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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador juízes

O correto e o justo

15/11/2008 às 14h53min Paulo Gustavopiadas

Um juiz está saindo do motel quando cruza com o carro de um colega de toga.

Ambos então percebem que cada um estava com a esposa do outro no banco do passageiro.

Passada a surpresa, um deles, respeitosamente, dirige-se ao outro com o seguinte pedido:

– Nobre colega, julgo que o correto seria que a minha esposa viesse para o meu carro, e que a sua mulher voltasse no carro de Vossa Excelência.

O outro, então, responde solenemente:

– Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o correto. No entanto, não seria justo, considerando que vocês estão saindo e nós estamos entrando.

(Baseado em post do Blog do Professor Manuel)

Piadas de juiz

18/07/2008 às 0h52min Paulo Gustavocurtas e boas

  • Quando dois ou mais juízes se encontram, quais são os assuntos prediletos?

1. De como trabalham muito.
2. De como estão ganhando pouco, apesar das suas responsabilidades.
3. Falar muito mal de todos os demais juízes que não estão presentes.

  • Qual é a segunda coisa que um juiz pergunta para o outro, depois de se encontrarem?

– Em que lugar você está na lista de antiguidade?

  • Qual é a maior mentira que um juiz pode contar?

– Nunca atrasei uma sentença.

  • Qual é a segunda maior mentira que um juiz pode contar?

– Nunca atrasei um despacho.


    • O que mais irrita um juiz?

    Dizer que discorda dele.

    • Qual é a segunda coisa que mais irrita um juiz?

    Não ser promovido.

    • Quem um juiz mais odeia?

    O outro juiz que está na sua frente na lista de antiguidade.

    • O que os juízes esperam com muita ansiedade?

    A aposentadoria.

    • Quais são os maiores temores de um juiz?

    1. Não ser vitaliciado.
    2. Ser exonerado antes da aposentadoria.


    • Por que os juízes usam toga?

    Nem eles sabem porque gostam de ficar parecendo morcegos.

    • O que todo juiz supõe que nenhum mortal é capaz de enfrentar?

    O concurso para se tornar juiz.

    • Com quem os juízes gostam de casar?

    Promotoras de Justiça ou juízas, para repartir as despesas.

    • E as juízas?

    Com maridos que elas possam mandar e dizer que sustentam a casa.

    • Qual o significado de “tribunal”?

    Tribo em que só há caciques.

    (Texto sem identificação de autoria, reproduzido do blog A Minha Vara)

Os dilemas do juiz

15/06/2008 às 8h14min Paulo Gustavocurtas e boas

A vida de um juiz é feita de decisões!

Se é rápido, é um arbitrário.
Se demora estudando melhor o processo, é um incapaz.

Se dispensa meras formalidades procedimentais, é um reacionário.
Se exige formalidades ao pé da letra, é um burocrata.

Se inova na interpretação legislativa, é um visionário.
Se aplica a doutrina tradicional, é um antiquado.

Se se esforça para conciliar as partes, tem preguiça de instruir o processo.
Se não se esforça na conciliação, não tem interesse nos problemas sociais.

Se decreta a prisão de pessoa importante, é um inábil, imaturo ou louco.
Se decreta a prisão de um qualquer, é um perseguidor de miseráveis.

Se absolve, é um bom samaritano.
Se condena, é um mão de ferro.

Se é gentil com os jurisdicionados, é um demagogo.
Se é retraído com as pessoas, é um cético.

Se o advogado ganha a causa, é um eminente julgador.
Se o advogado perde a lide, é um despreparado.

Se administra o foro em equipe, não tem idéias próprias.
Se não trabalha em equipe, não confia em ninguém.

Se pugna pela harmonia com o Ministério Público, é um inseguro.
Se trata com indiferença o parquet, é um egocêntrico.

Se orienta os serventuários, tem ar professoral.
Se não orienta, é um apático.

Se fiscaliza assiduamente os subordinados, é um opressor.
Se não exerce fiscalização sobre os subordinados, é um relapso.

Se eventualmente chega atrasado para o expediente, é um desidioso.
Se chega cedo ou fica até o encerramento do expediente, quer aparecer.

Se aumenta a produtividade da comarca, quer autopromoção.
Se não se preocupa com a produtividade, nada quer com a dureza.

Se se traja bem, é um ostentador e vaidoso.
Se usa indumentária simples, é incompatível com a dignidade do cargo.

Se usa vestes talares, é um tradicionalista.
Se não usa toga, descumpre o Código Judiciário.

Se requisita equipamentos para o fórum, é um esbanjador.
Se não requisita equipamentos, é um tímido.

Se reivindica vencimentos condignos, é um inconformado.
Se não reivindica vencimentos condignos, é um pelego.

Se participa de congressos jurídicos, é um turista.
Se não participa de congressos, é um desatualizado.

Se a comarca vai mal, o juiz não funciona.
Se a comarca vai bem, o juiz não faz falta.

(Texto de autoria desconhecida, transcrito do site do juiz de Direito aposentado José Carlos Dantas Pimentel)