Defesa concisa
07/02/2008 às 23h31min | Paulo Gustavo | advogados
Uma jovem advogada, que acabara de receber a carteirinha da OAB, adentrou nervosamente o salão do Tribunal do Júri de São Paulo para a sua primeira defesa.
Concedida a palavra, a causídica se levantou, fez as saudações de praxe, falou por apenas alguns minutos e depois sentou em sua cadeira.
O juiz acompanhou tudo aquilo, aguardou alguns instantes, ficou aflito, insistiu:
– A defesa está com a palavra…
A jovem, toda importante com suas vestes talares, respondeu:
– Eu já terminei, estou satisfeita, não tenho mais o que falar…
O juiz não hesitou: suspendeu a sessão e declarou o réu indefeso.
A história é narrada por Vitorino Castelo Branco, no livro Curso de Português Jurídico, de Regina Toledo Damião e Antonio Henriques.

Quintino Cunha (1875-1943), poeta e advogado criminalista, foi uma figura folclórica cearense.