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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador audiência

Caso com o reclamante

08/02/2008 às 17h47min Paulo Gustavotestemunhas

Em uma das Juntas de Conciliação e Julgamento de Salvador (BA), o advogado da parte contrária impugnou uma testemunha sob o fundamento de que a mesma tinha um caso com o reclamante.

A juíza, então, perguntou à testemunha se era verdade.

Esta se indignou e respondeu ofendidíssima:

– Doutora, eu nunca tive um caso com esse homem, eu apenas tive um filho com ele.

(Colaboração de Edlamar Cerqueira)

O acordo

08/02/2008 às 10h50min Paulo Gustavojuízes

Em uma Junta de Conciliação e Julgamento, em uma capital do Brasil, o juiz deu início à audiência, perguntando a um dos presentes:

– O senhor é da parte do reclamante?

– Sou sim, senhor.

– E o senhor? É da parte do reclamado?

– Sou sim, senhor.

– Vamos dar início à audiência… – e virando para o lado do reclamado – Onde está seu advogado?

– Ué… Não sabia que eu tinha que trazer advogado, ninguém me falou isso…

– Então a sua defesa vai ficar prejudicada, seria prudente fazer um acordo.

– Tudo bem. Vamos tentar ver se chegamos lá. – conforma-se.

Muito tempo depois…

– Doutor, não temos condições de fazer um acordo. Ele está pedindo R$ 5.000,00. Não tenho como pagar isso.

– Senhor, se não fizerem um acordo, provavelmente irá perder a ação. Aí o senhor será executado, seus bens serão penhorados, só vai ser pior para o senhor. Vamos tentar de novo. Ok?

Muitos minutos depois, chegaram a um acordo. Fecharam em R$ 3.000,00. O reclamado já fez o cheque, se dirigiu ao juiz e disse em tom de indignação:

– Doutor, aqui está o cheque! Mas eu vou falar uma coisa para o senhor: a gente vem pensando que está fazendo um favor para um amigo e cai numa arapuca dessas. Ninguém me falou que tinha que trazer advogado, que eu seria executado, que meus bens seriam penhorados… Eu não gostei muito dessa história de ser testemunha, não!

– Como é? O senhor não é dono ou preposto da empresa reclamada?

– Eu não, sou vizinho da sede da firma do filho do meu compadre. E ele me chamou para ser testemunha da empresa.

Desesperado, só coube ao juiz lamentar:

– Pára… Pára… Pára tudo… Vamos cancelar esses termos… Vamos riscar essa audiência da história…

O apelido do réu

07/02/2008 às 17h22min Paulo Gustavopartes

Júri popular em Uruguaiana (RS).

O escrivão pergunta se o acusado tinha algum apelido, ao que este responde:

– Chupa-cu.

Passado o espanto inicial, o juiz perguntou o motivo do apelido.

– Doutor, é por causa do meu mau hálito…

(Colaboração de Luiz Augusto Lima da Fonseca)

Legítima defesa da paciência

07/02/2008 às 8h24min Paulo Gustavoadvogados

Quintino Cunha (1875-1943), poeta e advogado criminalista, foi uma figura folclórica cearense.

Conta o site Ceará Moleque que a seguinte história, que se tornou célebre, é uma das várias que lhe aconteceram.

Certa feita, Quintino foi contratado para defender um bêbado acusado de assassinar um cidadão rico que sempre o insultava na rua.

No tribunal do júri, dirigiu-se ao Juiz da seguinte forma:

– Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz…

A estas alturas, o juiz, já impaciente, interrompe:

– Um momento, doutor! O senhor vai fazer a sua sustentação oral ou não?

E então o advogado responde:

– Pois então, excelência… eu lhe chamei quatro vezes de um título que honrosamente lhe pertence e o senhor me interrompeu, visivelmente irritado… Imagine se eu passasse todos os dias em sua frente, durante vários anos, e lhe chamasse com os piores insultos… o senhor não me daria um tiro?

(Foto: caricatura feita por Plautus Cunha)

Caseira caprichosa

06/02/2008 às 17h19min Paulo Gustavotestemunhas

Corria uma audiência de ação declaratória contra o INSS, para comprovação de tempo de serviço rural em uma das varas da Seção Judiciária da Justiça Federal em Goiânia (GO):

Lá pelas tantas, o juiz perguntou à testemunha da autora da ação:

– A senhora via a autora trabalhando na fazenda?

– É… via… A gente chegava lá e o serviço estava pronto.

– E como a senhora sabia que era a autora que tinha feito?

– Bom, a gente chegava na fazenda pra visitar e estava tudo arrumadinho: a louça lavada, as laranjas tinham sido colhidas, os porcos todos limpinhos… Alguém tinha feito o serviço. Deve ter sido ela!

Ninguém ouviu o resto da frase, porque todos começaram a rir: “porcos limpinhos” foi demais…