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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador gafe

Camisinha extragrande

14/02/2008 às 9h49min Paulo Gustavoleis esquisitas

O Diário Oficial do Mato Grosso do Sul publicou, em 16 de novembro de 1996, um edital de concorrência de compra de 150 pênis de borracha pela Secretaria de Saúde do Estado. O produto destina-se a campanhas educativas sobre o uso da camisinha.

A publicação passou despercebida. Só veio a ser notada com a retificação, publicada no dia 20:

“onde se lê ‘pênis oco de borracha, 16 centímetros de diâmetro’, leia-se ‘pênis oco de borracha, 16 centímetros de comprimento por 3 de diâmetro’“.

Coitadas, as estudantes possivelmente ficariam assustadas com tamanho calibre. Ou com falsas expectativas.

(Fonte: Folha de S.Paulo)

Erratas erradas

06/02/2008 às 18h54min Paulo Gustavodelegacias

Um escrivão do interior do Paraná lavrou um auto de prisão em flagrante, começando mais ou menos assim:

“Alto de prisão em fragrante n. …”

No meio, catadupas de erros de português.

No fecho, o auge:

“… e para constar, eu (fulano), escrivão, lavrei o presente auto, digo, alto …”


Conta-se que, certa feita, um sujeito, chamado Diogo, foi levado para a delegacia e, ao ser lavrado o termo de ocorrência, o escrivão se enganou, escrevendo “Digo”, em vez de “Diogo”.Como de praxe, usou a palavra do verbo dizer na primeira pessoa, ou seja, “digo”, para indicar o erro. O resultado ficou assim:

“… Digo, digo, Diogo …”

Pelas barbas de Tiradentes

06/02/2008 às 18h31min Paulo Gustavoleis esquisitas

Em 1966, um historiador levantou a possibilidade de Tiradentes não usar barba e ter cabelos curtos.

Por isso, quando da emissão da cédula de cinco mil cruzeiros, que trazia a imagem de Tiradentes, o Diário Oficial da União publicou a resolução presidencial de se venerar “a efígie que melhor se ajusta à imagem de Joaquim José da Silva Xavier gravada pela tradição na memória do brasileiro”.

A leitura da sentença de Tiradentes (óleo sobre tela de Eduardo de Sá) - fonte: Wikipedia
A leitura da sentença de Tiradentes (óleo sobre tela de Eduardo de Sá) - fonte: Wikipedia

No Diário Oficial do dia seguinte ao da publicação do decreto presidencial, constava uma retificação que ninguém entendeu, dizendo:

“Onde se lê Joaquim José, leia-se José Joaquim”.

Após alguns dias, a retificação da retificação, no Diário de 27 de abril de 1966:

“Fica sem efeito a retificação publicada no Diário Oficial de 19-4-66, na página 4101″.

Em tempo: o nome do mártir é mesmo Joaquim José.

(Fonte: Folclore Político, de Sebastião Nery)