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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador audiência

No banco dos réus

12/02/2008 às 17h29min Paulo Gustavopartes

O promotor de Justiça paraibano Valério Costa Bronzeado conta três causos em que o banco dos réus mais pareceu com o banco de Carlos Alberto da Nóbrega:


Assim que começa a audiência, o juiz pergunta ao acusado:

– Nome?

O réu dá uma olhadinha para o seu advogado e levanta-se afobadamente da cadeira:

– Fique sabendo o doutor que esta é primeira coisa que eu nego!


Num julgamento por furto numa loja de roupas, o juiz pergunta ao réu confesso:

– Por que o senhor fez isto? Não pensou na sua mulher e na sua filha?

– Pensei, sim, mas na loja só tinha roupa pra homens…


Um senhor de idade, logo após ser condenado a 90 anos de prisão por homicídio triplo, dirige-se ao juiz:

– Se o doutor me garantir que eu vivo tudo isso, eu quero essa pena!

O nome da rosa

12/02/2008 às 9h50min Paulo Gustavoministério público

Uma cidade pequena tinha apenas um travesti, alcunhado Marcinha, assim conhecido por todos.

Certo dia, Marcinha se meteu numa briga de bar e acabou tendo que ir se explicar no fórum.

O promotor, que era novo na cidade, chegou na sala quando ele, devidamente travestido, respondia o nome:

– José Fulano da Silva.

De dedo em riste, o promotor interveio:

– Mas como? Teu nome é Márcia!

Marcinha, meio sem jeito, mostrou sua carteira de identidade e explicou que seu nome era aquele mesmo.

Só então, o promotor se tocou e ficou repetindo consigo mesmo:

– Ah bom! Então você é travesti! Eu não sabia! Tá certo!

Ao olhar para o lado, percebeu que o juiz e o escrivão estavam se entreolhando, curiosos e se esforçando para conter o riso.

Acordo bom até para o juiz

11/02/2008 às 23h53min Paulo Gustavojuízes

Durante uma audiência, em Fortaleza (CE), um juiz do cível estimulou um acordo o quanto pôde (de forma apropriada, diga-se). Enfim, fez-se o acordo, com a obrigação de certo pagamento. A quantia a ser paga era de pequena monta (mais ou menos quinhentos reais, em valores de hoje).

Quando a parte entregou-a em espécie, o magistrado não teve dúvida. Dizendo não ter podido sacar seus vencimentos em virtude de uma greve dos bancários que já durava vários dias, pegou o dinheiro e entregou um cheque pessoal no mesmo valor para a outra parte, dizendo-o bom, com fundos, de pessoa idônea (ele, claro), e pronto para saque tão logo reabrissem os bancos.

De tão surpresos, ninguém sequer protestou, pois todos (o beneficiário e seu advogado, com alguns dias de atraso, é certo) não exatamente deixaram de ganhar.

Médicos e loucos…

11/02/2008 às 19h02min Paulo Gustavoperitos

Nos Estados Unidos, algumas vezes os peritos precisaram ensinar medicina aos advogados. ;)


– O que significa a presença de esperma?
– Significa relação consumada.
– Esperma masculino?
– É o único que eu conheço.

– Doutor, quantas autópsias você já fez em pessoas mortas?
– Todas as autópsias que eu já fiz foram em pessoas mortas.

– O senhor se lembra aproximadamente a hora em que examinou o corpo do Senhor Brown?
– Foi à noite. A autópsia começou em torno das 20h30min.
– E o Senhor Brown estava morto àquele momento, certo?
– Não, ele estava sentado na mesa tentando imaginar por que eu estava fazendo uma autópsia nele!

– Senhor legista, antes de você fazer a autópsia, você verificou o pulso do paciente?
– Não.
– Você checou a pressão sangüínea?
– Não.
– Você conferiu a respiração?
– Não.
– Então, seria possível que o paciente estivesse vivo no momento em que você começou a autópsia?
– Não.
– Como você pode ter tanta certeza?
– Porque o cérebro dele estava em cima da minha mesa, em um vaso.
– Mas o paciente poderia estar vivo, ainda assim?
– É possível que ele ainda estivesse vivo e advogando em alguma corte.

(Fontes: Mr. Learned’s Legal Humor Page, Luís de Castro e Ruy Campos Vieira)

Respostas pouco espertas em audiências

10/02/2008 às 18h53min Paulo Gustavopartes

Casos realmente acontecidos nos Estados Unidos.


– Você passou a noite toda com este homem em Nova Iorque?
– Eu me recuso a responder esta pergunta.
– Você passou a noite toda com este homem em Chicago?
– Eu me recuso a responder esta pergunta.
– Você passou a noite toda com este homem em Miami?
– Não.

– E você conseguiu vê-lo de onde você estava?
– Consegui ver sua cabeça.
– E onde estava a cabeça dele?
– Logo acima dos ombros.


– Ele carregou o cachorro pelas orelhas?
– Não.
– E o que ele fez com as orelhas do cachorro?
– Carregou-as pelo ar.
– E onde estava o cachorro naquele momento?
– Grudado nas orelhas.


– A sua resposta deve ser oral, certo? Que escola você freqüenta?
– Oral.

– Você foi baleado na contenda?
– Não, fui baleado entre a contenda e o umbigo.


– Então, como testemunha de defesa, o que você pode nos dizer sobre a sinceridade da acusada?
– Ela sempre diz a verdade. Ela disse que ia matar aquele filho de uma égua – e matou mesmo.


(Fontes: Mr. Learned’s Legal Humor Page, Luís de Castro e Ruy Campos Vieira)