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Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador frança

Como escapar de uma multa a 250km/h

04/06/2008 às 6h50min Paulo Gustavoficção jurídica

Conta-se que um motorista francês, flagrado por um sensor fotográfico de velocidade quando dirigia muito mais rápido que o limite permitido, teria apresentado a seguinte defesa ao órgão do trânsito:

Eu vi na estrada uma placa com o número 70, escrito em preto, contornado por um círculo vermelho, sem informação de unidades.

Como se sabe, a Lei de 4 de julho de 1837 torna obrigatório o sistema métrico na França. Por sua vez, o Decreto nº 65-501, de 3 de maio de 1961, com as alterações feitas pelas directivas européias, adotou legalmente as unidades do Sistema Internacional (SI).

Ocorre que, no sistema SI, a unidade de comprimento é o metro, e a unidade de tempo é o segundo. Assim, resta evidente que a unidade de velocidade legal é, portanto, o metro por segundo.

Não posso imaginar nem um segundo que ao Ministério do Interior não se apliquem as leis da República.

Assim sendo, 70m/s correspondem exatamente a 252km/h.

Os agentes informam que fui fotografado à velocidade de 250km/h. Ocorre que eu me encontrava 2km/h abaixo do limite permitido.

Solicito que, considerando estas informações, devolva minha carteira de habilitação.

A blague é criativa, mas não aconteceu de verdade. E, sim, o quilômetro e a hora são múltiplos que fazem parte do sistema internacional de unidades.

Atualização (em 17/06/2008): o motorista não era esse aqui.

Atualização [2] (em 30/08/2008): nem esse outro.

Proibido morrer

20/02/2008 às 8h13min Paulo Gustavoleis esquisitas

Se ainda fosse vivo, bem que Odorico poderia importar defuntos da Espanha
Se ainda fosse vivo, bem que Odorico poderia importar defuntos da Espanha
A IstoÉ noticiou, em outubro de 1999, que, na cidade de Lanjaron, no sul da Espanha, o prefeito José Rubio (uma espécie de Odorico Paraguaçu às avessas) baixou um decreto proibindo qualquer cidadão de morrer durante um período de quatro meses, uma vez que a prefeitura ainda não concluíra as obras de ampliação do cemitério municipal, que estava lotado.

Segundo a revista, o decreto estabelecia responsabilidades para os recalcitrantes:

“Está proibido morrer em Lanjaron. Os infratores responderão pelos seus atos.”

Imbuído de semelhante espírito, em setembro de 2000, o Sr. Gil Bernardi, prefeito de Le Lavandou, cidade localizada na Cote d’Azur, França, proibiu que qualquer pessoa morresse no município, salvo as que já possuíssem jazigos familiares. A medida foi tomada porque um tribunal em Nice proibiu a construção de um novo cemitério no local desejado pelo prefeito. A notícia é da BBC News.

(Foto: Reprodução / Rede Globo)

Inquérito policial à francesa

10/02/2008 às 18h06min Paulo Gustavodelegacias

Frases extraídas de boletins de ocorrência e relatórios da Polícia da França:

  • “Pudemos constatar que nada consta.”
  • “Suas explicações estavam tão confusas que tivemos que soltá-lo por falta de provas que nos fizessem entender suas explicações.”
  • “O indivíduo, que era tão surdo quanto sua esposa, parecia não se entender muito bem com ela.”
  • “O elemento, negando toda culpa, foi preso. O suspeito então decidiu fazer uma confissão completa para nos provar que ele não tinha nada a ver neste caso.”
  • “O homem declarou que efetivamente bateu seu adversário com a manivela mas tomando todo o cuidado de não machucá-lo.”
  • “O elemento tentou esconder a arma na sua bota, mas por infelicidade dele, tratava-se de uma espingarda cujo tamanho ultrapassava.”
  • “O buraco da bala era tão grande que pudemos enfiar dois dedos.”
  • “O indivíduo insistiu em nos apresentar seu prejuízo, que de fato não media mais do que dez centímetros.”
  • “Se a chamada não teve resposta, é que ela foi feita na sexta-feira de manhã, quando o investigador de plantão tinha acabado de deitar-se como faz todos os dias à mesma hora.”
  • “Preso pelos policiais, o ladrão os ameaçou de chamar a polícia.”
  • “É de se observar que os dois veículos colidiram um com o outro exatamente no mesmo dia.”
  • “Apesar do teor alcoólico de 3,8, o motorista havia mantido toda sua lucidez ao atropelar o animal.”
  • “O cadáver não parecia de posse de todas suas faculdades.”
  • “Um violento golpe de martelo o havia mantido pregado na cama por dois dias.”
  • “O enforcado morreu por afogamento.”
  • “Como ele devia ser internado o mais rapidamente possível num asilo de loucos, ele foi levado à delegacia.”

(Fonte: Roger Chadel)

Seguro de riso

05/02/2008 às 21h41min Paulo Gustavoperitos

Desculpas criativas utilizadas em processos e mesmo em formulários e cartas, constantes nos arquivos de companhias de seguro da França, dos EUA e da Inglaterra:


SEGURO DE AUTOMÓVEL

Causas do acidente

  • “Eu dirigi meu carro durante quarenta anos quando dormi na direção e tive esse acidente.”
  • “Eu pensava que meu vidro estava abaixado, mas percebi que não era o caso quando minha cabeça passou por ele.”
  • “Vidro do parabrisa quebrado. Causa desconhecida. Provavelmente fenômeno sobrenatural.”
  • “A causa indireta do acidente é um homenzinho, num carrinho, com uma grande boca.”
  • “Eu me afastei do acostamento, dei uma olhada na minha sogra e me dirigi direto para o barranco.”
  • “Eu não sabia que a limitação de velocidade se aplicava depois da meia-noite.”
  • “Eu estava a 110-120 km/h quando minha garota que estava sentada no banco de trás agarrou meus testículos. Foi nesse momento que eu perdi o controle do carro.”
  • “Eu tinha passado o dia a fazer compras de plantas e estava voltando para casa. Chegando num cruzamento, uma cerca viva levantou-se na minha frente e não vi a aproximação do outro carro.”
  • “Eu estava fazendo a curva quando notei um camelo e um elefante amarrados no acostamento. A distração me fez perder a concentração e bater no poste de sinalização.”
  • “Eu não sabia que a cadela era muito possessiva com seu carro, mas não teria lhe pedido para dirigir se eu soubesse que haveria algum risco.”
  • “Percebi que saia fumaça debaixo do capô. Compreendi que o carro estava pegando fogo, então peguei meu cachorro e o sufoquei num cobertor.”

Danos

  • “Meu carro sofreu importantes danos corporais.”
  • “Depois do acidente do mês passado, meu carro foi convocado pelo inspetor para mostrar os danos.”
  • “Eu disse ao policial que não estava ferido, mas, tirando meu chapéu, vi que eu estava com uma fratura do crânio.”

Acidentes envolvendo outros veículos

  • “Bati num caminhão estacionado que vinha em sentido contrário.”
  • “O outro carro bateu no meu sem dar sinal das suas intenções.”
  • “O outro motorista pode ser culpado por estar dirigindo de uma maneira erótica.”
  • “Comecei a reduzir, mas o tráfego estava mais imóvel do que eu imaginava.”
  • “Um caminhão recuou no meu pára-brisa e no rosto de minha mulher.”

Acidentes envolvendo objetos

  • “Na tentativa de matar uma mosca, eu passei por cima de um telefone público.”
  • “O poste de telefone aproximava-se rapidamente, tentei evitá-lo mas ele bateu antes em meu carro.”
  • “Fui atingido repentinamente por um poste de luz.”
  • “Quando voltava para casa, entrei na casa errada e bati em uma árvore que não tenho.”

Acidentes envolvendo pedestres

  • “O pedestre não tinha para onde ir, então passei em cima dele.”
  • “O homem ocupava a rua toda e tive que fazer várias manobras antes de bater nele.”
  • “O carro que me precedia bateu no pedestre, mas ele se levantou e eu o atropelei novamente.”
  • “Para evitar bater no pára-choques do carro que vinha na minha frente, eu bati no pedestre.”

Acidentes envolvendo ciclistas

  • “Primeiro eu lhes digo bom dia, depois eu lhes escrevo para dizer que uma senhora arranhou meu carro com a bicicleta dela.”

SEGURO DE VIDA

  • “Tenho dúvidas quanto ao meu seguro de vida: tenho vantagem em falecer imediatamente ou é preferível esperar a idade de aposentar?”

SEGURO DE SAÚDE

  • “Gostaria de saber em que idade as crianças mudam de preço.”
  • “Já que meu seguro-saúde se estende às pessoas sob minha guarda, posso reclamar pelo meu cachorro?”
  • “É verdade que meu cachorro mordeu o garotinho enquanto estavam brincando juntos, mas eu não estava suficientemente perto para dizer qual dos dois começou a morder o outro primeiro.”
  • “No que diz respeito a sua consulta dentária relativa ao aparelho, os dentes da minha frente estão muito bem, mas os do meu traseiro doem.”

SEGURO DE CASA E VALORES

  • “Minha esposa não cozinha pior do que qualquer outra, mas eu estaria mais tranqüilo se fosse acrescentada no contrato do seguro de minha casa uma garantia contra intoxicações alimentares.”
  • “Poderia me fornecer a data de vencimento de meu seguro de incêndio para que eu saiba até quando eu posso reclamar?”
  • “Meu cachorro engoliu os brincos de ouro de minha mulher. Eles valem cerca de dois mil dólares. Eles estavam no criado-mudo. O cachorro os viu, saltou e os engoliu. Vocês me pediram para verificar se eu não poderia encontrá-los. Eu gostaria de saber por quanto tempo eu devo verificar os excrementos de meu cão.”

PROVIDÊNCIAS ADMINISTRATIVAS

  • “Mando-lhes em anexo a fatura que me foi solicitada. Se vocês não a receberem, queiram me comunicar.”
  • “No momento, meu marido está falecido.”

QUESTIONÁRIO Nº 1

P: “Algum dos motoristas poderia ter feito algo para evitar o acidente?”
R: “Pegar o ônibus?”


QUESTIONÁRIO Nº 2

P: “Que aviso foi usado?”
R: “Buzinei.”
P: “Qual foi a resposta da outra parte?”
R: “Ela mugiu.”


(Fonte: e-mail de Milton Roberto y Goya, e lista de piadas de Roger Chadel)