Ir direto ao conteúdo

Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador mandado

Apelidos dos mandados judiciais

18/06/2008 às 8h15min Paulo Gustavooficiais de justiça

PC Nery, Oficial de Apoio Judiciário em Conceição do Rio Verde (MG), apresentou em seu blog os apelidos dos mandados judiciais, segundo a visão dos zelosos meirinhos.

REPENTE DO MANDADO

Vou falar é dos mandados, um assunto muito justo!
Tem o mandado fantasma, você vê e leva um susto!

O mandado tranca-pasta é um verdadeiro sofrimento,
Se ele tá na sua pasta, nenhum mais tem cumprimento.

Mas tem mais tipos de mandado que são chatos à beça,
Tem o mandado piolho, que você pega e coça a cabeça.

O mandado tipo aids que é um suplício derradeiro,
Quando você pega ele, ninguém quer ser seu parceiro.

Tem o tipo tranformista, que é uma porcaria,
Pensa que vai ser moleza e acaba na delegacia.

E tem também o replay, que dá nervoso de imediato,
Acabou de devolver e pega outro pro mesmo chato.

Conheço o mandado cola, que me enche a paciência,
Cada vez que vou certificar, vejo que falta diligência.

Mas tem os clientes VIP, que são muito importantes,
Todo dia tem mandado, carrego de basculante.

O do amigo-da-onça gera muita desavença,
Você pegou por que o colega tá de férias ou licença.

E pra terminar esse repente vou falar é do clonado,
Mesmo número, mesmas partes pra fazer o mesmo ato.

Tem que ter é competência pra exercer essa função,
Tem que ser juiz, psicólogo, detetive e sacristão…

Segundo o autor dos versos, os mandados VIP são aqueles destinados a pessoas que têm inúmeros processos. Nesses mandados, no campo destinado ao “ciente”, deveria estar escrito “cliente”…

Sucessão no fundo de comércio

13/06/2008 às 7h42min Paulo Gustavooficiais de justiça

Para cumprir um mandado de citação, um oficial de justiça se deslocou até o estabelecimento comercial de propriedade do réu, no endereço indicado pelo autor da ação.

Lá chegando, recebeu a informação de que o réu não mais trabalhava lá e que o ponto havia sido assumido pela sua esposa. Certificou então o seguinte:

“Compareci ao local indicado e lá deixei de citar o réu. Fui infomado pela sua esposa que ele havia abandonado o comércio. Citei a mesma, que ainda continua com o negócio aberto.

(Com colaboração de Acimael Nogueira Cunha, do Rio de Janeiro/RJ)

Despejando a raiva

08/06/2008 às 17h34min Paulo Gustavooficiais de justiça

Um oficial de justiça novato recebeu a incumbência de cumprir um mandado de despejo. Chegando ao local, o meirinho verificou que seria impossível cumprir a determinação judicial, pois o réu era uma pessoa muito agressiva. Exarou então a seguinte certidão nos autos:

“Compareci ao local, a fim de cumprir a determinação judicial; porém, não foi possível executar o mandado, pelo risco de ser agredido pelo réu, que disse que a Justiça é uma merda, e que o Juiz é um bom filho da puta, e me mandou se foder e tomar no cu. O referido é verdade e dou fé.”

(Com colaboração de Acimael Nogueira Cunha, do Rio de Janeiro/RJ)

Penhora no sex shop

03/03/2008 às 14h01min Paulo Gustavooficiais de justiça

Coloque-se no lugar de um oficial de justiça que vai cumprir um mandado de penhora e avaliação num sex shop chamado “Ponto G”, em São Paulo (SP).

Que tipo de mercadoria você imagina que iria encontrar para a penhora?

Registre-se o zelo do oficial de justiça em pormenorizar as características dos bens penhorados, tais como “seios que podem se encher de água quente” e “sons de gemidos operados por controlador”.

Também é digno de louvor o cuidado em penhorar somente bens de maior valor, como bonecos e bonecas infláveis (todos novos, não custa dizer).

Já pensou o leiloeiro, em pleno fórum, sacudindo um pênis vibratório e gritando:

– Quem dá mais? Quem dá mais?