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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador ética

Memória de elefante

10/02/2008 às 18h24min Paulo Gustavotestemunhas

A testemunha do autor da ação prestava depoimento em uma reclamação trabalhista, quando o juiz perguntou:

– Quando foi que o reclamante começou a trabalhar na empresa?

A resposta foi imediata:

– Claro, foi no dia 5 de janeiro de 1979.

O juiz, mais esperto:

– E quando foi que o senhor começou a trabalhar na empresa?

A testemunha demorou um pouquinho pensando, tempo suficiente para que todos caíssem no riso.

Lincoln e a ética

05/02/2008 às 21h28min Paulo Gustavofrases

Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos, era advogado.

Nos seus tempos de advocacia, jamais aceitou uma causa em que tivesse de mentir com inteiro conhecimento disso, pois – dizia – o júri descobriria tudo pela cara dele e o cliente perderia a questão.

Certa feita, recusou tomar conta do caso de certo indivíduo, ao descobrir que aquilo seria a ruína de uma viúva com seis filhos. O caso referia-se a seiscentos dólares. Em sua carta ao cliente recusado, Lincoln dizia:

“Não ficaremos com o seu caso, embora pudéssemos, sem dúvida alguma, ganhá-lo para o senhor. Há coisas que são legalmente certas mas moralmente erradas. Vamos dar-lhe, entretanto, um bom conselho, gratuito: um homem vivo, capaz e enérgico como o senhor, deveria tentar obter seiscentos dólares de alguma outra maneira”.

(Fonte: Grandes Anedotas da História, Nair Lacerda)

Sentença sob encomenda

03/02/2008 às 15h34min Paulo Gustavopiadas

O advogado recebe no escritório um cliente preocupado com seu processo:

– Doutor, se eu perder este caso, estou arruinado!

– Já apresentamos a defesa e o processo está pronto para ser julgado. Tudo agora só depende do juiz – responde o advogado.

– Se eu der um presentinho ao juiz, ajudaria?

– Não! Este juiz é muito ético e consciente. Se você o der um presente, isto irá prejudicá-lo! Nem pense nisto!

Passado algum tempo, saiu a sentença, favorável ao cliente. Satisfeito, este agradeceu ao advogado:

– Obrigado pela dica sobre o presentinho, funcionou!

– Mas como? Se você tivesse enviado o presente, teríamos perdido a causa!

– Mas eu mandei o presente… E foi por isso que ganhamos a causa.

– Você está louco? Como?

– Dentro da caixa, coloquei um cartão de visitas do autor da ação.


No começo de junho, um sujeito chegou na agência dos correios com uma pilha de cartões do Dia dos Namorados.Pacientemente, borrifou perfume em cada um deles, assinou-os todos com “Adivinha quem é!”, colocou-os em envelopes já endereçados e se dirigiu até o guichê.

O funcionário percebeu que cada envelope era dirigido a uma mulher diferente e, intrigado, perguntou:

– Ué! Você tem tantas namoradas assim?

– Não! É que eu sou advogado, especialista em divórcios.