimentícia.

Somente então o homem fita a ex-esposa com um olhar rancoroso e exclama, exultante:

– Finalmente! Esta é a última vez que você viu a cor de meu dinheiro! No próximo mês, nossa filha vai completar 18 anos e agora não terá mais direito a pensão! E agora, o que mais você poderá dizer para me magoar?

– Você não é o pai.

(Inspirado em piada publicada no blog Advocômicos)

Barbie Divorciada

16/07/2008 às 7h34min Paulo Gustavopiadas

A piadinha não é nova, mas sempre há quem não conheça…

Um pai vai ao shopping para comprar um brinquedo novo para sua filhinha.

Lá chegando, olha a vitrine e percebe que existem Barbies de vários preços e modelos:

A certa altura, pára diante de uma enorme caixa e observa o preço nela afixado:

  • Barbie Divorciada: R$ 1.999,99

Estupefato, pergunta ao vendedor:

– Puxa!! Por que essa boneca é tão mais cara que as outras?

O vendedor faz uma expressão entediada e responde:

– É que a Barbie Divorciada vem com o computador do Jen, o carro do Ken, a casa do Ken, a mobília do Ken, a lancha do Ken, a pensão do Ken e dois amiguinhos do Ken…

(Foto: Worth1000.com, reproduzido do Smile4me-4ever)

O indício da pescadora

14/06/2008 às 9h50min Paulo Gustavopiadas

Uma advogada resolve tirar uns dias de férias e aluga uma casinha na montanha à beira de um lago.

Aproveitando o dia bonito, ela pega um barquinho e rema até o meio do lago, onde ela lança um pequeno objeto como âncora e se encosta para ler um livro.

Algum tempo depois, chega uma lancha da polícia florestal. O guarda percebe que, dentro do barco da advogada, havia uma rede de pescar, um anzol e algumas iscas. Dirige-se então à mulher:

– Vou ter que multá-la, porque é proibido pescar nesta lagoa.

– Ora, mas eu não estava pescando!

– Senhora, o material que está dentro do barco é o indício que a senhora iria pescar.

– Se o senhor me multar, eu vou processá-lo por assédio sexual.

– A senhora está louca? Eu não fiz nada!

– Mas o senhor tem todo o material e isso é indício que iria fazê-lo em breve.

(Colaboração de Roger Chadel)

A porta da esperança

02/06/2008 às 1h06min Paulo Gustavopiadas

Sessão do tribunal do júri. O réu, acusado de homicídio, era defendido por um advogado que baseava a sua argumentação na falta de materialidade do crime, pois o cadáver não fora encontrado.

O causídico que defendia o réu fazia a sustentação oral quando seu celular tocou. Após pedir licença, atendeu a ligação. Falou ao telefone por alguns instantes, abriu um largo sorriso e dirigiu-se ao júri com uma bombástica surpresa que mudaria todo o rumo do julgamento:

– Senhores jurados, eu tenho uma novidade! Acabo de receber a informação de que, dentro de dois minutos, a suposta vítima vai entrar neste salão e provar que está viva!

Todos ficaram espantados com a informação e voltaram os olhos para a porta.

O advogado pediu que todos aguardassem por alguns minutos. O tempo passou e ninguém chegou.

O juiz, já impaciente, pediu explicações ao patrono do réu. Este, após atender outro telefonema, falou:

– Senhores, infelizmente a pessoa desaparecida não poderá vir. Mas o que importa é que todos vocês olharam para porta com a expectativa de ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que ninguém tem certeza se realmente ela está morta. Por isso, peço aos jurados que concedam o benefício da dúvida, absolvendo o réu.

Ainda atônitos, os jurados se retiraram para a sala ao lado a fim de proferir sua decisão. Quando retornaram, o juiz leu o resultado da votação: o júri considerou o réu culpado, por unanimidade.

Terminada a sessão, o advogado, inconformado, foi conversar com um jurado:

– Como vocês puderam condenar o réu? Eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta! Está claro que vocês estavam em dúvida!

O jurado, bastante observador, respondeu:

– Sim, é verdade. Todos nós olhamos para a porta, menos o seu cliente.

A consulta do açougueiro

15/02/2008 às 10h16min Paulo Gustavopiadas

Um açougueiro da vizinhança vai ter com um advogado em seu escritório:

– Se um cachorro solto na rua entra num açougue e rouba um pedaço de carne, o dono da loja tem direito a reclamar o pagamento do dono do cachorro?

– Sim, é claro! – responde o advogado.

– Então você me deve vinte reais. Seu cachorro estava solto e roubou um filé da minha loja.

O advogado coça a cabeça e responde:

– O senhor tem razão, mas me deve trezentos e oitenta reais, porque a consulta custa quatrocentos.

(Colaboração de Sandro Roberto Veloso de Araújo)

Atualizado (em 04/04/2008): este caso muitos atribuem a uma pessoa em particular, mas é na verdade uma piada universal.