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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador audiência

Memória de elefante

10/02/2008 às 18h24min Paulo Gustavotestemunhas

A testemunha do autor da ação prestava depoimento em uma reclamação trabalhista, quando o juiz perguntou:

– Quando foi que o reclamante começou a trabalhar na empresa?

A resposta foi imediata:

– Claro, foi no dia 5 de janeiro de 1979.

O juiz, mais esperto:

– E quando foi que o senhor começou a trabalhar na empresa?

A testemunha demorou um pouquinho pensando, tempo suficiente para que todos caíssem no riso.

Testemunha de “folga”

10/02/2008 às 17h03min Paulo Gustavocrônicas e poesias

Por Sônia França, secretária de audiências da Justiça do Trabalho

A crônica a seguir é a junção de várias testemunhas que passaram pelas salas de conciliação da Justiça do Trabalho. Qualquer semelhança com fatos reais não é coincidência.

– Nome?
– Quem? Eu?

– É, o senhor. Nome?
– José.

– José de quê? Senta direito.
– José da Silva.

– Idade?
– Trinta e quatro.

– Endereço? Não acende esse cigarro, não. Endereço?
– Morro da Porca, entrada quinhentos, curva trinta e seis, casa quatorze, fundos.

– É parente, amigo pessoal ou inimigo de alguma das partes envolvidas no processo, freqüenta ou freqüentou a casa de algum deles, tem algum envolvimento emocional com alguém aqui à mesa?
– Repete, que eu já esqueci tudo.

(mais…)

O cargo de direção

09/02/2008 às 17h38min Paulo Gustavopartes

Numa reclamação trabalhista contra uma empresa de transporte coletivo urbano, o juiz conduzia a oitiva de testemunhas, quando perguntou a um empregado:

– O senhor exerce cargo de direção na empresa?

– Agora, sim. Mas na época eu era cobrador!

(Colaboração de Eleonora Silva)

A nulidade

09/02/2008 às 13h03min Paulo Gustavojuízes

Certo dia, no final de uma sessão ordinária no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ceará), por volta das 19 horas, o Juiz João Nazareth Cardoso relatava um processo, patrocinado por determinado advogado, já conhecido daquela Corte, por suas alegativas, pugnava reformar uma peça decisória perfeita.

Para tal desiderato, argüiu suposta nulidade processual, alegando que, na notificação expedida ao seu cliente, a assinatura do funcionário da Junta de Conciliação e Julgamento a quo estava diferente do que costuma ser.

Intrigado, o Juiz Revisor indagou:

– Excelência, onde foi que o douto causídico viu essa nulidade? Nos autos não a vejo.

Imediatamente, aquele magistrado vociferou:

– Meu caro colega, deve ter sido no espelho.

Perguntas pouco espertas em audiências

08/02/2008 às 18h46min Paulo Gustavoadvogados

Diálogos realmente acontecidos em audiências nos Estados Unidos:


– Como você descreveria o indivíduo?
– Ele tinha altura mediana, e usava barba.
– Era homem ou mulher?


– Ela tinha 3 filhos, certo?
– Sim.
– Quantos meninos?
– Nenhum.
– Tinha alguma menina?

– Senhor Slatery, você então viajou em lua de mel, certo?
– Fomos para a Europa, senhor.
– E foi com sua esposa?

– E qual sua relação com a vítima?
– Ela é minha irmã.
– E ela era sua irmã em 13 de fevereiro de 1979?

– Há quanto tempo você está grávida?
– Vai fazer três meses em 8 de novembro.
– Então, aparentemente, a data da concepção foi 8 de agosto?
– Sim.
– E o que você e seu marido estavam fazendo neste dia?


– Senhora Johnson, como o seu casamento acabou?
– Por morte.
– E ele acabou pela morte de quem?


– O que aconteceu depois?
– Ele disse: “Eu tenho que matá-la porque você pode me identificar”.
– E ele matou você?


– E o que aconteceu depois?
– Ele voltou para casa, e na manhã seguinte estava morto.
– Então, ele voltou para casa, e quando acordou na manhã seguinte, estava morto.


– Senhor Smith, quantas vezes você cometeu suicídio?
– Quatro vezes.


– Vou lhe mostrar a prova nº 3 e peço que reconheça a foto.
– Este sou eu.
– Você estava presente quando esta foto foi tirada?

– O sr. está qualificado a apresentar uma amostra de urina?
– Sim, desde criancinha.

– Há quanto tempo você é canadense?

– Foi este o mesmo nariz que você quebrou quando criança?

– Foi você ou seu irmão que morreu na guerra?

– Não é verdade que, quando as pessoas morrem dormindo, não percebem nada até acordar no dia seguinte?

– O filho mais jovem, o de 20 anos, quantos anos ele tem?

– Você não sabe o que era, nem com o que se parecia, mas você pode descrever?

– Você disse que a escada descia para o porão. Essa escada, ela também subia?

– A que distância estavam os veículos no momento da colisão?

– Quer dizer que, quando você voltou, você tinha saído?

– Você estava aqui até a hora em que você foi embora, certo?

– Você estava presente a este tribunal esta manhã quando fez o juramento?

(Fonte: Mr. Learned’s Legal Humor Page, Luís de Castro e Ruy Campos Vieira)