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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Artigos com o marcador seguro

Seguro de riso

05/02/2008 às 21h41min Paulo Gustavoperitos

Desculpas criativas utilizadas em processos e mesmo em formulários e cartas, constantes nos arquivos de companhias de seguro da França, dos EUA e da Inglaterra:


SEGURO DE AUTOMÓVEL

Causas do acidente

  • “Eu dirigi meu carro durante quarenta anos quando dormi na direção e tive esse acidente.”
  • “Eu pensava que meu vidro estava abaixado, mas percebi que não era o caso quando minha cabeça passou por ele.”
  • “Vidro do parabrisa quebrado. Causa desconhecida. Provavelmente fenômeno sobrenatural.”
  • “A causa indireta do acidente é um homenzinho, num carrinho, com uma grande boca.”
  • “Eu me afastei do acostamento, dei uma olhada na minha sogra e me dirigi direto para o barranco.”
  • “Eu não sabia que a limitação de velocidade se aplicava depois da meia-noite.”
  • “Eu estava a 110-120 km/h quando minha garota que estava sentada no banco de trás agarrou meus testículos. Foi nesse momento que eu perdi o controle do carro.”
  • “Eu tinha passado o dia a fazer compras de plantas e estava voltando para casa. Chegando num cruzamento, uma cerca viva levantou-se na minha frente e não vi a aproximação do outro carro.”
  • “Eu estava fazendo a curva quando notei um camelo e um elefante amarrados no acostamento. A distração me fez perder a concentração e bater no poste de sinalização.”
  • “Eu não sabia que a cadela era muito possessiva com seu carro, mas não teria lhe pedido para dirigir se eu soubesse que haveria algum risco.”
  • “Percebi que saia fumaça debaixo do capô. Compreendi que o carro estava pegando fogo, então peguei meu cachorro e o sufoquei num cobertor.”

Danos

  • “Meu carro sofreu importantes danos corporais.”
  • “Depois do acidente do mês passado, meu carro foi convocado pelo inspetor para mostrar os danos.”
  • “Eu disse ao policial que não estava ferido, mas, tirando meu chapéu, vi que eu estava com uma fratura do crânio.”

Acidentes envolvendo outros veículos

  • “Bati num caminhão estacionado que vinha em sentido contrário.”
  • “O outro carro bateu no meu sem dar sinal das suas intenções.”
  • “O outro motorista pode ser culpado por estar dirigindo de uma maneira erótica.”
  • “Comecei a reduzir, mas o tráfego estava mais imóvel do que eu imaginava.”
  • “Um caminhão recuou no meu pára-brisa e no rosto de minha mulher.”

Acidentes envolvendo objetos

  • “Na tentativa de matar uma mosca, eu passei por cima de um telefone público.”
  • “O poste de telefone aproximava-se rapidamente, tentei evitá-lo mas ele bateu antes em meu carro.”
  • “Fui atingido repentinamente por um poste de luz.”
  • “Quando voltava para casa, entrei na casa errada e bati em uma árvore que não tenho.”

Acidentes envolvendo pedestres

  • “O pedestre não tinha para onde ir, então passei em cima dele.”
  • “O homem ocupava a rua toda e tive que fazer várias manobras antes de bater nele.”
  • “O carro que me precedia bateu no pedestre, mas ele se levantou e eu o atropelei novamente.”
  • “Para evitar bater no pára-choques do carro que vinha na minha frente, eu bati no pedestre.”

Acidentes envolvendo ciclistas

  • “Primeiro eu lhes digo bom dia, depois eu lhes escrevo para dizer que uma senhora arranhou meu carro com a bicicleta dela.”

SEGURO DE VIDA

  • “Tenho dúvidas quanto ao meu seguro de vida: tenho vantagem em falecer imediatamente ou é preferível esperar a idade de aposentar?”

SEGURO DE SAÚDE

  • “Gostaria de saber em que idade as crianças mudam de preço.”
  • “Já que meu seguro-saúde se estende às pessoas sob minha guarda, posso reclamar pelo meu cachorro?”
  • “É verdade que meu cachorro mordeu o garotinho enquanto estavam brincando juntos, mas eu não estava suficientemente perto para dizer qual dos dois começou a morder o outro primeiro.”
  • “No que diz respeito a sua consulta dentária relativa ao aparelho, os dentes da minha frente estão muito bem, mas os do meu traseiro doem.”

SEGURO DE CASA E VALORES

  • “Minha esposa não cozinha pior do que qualquer outra, mas eu estaria mais tranqüilo se fosse acrescentada no contrato do seguro de minha casa uma garantia contra intoxicações alimentares.”
  • “Poderia me fornecer a data de vencimento de meu seguro de incêndio para que eu saiba até quando eu posso reclamar?”
  • “Meu cachorro engoliu os brincos de ouro de minha mulher. Eles valem cerca de dois mil dólares. Eles estavam no criado-mudo. O cachorro os viu, saltou e os engoliu. Vocês me pediram para verificar se eu não poderia encontrá-los. Eu gostaria de saber por quanto tempo eu devo verificar os excrementos de meu cão.”

PROVIDÊNCIAS ADMINISTRATIVAS

  • “Mando-lhes em anexo a fatura que me foi solicitada. Se vocês não a receberem, queiram me comunicar.”
  • “No momento, meu marido está falecido.”

QUESTIONÁRIO Nº 1

P: “Algum dos motoristas poderia ter feito algo para evitar o acidente?”
R: “Pegar o ônibus?”


QUESTIONÁRIO Nº 2

P: “Que aviso foi usado?”
R: “Buzinei.”
P: “Qual foi a resposta da outra parte?”
R: “Ela mugiu.”


(Fonte: e-mail de Milton Roberto y Goya, e lista de piadas de Roger Chadel)

Esse advogado é fogo!

05/02/2008 às 17h53min Paulo Gustavoadvogados

Essa é mais uma daquelas histórias que só podiam acontecer nos Estados Unidos.

A notícia vem circulando na internet, sendo atribuído como fonte o Darwin Awards de 1999, mas não consta no site oficial do prêmio. Portanto, não se pode assegurar a sua veracidade.

Atualização (em 02/04/2008): como já havia adiantado, é mesmo um boato, que vem ganhando várias versões desde a década de 60! Mas não se pode deixar de reconhecer a criatividade do autor da história…

Em Charlotte, Carolina do Norte, um homem comprou uma caixa de charutos muito caros. Prevenido, fez um seguro contra desastres, inclusive incêndios. Depois de ter fumado todos os 24 charutos da caixa e mesmo sem ter pago a primeira parcela do seguro, exigiu da seguradora o ressarcimento – segundo ele, por ter perdido os charutos numa série de mini-incêndios.

Evidentemente, a seguradora recusou-se a pagar, porque os charutos haviam sido consumidos de forma normal, intencionalmente.

Surpreendentemente, o homem entrou na Justiça e venceu! Na sentença, o juiz admitiu que o caso era frívolo, mas, como a cláusula de incêndio não era suficientemente clara, o cliente tinha direito a ser ressarcido pelos charutos “queimados”.

Para não entrar num processo longo e desgastante, a seguradora preferiu fazer um acordo, pagando 15 mil dólares.

Agora vem a melhor parte: ao depositar o cheque, o homem foi preso por ter queimado intencionalmente a propriedade assegurada. Usando como prova os depoimentos do julgamento anterior, o homem foi sentenciado a 24 meses de prisão, além de uma multa de 24 mil dólares.

Atualização (em 02/04/2008): eu já mencionei que isso é um boato?

O acidente do pedreiro português

01/02/2008 às 15h29min Paulo Gustavoperitos

A seguinte história circula há muitos anos, sendo a fonte atribuída ao Jornal do Brasil.

Trata-se do relato de um inacreditável acidente de trabalho, feito pelo próprio acidentado, um pedreiro lusitano à companhia seguradora, contante de documento supostamente incluído num processo judicial que foi julgado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Cascais, em Portugal:

Exmos. Senhores,

Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:

No quesito nº 3 da comunicação do sinistro mencionei: “tentando fazer o trabalho sozinho” como causa do meu acidente.

Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:

Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares.

Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos.

Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.

Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente (denotar que no quesito 11 informei que meu peso oscila em torno de 80kg).

Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda.

Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer.

Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.

Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo.

Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg (novamente refiro-me ao meu peso indicado no quesito 11). Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril quer vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos que estavam no chão, pois felizmente só fraturei três vértebras.

No entanto, lamento informar que ainda houve o agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril acima de mim, perdi novamente minha decantada presença de espírito e larguei a corda. O barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas.

Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos, ainda guardam a forma da roldana.

Atenciosamente,

Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra

Se algum leitor puder confirmar a autenticidade do caso, comente abaixo indicando mais detalhes que comprovem não se tratar de uma lenda.