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O cotidiano jurídico com muito bom humor

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado.

Movendo mundos e fundos

01/02/2008 às 18h28min Paulo Gustavoleis esquisitas

Saiu a seguinte lei no Diário Oficial da União, em junho de 1967:

“Art. 1º. É aberto ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará o crédito especial de NCr$ 22,97, destinado a atender ao pagamento de despesas com tratamento médico e hospitalar do bacharel Colombo Dantas Bacelar, juiz da 77ª. Zona Eleitoral, de Pacoti, naquele Estado.

(a) A. Costa e Silva, Luiz Antônio da Gama e Silva, Antônio Delfim Netto.”

Ou seja, a doença do juiz mobilizou o presidente e dois ministros da República.

(Fonte: 2º Febeapá, de Stanislaw Ponte Preta)

Piada de mau gosto

01/02/2008 às 18h26min Paulo Gustavocrônicas e poesias

Texto literário de ficção acerca do cotidiano jurídico.

Por Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado em Osasco (SP)

Tinha apenas vinte e quatro horas para fazer a defesa. Não era muito, mas em se tratando de uma Reclamação Trabalhista na qual se pleiteava apenas reconhecimento do vínculo, verbas rescisórias e horas extras, era o bastante.

Quando se formou, Antônio imaginava que advogaria para grandes empresas. Tecia planos, sonhos… Enquanto não concretizava os planos e os sonhos continuavam sonhos, ia prestando serviços para pequenos comerciantes, autônomos, agiotas e punguistas.

Jaime não era dos melhores clientes, mas pagava em dinheiro e adiantado, portanto, merecia a devida atenção. Além disso, era educado e costumava seguir os conselhos do advogado ao pé da letra, o que acabava criando situações muito engraçadas.

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Impressora nova

01/02/2008 às 18h17min Paulo Gustavojuízes

No início da década de 90, chegou certo dia à Procuradoria do Município de Uberlândia (MG) uma petição de um advogado que acabara de adquirir uma então moderníssima impressora colorida a jato de tinta.

Entusiasmado com o novo equipamento, muito melhor que sua antiga impressora matricial, o causídico produziu uma petição toda colorida, dando destaque às partes mais importantes em vermelho, amarelo, azul e todo o resto do arco-íris.

Tendo sido essa pitoresca peça juntada num processo administrativo e caído nas mãos do subprocurador local ao qual incumbia distribuir os trabalhos, este não hesitou e deu o seguinte despacho (também colorido com canetas marca-texto):

“Gentileza responder aos cromáticos argumentos do Requerente.”

(Colaboração de Cláudio Fernandes Paixão)

Soneto de honestidade

01/02/2008 às 18h03min Paulo Gustavocrônicas e poesias

Inspirado no Soneto de Fidelidade de Vinícius de Moraes, um colaborador dublê de advogado e poeta nos enviou o seguinte poema do devedor confesso:

SONETO DE HONESTIDADE
(Etevaldo Nascimento)

Que devo, eu reconheço,
Mas juro que não pago juros;
Pagarei somente o preço,
Eu juro que pago juro.

Pagar a dívida, eu sempre quis,
Mas o credor aumentou demais;
Uma dívida que eu não fiz
Porque os juros são ilegais.

Para provar minha honestidade,
Tem o código do consumidor,
Que é a única possibilidade.

Para acabar com a minha dor,
Tem advogado com especialidade
Em direito do consumidor.

Um burro no tribunal

01/02/2008 às 17h39min Paulo Gustavoadvogados

Um conhecido advogado criminalista gaúcho, Togo Lima Barbosa, ex-procurador de justiça, ex-corregedor jurídico da Procuradoria Geral da República, ex-prefeito de sua terra, estava defendendo um cliente no tribunal do júri, no Fórum de Itaqui (RS).

O plenário estava lotado. Fazia calor e as janelas estavam abertas para a rua.

No momento mais empolgante de sua peroração, para surpresa geral, um burro (ou jegue) começou a zurrar numa carroça que passava por perto.

O jovem promotor, querendo ser espirituoso, para desviar a atenção do advogado, aparteou:

– Olha aí, doutor, estão aparteando Vossa Excelência!

O criminalista Togo, com a estampa de tribuno grego, devolveu na hora:

– Isso não me surpreende, pois não é o primeiro burro que me aparteia hoje!

(Colaboração de Marco Aurelio Degrazia Barbosa)