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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos da Categoria testemunhas

Memória de elefante

10/02/2008 às 18h24min Paulo Gustavotestemunhas

A testemunha do autor da ação prestava depoimento em uma reclamação trabalhista, quando o juiz perguntou:

– Quando foi que o reclamante começou a trabalhar na empresa?

A resposta foi imediata:

– Claro, foi no dia 5 de janeiro de 1979.

O juiz, mais esperto:

– E quando foi que o senhor começou a trabalhar na empresa?

A testemunha demorou um pouquinho pensando, tempo suficiente para que todos caíssem no riso.

Caso com o reclamante

08/02/2008 às 17h47min Paulo Gustavotestemunhas

Em uma das Juntas de Conciliação e Julgamento de Salvador (BA), o advogado da parte contrária impugnou uma testemunha sob o fundamento de que a mesma tinha um caso com o reclamante.

A juíza, então, perguntou à testemunha se era verdade.

Esta se indignou e respondeu ofendidíssima:

– Doutora, eu nunca tive um caso com esse homem, eu apenas tive um filho com ele.

(Colaboração de Edlamar Cerqueira)

Caseira caprichosa

06/02/2008 às 17h19min Paulo Gustavotestemunhas

Corria uma audiência de ação declaratória contra o INSS, para comprovação de tempo de serviço rural em uma das varas da Seção Judiciária da Justiça Federal em Goiânia (GO):

Lá pelas tantas, o juiz perguntou à testemunha da autora da ação:

– A senhora via a autora trabalhando na fazenda?

– É… via… A gente chegava lá e o serviço estava pronto.

– E como a senhora sabia que era a autora que tinha feito?

– Bom, a gente chegava na fazenda pra visitar e estava tudo arrumadinho: a louça lavada, as laranjas tinham sido colhidas, os porcos todos limpinhos… Alguém tinha feito o serviço. Deve ter sido ela!

Ninguém ouviu o resto da frase, porque todos começaram a rir: “porcos limpinhos” foi demais…

Testemunha copular

05/02/2008 às 16h23min Paulo Gustavotestemunhas

Crimes sexuais normalmente não têm testemunhas. Às vezes têm, mas talvez fosse melhor que não tivessem…


Art. 240 (revogado): adultério

O juiz pergunta à testemunha de um adultério:

– Então o senhor estava na praia quando viu os dois copulando?

A testemunha arregalou os olhos e respondeu:

– Doutor, eu vi um cu pra cima e outro na areia…


Art. 230: estupro

Certa feita, numa pequena cidade, em audiência de um crime de estupro, o juiz perguntou à testemunha, que era pessoa simples:

– O senhor viu a hora em que o acusado penetrou o órgão na vítima?

A testemunha parou, olhou pro juiz, sem entender bem, e respondeu:

– Doutor, este tar de orgo, eu não vi não, mas uma tamanha clarineta, ele penetrou sim!

(Colaboração de José Francisco das Chagas)


Art. 217 (revogado): sedução

Numa comarca do sul de Minas, num processo de sedução, estava sendo interrogada a testemunha de acusação, um senhor bastante idoso.

– O senhor viu a hora em que o acusado levou a vítima ao matagal?

– Sim, doutor, vi.

– E depois, o que aconteceu?

– Aí o acusado chegou lá no matinho, começou a beijar a moça…

– E o que mais o senhor viu?

– Vi o acusado e a moça tirando a roupa.

– E aí, depois de eles terem tirado as roupas, o que o acusado fez?

– Sei não, doutor, porque nesta idade que eu tou, estas coisas não são mais pra mim. Eu fui embora e não vortei mais não.

(Colaboração de José Francisco das Chagas)

A testemunha sincera

04/02/2008 às 12h07min Paulo Gustavotestemunhas

Aconteceu em Caratinga (MG), durante a instrução de uma reclamação trabalhista, uma situação que vez por outra se reproduz nas salas de audiências, graças a uma peculiaridade do linguajar jurídico.

Já haviam sido ouvidas duas testemunhas do reclamante. Eram dois homens humildes que, para agradar o amigo, seguiram à risca as prévias instruções do advogado. Seus depoimentos foram idênticos, perfeitamente unânimes em datas, jornadas de trabalho, horários para descanso e refeição e tudo o mais. Encerrados seus testemunhos, aguardavam a assinatura da ata, ao fundo da sala de audiências.

Por fim, a juíza, já irritada de ouvir tanta mentira, ao tomar o compromisso da terceira testemunha, uma mulher, disse-lhe já aos brados:

– A senhora fique sabendo que só pode me dizer a verdade, ouviu bem?

– Sim, senhora.

– Eu não vou tolerar mentira aqui, viu?

– S… s… sim senhora – murmurou, já desconfortada pelo indefectível temor reverencial.

– Se mentir pra juíza, já sai direto daqui pro xadrez!

– Han… raam…

– A senhora foi arrolada pelo reclamante, aquele senhor ali, e …

– Dá licença. Por ele, nunca não, senhora. Por aqueles dois ali, já sim, várias vezes…

(Colaboração de Gilberto Alves)