Ir direto ao conteúdo

Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos da Categoria piadas

O especialista

06/02/2008 às 16h14min Paulo Gustavopiadas

Dois amigos bebiam num barzinho. Um deles percebe que o outro estava com um ar incomodado, ao que este responde:

– É que estou com uma dor insuportável no testículo esquerdo.

– Puxa, rapaz! Tive um problema semelhante e meu médico curou num instante. Você tem que se tratar com que entende! Pode procurar este doutor que ele é especialista! Não tem melhor especialista na cidade.

Dizendo isso, entregou um cartão de visitas ao amigo. Só que, por engano, passou o cartão do advogado.

Dia seguinte, o amigo procurou o endereço do cartão. Encontrou a sala e, depois de aguardar sua vez, adentrou a sala do doutor, já indagando:

– Doutor, estou com uma dor incrível no testículo esquerdo.

O advogado logo percebe o engano e sequer deixa o cliente completar a descrição do problema:

– Sinto muito, meu amigo, mas sou especialista em Direito…

– Pô, vá ser especialista assim no diabo que o carregue!

Piadas de audiências

05/02/2008 às 16h11min Paulo Gustavopiadas

O réu, acusado de matar sua própria esposa, narrava como aconteceram os fatos:

– Eu voltei para casa um pouco mais cedo que de costume e encontrei minha mulher na cama com meu melhor amigo. Daí eu não resisti e matei minha mulher.

O juiz ouviu tudo, folheou rapidamente os autos e perguntou, intrigado:

– Mas não existe nada sobre seu melhor amigo no processo. O senhor poderia dizer o que aconteceu com ele?

– Bem, meritíssimo, eu apontei o dedo para ele e disse: “Rex, cachorro feioso, cachorro feioso!”


O juiz, estranhando que o réu comparecia sozinho à audiência, perguntou:

– O senhor não trouxe o advogado?

– Não, meritíssimo! Eu não tenho advogado. Resolvi falar a verdade!


Nos Estados Unidos, o promotor interroga diretamente o réu:

– É verdade que você aceitou dez mil reais para encobrir este caso?

A testemunha, com o olhar perdido, distraída, nada respondeu. O promotor repetiu:

– É verdade que você aceitou dez mil reais para encobrir este caso?

Como a testemunha continuava sem responder, o juiz interveio:

– Cavalheiro, por favor, responda à questão.

A testemunha, surpresa:

– Oh! Desculpe, eu pensei que ele estava falando com o senhor.

A certidão do oficial

04/02/2008 às 16h28min Paulo Gustavopiadas

O juiz de pequena comarca do interior ficou sabendo que um detento escrevera, nas paredes de sua cela, palavras de baixo calão sobre a sua pessoa e sobre outras importantes personalidades da cidade.

Disposto a averiguar o que se passava e punir o responsável, o magistrado chamou um oficial de Justiça para que se dirigisse à tal cela e certificasse o que lá foi escrito sobre os membros do Judiciário.

O meirinho foi ao local e realizou a diligência ordenada. Ao entregar a certidão para o meritíssimo, foi punido com três dias de suspensão.

Indignado, perguntou ao escrevente o que se passara com o juiz para lhe aplicar tamanha reprimenda.

– O problema é que você cumpriu muito corretamente sua diligência…

E leu a certidão:

“Certifico que me dirigi ao local e lá constatei que ‘a mãe do juiz é uma p…, o juiz é um f.d.p. o promotor é um v…’. O referido é verdade e dou fé…”

Sentença sob encomenda

03/02/2008 às 15h34min Paulo Gustavopiadas

O advogado recebe no escritório um cliente preocupado com seu processo:

– Doutor, se eu perder este caso, estou arruinado!

– Já apresentamos a defesa e o processo está pronto para ser julgado. Tudo agora só depende do juiz – responde o advogado.

– Se eu der um presentinho ao juiz, ajudaria?

– Não! Este juiz é muito ético e consciente. Se você o der um presente, isto irá prejudicá-lo! Nem pense nisto!

Passado algum tempo, saiu a sentença, favorável ao cliente. Satisfeito, este agradeceu ao advogado:

– Obrigado pela dica sobre o presentinho, funcionou!

– Mas como? Se você tivesse enviado o presente, teríamos perdido a causa!

– Mas eu mandei o presente… E foi por isso que ganhamos a causa.

– Você está louco? Como?

– Dentro da caixa, coloquei um cartão de visitas do autor da ação.


No começo de junho, um sujeito chegou na agência dos correios com uma pilha de cartões do Dia dos Namorados.Pacientemente, borrifou perfume em cada um deles, assinou-os todos com “Adivinha quem é!”, colocou-os em envelopes já endereçados e se dirigiu até o guichê.

O funcionário percebeu que cada envelope era dirigido a uma mulher diferente e, intrigado, perguntou:

– Ué! Você tem tantas namoradas assim?

– Não! É que eu sou advogado, especialista em divórcios.

Presunção de inocência

02/02/2008 às 17h31min Paulo Gustavopiadas

Um cliente suado, com as roupas sujas de sangue, entra esbaforido no escritório do advogado:

– Doutor, doutor! Me ajude! Só o senhor pode me salvar agora!

O advogado pede à secretária que traga um copo de água, conduz o cliente até uma cadeira no seu gabinete, manda-o sentar e pergunta o que aconteceu:

– Doutor, eu fiz uma besteira! Acabei de matar minha mulher.

O advogado, com ar bonachão, acende um cigarro e responde:

– Peraí! Não é bem assim. Estão dizendo que você matou sua mulher…